<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570</id><updated>2012-02-09T16:17:30.609-08:00</updated><title type='text'>Senhora das Palavras</title><subtitle type='html'>"Enquanto existir perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever" - Clarice Lispector</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>164</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-6912939875302007201</id><published>2012-02-09T16:12:00.000-08:00</published><updated>2012-02-09T16:17:30.618-08:00</updated><title type='text'>Encontro discute democratização da comunicação e reforma política</title><content type='html'>Paula de Andrade (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Estado brasileiro deve adotar medidas de regulação democrática sobre a estrutura do sistema de comunicações, a propriedade dos meios e os conteúdos veiculados, de forma que diferentes grupos sociais, culturais, étnico-raciais e políticos possam se manifestar em igualdade de condições no espaço público midiático." Isso requer diversas medidas. Entre elas: "O Estado precisa garantir as condições para a participação popular na tomada de decisões acerca do sistema de comunicações brasileiro, no âmbito dos poderes Executivo e Legislativo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho acima, adaptado da Plataforma para um novo Marco Regulatório das Comunicações no Brasil, é o “coração” do debate que o SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia, as Loucas de Pedra Lilás e a Abong se propõem a animar durante o Encontro Nacional sobre o Direito à Comunicação (ENDC), na tarde do dia 10 de fevereiro, quando acontecem as atividades autogestionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de uma conjuntura bastante adversa para os movimentos sociais, “o pulso ainda pulsa” e a Oficina“Vamos mudar a política no Brasil! Pela participação popular nas decisões sobre o sistema de comunicações brasileiro” pretende partir de uma perpepção bastante assentada entre as análises sobre a direito à comunicação no Brasil: os visíveis pontos de confluência entre a atual estrutura e organização dos meios de comunicação e o perfil de parlamentares do Congresso Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de hoje que percebemos como essas estruturas se retroalimentam na manutenção de uma hegemonia e de pensamentos conservadores. No contexto atual, pelo perfil majoritariamente conservador de parlamentares do Congresso Nacional, o contexto parece nos impor o enfrentamento do descrédito na política como uma prioridade. Isso porque trata-se, cada vez mais, de um descrédito que interessa às oligarquias políticas que se mantém no poder e porque tem sido intensamente reforçado a partir da estrutura de mídia da qual dispõem. De maneira muito ampla, podemos falar de muitas ações que, mesmo sem um foco no enfrentamento desse descrédito, fortalecem esta perspectiva, propondo a política como um exercício de cidadania, um exercício de todas e de todos. Neste sentido, temos a criação do Fórum Social Mundial, o Fórum de Mídia Livre, as diversas experiências de Cúpulas dos Povos, as diferentes ações LGBT contra a heteronormatividade... E, mais recentemente, os protestos contra a transposição do São Francisco e a implantação da central hidrelétrica de Belo Monte, as Marchas das Vadias mundo afora, as manifestações Occupy, a articulação mundial contra a implantação do S.O.P.A. (Stop Online Piracy Act) e o P.I.P.A (Protect IP Act), a cobertura na Internet da barbárie ocorrida em Pinheirinho (São Paulo), além de inúmeras manifestações locais, como os protestos da população do Recife contra o aumento das passagens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos estes atos estamos agindo para evitar que outros e poucos, decidam por nossas vidas ou definam como devemos viver. Participamos politicamente e semeamos a democratização do poder a partir de muitas expressões. Mas, no caso em questão, o que fazer? Para enfrentar os problemas que visualizamos, nós dos movimentos sociais juntamos nossas forças, trocamos ideias e saberes, e também aproveitamos a oportunidade de uma oficina no ENDC para refletir sobre como atuar - coletivamente - para transformar a relação entre os mecanismos da democracia representativa e os entraves à democratização da comunicação no país. O esforço de pensar sobre isso ganhou novo impulso desde 2005, quando foram realizados seminários e debates reunindo várias organizações da sociedade civil, que resultaram numa compreensão mais ampla sobre a reforma do sistema político que desejamos. Foi neste processo que entrou em cena o eixo da democratização da comunicação na Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, diversas organizações têm trabalhado para enfrentar os entraves à participação política atacando o que consideram ser as estruturas do sistema político. Atualmente, a prioridade dos movimentos sociais reunidos na Plataforma é a luta por uma reforma política que amplie, no parlamento, a representação das mulheres, da população negra, do povo indígena, das pessoas em situação de pobreza, da população do campo e moradoras/es da periferia urbana, da juventude e da população homoafetiva, entre outro grupos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o SOS Corpo, as Loucas de Pedra Lilás e a Abong, esta perspectiva precisa ser discutida no plano do direito à comunicação, pelas conexões que já citamos entre a democracia representativa e os obstáculos à democratização da comunicação. Não basta nos reunirmos ou reunirmos organizadamente nossas propostas, como aconteceu na I Conferência Nacional de Comunicação. Para avançarmos, acreditamos ser necessário que mais pessoas estejam convencidas que não será possível aprofundarmos a democracia sem uma ampla reforma do sistema político que leve em conta a democratização da comunicação. E que todas/os que por ela lutam também articulem com as mudanças necessárias no plano da democracia representativa. No dizer da Plataforma, isso significa, por exemplo, “garantir o poder do povo para revogar mandatos parlamentares, acabar com os privilégios de férias de 60 dias, 14º e 15º salários e o uso do mecanismos de imunidade parlamentar em situações que só servem para promover a impunidade.” Além disso, precisamos de uma nova regulamentação dos instrumentos de democracia direta: plebiscito, referendo e projeto de iniciativa popular, que possibilite a participação popular nas decisões, não apenas nos momentos eleitorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o Executivo precisa assumir a pauta por um novo marco regulatório das comunicações e provocar o Legislativo. E para que nossos anseios sejam acolhidos, o Legislativo precisa ser democratizado de forma que todos os segmentos da população estejam representados, incluindo os mesmos “diferentes grupos sociais, culturais, étnico-raciais e políticos” que não conseguem se manifestar em igualdade de condições no espaço público midiático. Com as regras atuais do sistema político brasileiro, isso não é possível. As eleições “repõem” nas casas do Legislativo inúmeros parlamentares que, em sua maioria, representam as elites: donos de bancos, de terras e de veículos de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o ENDC, estará no horizonte do nosso debate: "como ampliar o poder do povo nas decisões no plano da democratização da comunicação? Participe conosco, se você se sente conectado/a com esta pauta. Envie desde já suas ideias e suas experiências, pois podemos continuar esta reflexão em outros momentos e via outras articulações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes:  http://www.reformapolitica.org.br/    |   http://www.comunicacaodemocratica.org.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Paula de Andrade integra a equipe do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia e o coletivo de comunicação da Articulação de Mulheres Brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-6912939875302007201?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/6912939875302007201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2012/02/encontro-discute-democratizacao-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6912939875302007201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6912939875302007201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2012/02/encontro-discute-democratizacao-da.html' title='Encontro discute democratização da comunicação e reforma política'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-2308150960446706212</id><published>2012-01-23T15:28:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T15:29:25.347-08:00</updated><title type='text'>Movimento faz ato contra Globo e aciona MPF no caso BBB</title><content type='html'>Por Bia Barbosa - Observatório do Direito à Comunicação&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;As mobilizações da sociedade civil organizada se intensificaram esta semana no sentido de cobrar uma responsabilização da Rede Globo pela forma como tratou a suspeita de estupro ocorrida no programa Big Brother Brasil. Na última quinta-feira, a Rede Mulher e Mídia e dezenas de outras organizações signatárias protocolaram uma representação junto ao Ministério Público Federal pedindo novas investigações sobre o caso. O documento, direcionado à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, solicita que o MPF também faça uma análise de outros aspectos ainda não considerado peloa Procuradoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As organizações entendem que, além do aspecto da estigmação das mulheres, que já está sendo apurado pelo MPF, é preciso investigar a responsabilidade da emissora pela ocultação de um fato que pode constituir crime; por prejudicar as investigações da polícia; por ocultar da vítima todas as informações sobre o que tinha acontecido quando ela estava desacordada; e por enviar ao país uma mensagem de permissividade diante da suspeita de estupro de uma pessoa vulnerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na representação, as entidades signatárias relacionam uma série de ações da emissora e da direção do BBB que teriam resultado nesses questionamentos. Entre elas, a edição da cena feita no programa de domingo e as declarações do direito geral Boninho e do apresentador Pedro Bial, que transformou uma suspeita de violência sexual em "caso de amor". "Tal postura da emissora não apenas viola a dignidade da participante como banaliza o tratamento de uma questão séria como a violência sexual, agredindo e ofendendo todas as mulheres", diz um trecho da representação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento também destaca que, pelo áudio da conversa da participante Monique com a produção do programa, vazado na internet no dia 16, fica claro que ela, até aquele momento, não tinha assistido às cenas da madrugada do dia 15. E lembra que, somente no dia 17 de janeiro - portanto, mais de 48 horas depois do ocorrido - os envolvidos foram ouvidos pela polícia e possíveis provas do crime foram recolhidas. A emissora, assim, teria violado o direito da participante saber o que tinha se passado com ela enquanto estava desacordada e prejudicado as investigações da polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As organizações do movimento feminista solicitaram ainda um direito de resposta coletivo em nome de todas as mulheres que se sentiram ofendidas, agredidas e que tiveram seus direitos violados pelo comportamento da Rede Globo. A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, que já solicitou explicações à emissora, agendará em breve uma reunião com os signatários da representação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato na porta da Globo em São Paulo  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira, o mobilização da sociedade civil foi em frente à sede da emissora em São Paulo. Dezenas de feministas e ativistas pelo direito à comunicação protestaram contra a postura da Globo, além de distribuírem para a população um manifesto pedindo a responsabilização da emissora pelo ocorrido. O protesto também foi contra os patrocinadores do programa - OMO, Niely, Devassa, Guaraná Antarctica, Fiat e energético Fusion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estamos aqui para dizer que não é mais possível aceitar a banalização da violência contra as mulheres, principalmente quando isso ocorre num programa de televisão, de uma emissora que é concessionária pública", disse Terezinha Vicente Ferreira, da Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada. "Isso ofende a todas as mulheres e tem um impacto enorme na formação dos valores na nossa sociedade", acrescentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para as organizações, o próprio formato do BBB se alimenta da exploração dos desejos e conflitos provocados entre os participantes, buscando explorar situações limite para conquistar mais audiência. "É mais um desserviço que é prestado ao país por esta emissora, que trata seus telespectadores como "hommers simpson" e cotidianamente atua no sentido contrário da democracia brasileira, ao criminalizar os movimento sociais, fazer campanhas contra os quilombolas e chegar ao cúmulo de negar a existência do racismo no Brasil", criticou o jornalista Pedro Pomar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marco Ribeiro, da Federação dos Radialistas (Fitert), lembrou que, semanalmente, um quadro do programa Zorra Total, da mesma emissora, reforça a violência sexual contra as mulheres. "Todos os sábados a Globo faz piada com uma personagem que é vítima de assédio sexual no metrô, e diz ainda pra sociedade que ela deve se aproveitar desse assédio. É um absurdo", afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manifestação, foi reforçada a necessidade do Ministério das Comunicações tomar providências em relação ao ocorrido, e do país debater imediatamente um novo marco regulatório das comunicações, com mecanismos que contemplem órgãos reguladores democráticos capazes de atuar rapidamente em situações como esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Ministério das Comunicações declarou que está analisando se a Globo, neste caso, não veiculou imagens contrárias "à moral familiar e aos bons costumes", violando um dos aspectos da legislação   do setor. No entanto, se trata de uma questão muito mais grave. Estamos falando da violação de direitos fundamentais, o que mostra que o país precisa de um marco regulatório que dê conta de enfrentar abusos cometidos em nome da liberdade de expressão", analisou João Brant, do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renata Mielli, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, lembrou que a Globo, através da Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão) é uma das maiores oponentes da construção de um novo marco regulatório das comunicações no país, e que historicamente distorce o conceito de regulação para passar para a população a idéia de que o Estado está tentando censurar a mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Neste momento, com este mesmo argumento, a Abert defende no Supremo Tribunal Federal o fim da classificação indicativa, que é um dos poucos mecanismos que existem para proteger os direitos das crianças e adolescentes de conteúdos impróprios para seus desenvolvimento. Enquanto isso, a Globo se aproveita do espaço de uma concessão pública para violar uma série de direitos humanos", afirmou Renata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tamanho da reação do público neste episódio, no entanto, mostra, na avaliação do movimento, que alguma coisa está mudando. "A TV Globo ainda acredita no seu poder inabalável. Mas, os tempos são outros. O caso do estupro no BBB é o tema mais comentado na Internet, é pauta diária no noticiário de todas as TV e rádios do país e teve que ser pautado até no Jornal Nacional. O que era para ser mais uma cena de sexo picante, mais um escândalo de audiência, tornou-se um debate nacional sobre a falta de limite ético na TV. Há muito tempo a TV Globo não era pressionada pela opinião publica com a veemência de agora. Precisamos aproveitar este momento para avançar na luta pela regulação da mídia", concluiu Jacira Melo, do Instituto Patrícia Galvão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manifestação foi convocada pela  Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão (Frentex), a Rede Mulher e Mídia e o Fórum Nacional pela Democratização na Comunicação (FNDC), e contou com a presença de diversas organizações, entre elas a Marcha Mundial das Mulheres, a Liga Brasileira de Lésbicas, o Sindicato dos Bancários de São Paulo e a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária de São Paulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-2308150960446706212?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/2308150960446706212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2012/01/movimento-faz-ato-contra-globo-e-aciona.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/2308150960446706212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/2308150960446706212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2012/01/movimento-faz-ato-contra-globo-e-aciona.html' title='Movimento faz ato contra Globo e aciona MPF no caso BBB'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-7645321469972594172</id><published>2012-01-20T05:40:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T05:50:35.753-08:00</updated><title type='text'>Movimento feminista pede direito de resposta e que Ministério Público Federal investigue responsabilidade da Globo no caso BBB</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Organizações de todo o país entendem que a emissora pode ser responsabilizada pela ocultação de fato que pode constituir crime; por prejudicar as investigações da polícia; ocultar da vítima todas as informações sobre o que tinha acontecido quando ela estava desacordada e por enviar ao país uma mensagem de permissividade diante da suspeita de estupro de uma pessoa vulnerável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rede Mulher e Mídia e dezenas de outras organizações signatárias protocolaram, na manhã desta quinta-feira (19), uma representação ao Ministério Público Federal pedindo a investigação da responsabilidade da Rede Globo no caso do suposto estupro que aconteceu no programa Big Brother Brasil na madrugada do dia 15 de janeiro. O documento, direcionado à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, solicita que o MPF adende ao procedimento já instalado pelo órgão sobre a Globo a análise de outros aspectos ainda não considerados pela Procuradoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As organizações entendem que, além do aspecto da estigmação das mulheres, que já está sendo apurado pelo MPF, é preciso investigar a responsabilidade da emissora pela ocultação de um fato que pode constituir crime; por prejudicar as investigações da polícia; por ocultar da vítima todas as informações sobre o que tinha acontecido quando ela estava desacordada e por enviar ao país uma mensagem de permissividade diante da suspeita de estupro de uma pessoa vulnerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na representação, as entidades signatárias relacionam uma série de ações da emissora e da direção do BBB que teriam resultado nesses questionamentos. Entre elas, a edição da cena feita no programa de domingo e as declarações do direito geral Boninho e do apresentador Pedro Bial, que transformou uma suspeita de violência sexual em "caso de amor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tal postura da emissora não apenas viola a dignidade da participante como banaliza o tratamento de uma questão séria como a violência sexual, agredindo e ofendendo todas as mulheres", diz um trecho da representação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento também destaca que, pelo áudio da conversa da participante Monique com alguém da produção do programa, vazado na internet no dia 16, fica claro que ela, até aquele momento, não tinha assistido às cenas da madrugada do dia 15. E lembra que, somente no dia 17 de janeiro - portanto, mais de 48 horas depois do ocorrido - os envolvidos foram ouvidos pela polícia e possíveis provas do crime foram recolhidas. A emissora, assim, teria violado o direito da participante saber o que tinha se passado com ela enquanto estava desacordada e prejudicado as investigações da polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, as organizações do movimento feminista solicitam um direito de resposta coletivo em nome de todas as mulheres que se sentiram ofendidas, agredidas e que tiveram seus direitos violados por este comportamento da Rede Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da Rede Mulher e Mídia, estão entre as signatárias da representação a Marcha Mundial das Mulheres, Articulação de Mulheres Brasileiras, Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras, Liga Brasileira de Lésbicas, Blogueiras Feministas e Campanha pela Ética na TV, entre diversas outras organizações de mulheres de atuação estadual e local e entidades do movimento pela democratização da comunicação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-7645321469972594172?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/7645321469972594172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2012/01/movimento-feminista-pede-direito-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/7645321469972594172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/7645321469972594172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2012/01/movimento-feminista-pede-direito-de.html' title='Movimento feminista pede direito de resposta e que Ministério Público Federal investigue responsabilidade da Globo no caso BBB'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-2322396444388562333</id><published>2012-01-17T20:07:00.000-08:00</published><updated>2012-01-17T20:13:13.859-08:00</updated><title type='text'>Vulva la Vida - Vida lá vou eu!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Z9khLQPN8cg/TxZGK1TpP7I/AAAAAAAAAQ8/kRqV6grn6S0/s1600/vulva_print_final_.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Z9khLQPN8cg/TxZGK1TpP7I/AAAAAAAAAQ8/kRqV6grn6S0/s320/vulva_print_final_.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698819530406051762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Mabel Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta menos de uma semana para começar a segunda edição do Festival de Contra Cultura Feminista, Vulva La Vida, que vai revolucionar a capital baiana, Salvador.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De 24 a 29 de janeiro, mulheres de diversas partes do planeta estarão juntas participando de shows, debates, rodas de diálogo, oficinas e tantas outras atividades.  O Vulva La Vida é um festival totalmente autônomo, independente, faça você mesma, como foi dito desde a convocatória que deu início a ele em 2011, e este tem sido o seu grande diferencial. Desta forma, as organizadoras do Vulva mostram que não é preciso ficar esperando por projetos de governo, empresas ou de Ongs para poder produzir algo, seja lá o que for. E o Vulva La Vida, sem maiores pretensões, está conseguindo aos poucos seus objetivos: reunir mulheres, garotas, meninas para poder discutir sobre feminismo, política e contra cultura, mostrando que é possível produzirmos algo quando queremos e de forma autogestionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da primeira edição do festival, surgiram muitas ideias, shows e até um documentário, que recebeu o título de ‘Vulva La Vida – Vida lá Vou eu’ (título que dá nome a este texto), muito bem produzido, com uma linda capa, desenhada pela anarcopunk Marina Chen, e com belos depoimentos das mulheres que fazem parte do Coletivo Vulva La Vida – formado a partir do primeiro festival, e tem servido de ótima divulgação para que este ano o número de participantes cresça avassaladoramente. Não é à toa que a maioria das oficinas, entre elas, ‘O Cabelo é feminista’, ‘A verdade crua do corpo nu’, e ‘Oficina de escrita feminista’ esgotaram suas inscrições em poucos dias depois de anunciada a programação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vulva La Vida é uma ótima surpresa para aquelas mulheres que estavam em busca de algo que envolvesse temas como estes que estão sendo discutidos no festival, e principalmente, pudessem ter a liberdade de se expressar como quisessem. Autonomia é essencial! Sem falar nos shows e performances que acontecerão durante o festival, feito por mulheres, onde podemos ficar a vontade, entre nós. E não é apenas porque mulheres estão fazendo, mas sim porque existe na essência do Vulva La Vida a horizontalidade, a solidariedade, o feminismo, e as quebras das relações de consumo e da estética. Outros importantes diferenciais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participei da primeira edição do festival, que foi realizada em janeiro do ano passado, e agora me preparo para o segundo. Desta vez, vou realizar uma roda de diálogo sobre as mulheres anarquistas e as feministas autônomas. Além disto, vou poder (re) encontrar e conhecer amigas feministas de longa data; algumas que só me comunico via internet. Tenho certeza que este Vulva La Vida será mágica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, havia uma carência de ações assim no Brasil, e em especial no nordeste. Me lembro que quando foi lançada a convocatória para a realização da primeira edição do Vulva La Vida havia o desejo (e acredito que ainda há) de que esta proposta se disseminasse por outras partes do país e do mundo. Porque não?! Se o Vulva La Vida já chegou a outros países, nada mais esperado que esta idéia se realize por todos os cantos do globo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como diz o Coletivo Vulva La Vida: “mude o mundo, comece por você!” E a partir deste festival, nós mulheres vamos começar a mudar o mundo. E a nós mesmas!&lt;br /&gt;Para saber mais sobre o Festival Feminista Vulva La Vida, acesse o blog: http://festivalvulvalavida.wordpress.com/programacao-2012/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-2322396444388562333?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/2322396444388562333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2012/01/vulva-la-vida-vida-la-vou-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/2322396444388562333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/2322396444388562333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2012/01/vulva-la-vida-vida-la-vou-eu.html' title='Vulva la Vida - Vida lá vou eu!'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Z9khLQPN8cg/TxZGK1TpP7I/AAAAAAAAAQ8/kRqV6grn6S0/s72-c/vulva_print_final_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-8779493405022132928</id><published>2012-01-06T04:30:00.000-08:00</published><updated>2012-01-06T04:37:09.128-08:00</updated><title type='text'>O que é isso, Presidenta?</title><content type='html'>por Maria José Rosado, das Católicas pelo Direito de Decidir&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É costume dizer que no fim do ano não se deve comer peru ou qualquer outra ave que “cisque para trás”, pois significaria arriscar-se a viver todo o novo ano andando de marcha a ré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste final de 2011, enquanto no Uruguai, seguindo o que aconteceu no México e na Colômbia, o Senado aprova a descriminalização do aborto, no Brasil vivemos o retrocesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses países, como também na Argentina, amplas discussões na sociedade apontam na direção de mudanças legais que efetivem o respeito aos direitos humanos das mulheres. Em nosso país, uma Medida Provisória – instrumento herdado do autoritarismo da ditadura militar – decretada em momento oportuno para evitar o debate e a crítica, quer tornar compulsória a maternidade para as mulheres brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum artifício de retórica poderá convencer de que a Medida não diz o que efetivamente diz: Todas as gestantes brasileiras estarão sob a vigilância do Estado e das forças mais reacionárias da sociedade para impedir que a maternidade se realize em nosso país de forma digna do ser humano: como resultado de escolha e decisão pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MP assinada pela Presidenta implanta no Brasil a figura da maternidade constrangida. A criação de um cadastro nacional de gestantes havia já sido proposto por um ex-deputado que declarou alto e bom som seu objetivo: combater o aborto. Ora, o Brasil é signatário de documentos internacionais em que se comprometeu a respeitar os direitos das mulheres, especialmente em relação à sua capacidade reprodutiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que leva então o Governo, na figura de sua mais alta representante, a desrespeitar suas próprias decisões políticas? Estaremos diante de uma teocracia disfarçada? Foram públicas e explícitas as pressões de setores religiosos conservadores, contrários à vida das mulheres na última campanha eleitoral. Será então esse cadastro nacional parte do cumprimento de compromissos assumidos naquele momento com tais setores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se assim é, repetimos a pergunta: O que é isso, Presidenta? Nossa Constituição, fruto de debate democrático, estabelece respeito às religiões, mas impede o Estado de guiar-se por princípios que impeçam a realização das liberdades individuais, inclusive a de não professar qualquer crença. Não se pode impor doutrinas e valores particulares de grupos religiosos a toda a sociedade. É vergonhoso que, na América Latina, seja o Brasil o país do retrocesso em relação à vida das mulheres, aos seus direitos e à possibilidade da realização livre e desejada da maternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria José Rosado é presidenta ONG Católicas pelo Direito de Decidir&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-8779493405022132928?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/8779493405022132928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2012/01/o-que-e-isso-presidenta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/8779493405022132928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/8779493405022132928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2012/01/o-que-e-isso-presidenta.html' title='O que é isso, Presidenta?'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-6943401029985513647</id><published>2011-12-31T12:03:00.000-08:00</published><updated>2011-12-31T12:08:48.612-08:00</updated><title type='text'>As cenas chocantes do Jornalismo Perícia</title><content type='html'>Acompanhar os portais da Paraíba tem sido uma tarefa difícil para aqueles que têm o estômago e coração fracos. Matérias recentes de conteúdo e imagens chocantes evidenciam a falta de bom senso de um jornalismo que, pelo que se ver, topa tudo para ampliar os números de acessos ao seu endereço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exemplos desta “modalidade” jornalística são tantos, mas talvez ainda seja necessário um grande artigo científico para descrevê-la. No tal do Jornalismo Perícia é quase impossível saber se as imagens que “ilustram” a notícia foram tiradas pelo perito criminal, e irão compor o processo de investigação, ou pelo repórter fotográfico contratado pelo veículo de comunicação, para “bem informar” o internauta. O que faz com que este “tipo” de jornalismo esteja um nível maior (ou não seria menor?) do espreme que sai sangue sensacionalista. Não basta apenas noticiar um assassinato é preciso expor o sangue, o buraco do tiro, os olhos semiabertos de um corpo ainda quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de a imprensa paraibana estar sendo o vetor deste conteúdo grotesco está fundamentado, obviamente, em uma noção equivocada do que é bem informar e estar bem informado. Dessa forma, tanto o jornalista quanto o espectador estão envolvidos no equívoco. Porém não se trata apenas de uma concepção errada da boa informação, neste caso estamos falando também da exploração comercial dos crimes que vitimaram sujeitos, geralmente do sexo masculino, pobres e negros, apresentada como a exposição dos fatos de um jornalismo que não esconde a verdade do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assustador perceber que grandes veículos de comunicação, como o Sistema Correio, criaram uma verdadeira fábrica ( falamos de uma rotina produtiva que relaciona uma rede de informantes e também de autoridades) para explorar estes acontecimentos, e que a exploração comercial deste conteúdo é tamanha que pipocam blogs e portais especializados no Estado. Se na tevê, as emissoras têm o dever de esfumaçar a imagem para poupar o telespectador da cena, na internet os portais abusam da tag “FOTOS CHOCANTES” para veicular este tipo de conteúdo tranquilamente. A justificativa é de que na rede mundial de computadores a imagem só invadirá sua casa se você quiser. Contudo, os motivos para se preocupar com esta forte evidência de banalização da vida são muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro deles é de que a justiça não assusta mais. A TV Correio filiada a Rede Record, por exemplo, recebeu uma ação que a multa em 5 milhões de reais e ameaça a legitimidade de sua concessão em outubro de 2011, por ter veiculado na integra cenas de um estupro de uma adolescente. De lá para cá, pouca coisa mudou. O portal da empresa é um dos principais adeptos da prática do Jornalismo Perícia. No dia 29 de dezembro de 2011, às 9h54, o Portal veiculou as imagens de um bebê morto asfixiado e enterrado em uma cova rasa. A criança, que não era desejada pela mãe, foi encontrada depois que cachorros desenterraram o corpo. Embora a notícia seja chocante por si só, não é suficiente relatar o caso, a redação disponibilizou as imagens do crime. Voltando um pouco no tempo, no dia 26 de outubro, o mesmo portal mostrou os pedaços do corpo de detento assassinado e esquartejado no presídio. O leitor pôde ver suas vísceras, sua cabeça e suas pernas e braços expostas em fotografias, provavelmente tiradas por um fotografo amador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os corpos expostos são de vítimas cujas famílias poucos recursos terão para defender sua imagem. “A infelicidade de um crime não torna o corpo da vítima objeto do domínio público para que os réus dele possam servir-se com fins lucrativos”. A frase dita por Duciran Farena, Procurador que subscreveu a ação contra o Sistema Correio, é fundamental para refletirmos sobre o desrespeito dos veículos para com as vítimas expostas. Na sua grande maioria, se tratam de vítimas pobres e cujos familiares poucos recursos terão para defendê-las, caso o costumeiro julgamento antecipado esteja equivocado ou mesmo a exposição da imagem do familiar naquela situação incomode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do julgamento precipitado do tribunal da mídia daqueles que são enquadrados pela polícia por algum conflito com a lei e ainda estão vivos para se defender (mesmo que seja em vão), a Mídia não tem poupado julgamentos daqueles que só por estarem mortos já são vítimas sendo criminosos ou não. O Portal MaisPB expôs, no dia 26 de dezembro, às 13h42, as imagens do ex-presidiário e morador de rua conhecido como neguinho, executado a tiros, possivelmente por ter envolvimento no roubo de computadores da Casa da Cidadania localizada próximo ao Centro Histórico de João Pessoa. A chamada da matéria é sarcástica: “FALTA DE SORTE” – Imagens fortes – ladrão tenta fugir após roubo e cai de prédio em João Pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante pontuar que esta abordagem raríssimas vezes é aplicada em caso nos quais as vítimas tenham poder aquisitivo maior. A imprensa insiste em tratar corpos de homens e mulheres da periferia, excluídos, negros, “das classes perigosas” como objetos do domínio público do qual o jornalismo pode usufruir, simplesmente pelo fato de que estas vítimas provavelmente não terão como processá-los. Melhor pensar que seja por isso mesmo. Imagine se a real justificativa seja motivada pela perspectiva de que por serem pobres e possivelmente delinquentes é natural que devam morrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, cabe resguardar o papel da polícia neste contexto. É ela quem permite, apresenta as vítimas e os detidos e é ela a voz de autoridade para observar os fatos. A imprensa finge não saber e compactua com o esquema. A polícia para mostrar serviço para a população apresenta os “delinquentes” pobres e a imprensa do espreme que sai sangue agradece pela garantia do seu pão de cada dia sem questionar a ação da polícia e as políticas de segurança pública e mesmo sem investigar profundamente esta realidade. Sem dúvidas, é preciso destacar que não é a mídia responsável pela violência, pelos crimes. E sim o sistema social e econômico em que vivemos. Mas é ela o principal instrumento para nos fazer acreditar que a paz social será resultado de uma mera investigação criminal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fragilidade para agir contra esta abordagem. Não há nenhuma ferramenta pública onde se registre a produção da mídia no Brasil. Muito embora a tevê desempenhe papel central na história do nosso país, ainda não há nenhum mecanismo de registro do material veiculado que seja de domínio público. O que faz com que o acesso ao material produzido seja atravessado pelos interesses das empresas que só disponibilizam o material se quiserem, tendo possibilidades de alterá-lo, inclusive. O que torna frágil os mecanismos de controle e de cobranças de direitos do telespectador e de resposta. Na internet, a situação é diferente, mas ainda sim é preocupante, já que as informações podem ser apagadas se a administração do portal achar conveniente. Porém a fragilidade para questionar esta abordagem não é grande somente por que podemos não ter as gravações daquilo que assistimos, mas também por que já nos acostumamos de que é assim mesmo e pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem devo recorrer se me sentir prejudicado pela exposição de um parente assassinado? A empresa de comunicação vai sugerir que você mude de canal, não acompanhe mais o portal, não compre o jornal. Será esta a democracia da mídia!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que torna ainda mais frágil a capacidade de intervir contra é que há uma estrutura econômica e política que sustenta este tipo de jornalismo. Existe audiência e há uma rotina que permite que este conteúdo possa ser capturado, não se trata aqui de censurar o acesso ao espaço do crime, mas preservar, por uma questão de respeito até, a cena, o morto, o desespero da família. Estranho pensar que existem anunciantes que topem apoiar este tipo de conteúdo em tempos em que estar bem no mercado rima com a tal da responsabilidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas escolas de comunicação, muitos têm os jornalistas que adotam esta abordagem como os seus favoritos. A formação do comunicador, e digo por seu uma, não é suficientemente crítica com esta realidade. Investe-se cada vez mais nesta abordagem inclusive dentro da sala de aula. Quem estudou Comunicação e não ouviu algum professor dizer que “é assim mesmo! É disso que o povo gosta”? Por isso, não adianta apontar a existência desta abordagem como resultado do período de não obrigatoriedade do diploma. O Jornal Já, por exemplo, é editado por profissionais competentes e formados e é aquilo que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso investir em espaços de leitura crítica da mídia em todo o sistema educacional do Brasil e também no processo de formação do comunicador. Compreender que a análise dos nossos meios de comunicação também é a análise da nossa sociedade. Criticar, autocriticar-se deve ser um processo permanente para a melhoria da nossa atuação, jornalistas. A naturalização da exposição e do direito de explorar comercialmente estas imagens é sintoma de um fenômeno social preocupante do qual precisamos refletir, editores, empresários, internautas e toda a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janaine Aires é jornalista, membro do Coletivo COMjunto de Comunicadores Sociais e do Observatório da Mídia Paraibana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-6943401029985513647?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/6943401029985513647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/12/as-cenas-chocantes-do-jornalismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6943401029985513647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6943401029985513647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/12/as-cenas-chocantes-do-jornalismo.html' title='As cenas chocantes do Jornalismo Perícia'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-299461118302790649</id><published>2011-12-13T10:56:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T11:00:53.805-08:00</updated><title type='text'>O papel da mídia na denúncia de maus tratos a animais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-AVxiUOf60yg/Tuegp0Kzj-I/AAAAAAAAAQw/-EXcRW8QEi4/s1600/lino_2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-AVxiUOf60yg/Tuegp0Kzj-I/AAAAAAAAAQw/-EXcRW8QEi4/s320/lino_2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685689694817587170" /&gt;&lt;/a&gt; FOTO POR INAÊ TELES - PORTAL G1 PARAÍBA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Mabel Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas semanas, me deparei nas redes sociais e na mídia com várias notícias de maus tratos a animais pelo Brasil. Faz um bom tempo que assistindo um destes programas matinais, sou despertada com a informação de que “um ser humano” jogou pelo carro, em um viaduto, na cidade do Rio de Janeiro, dois cachorros. A sorte destes animalzinhos, é que em outro carro que vinha atrás deste, havia uma garota protetora de animais que acolheu os bichinhos. Os dois foram adotados.&lt;br /&gt;Na mesma semana, Cláudio César Messias, arrastou seu cachorro, um rotwelleir, chamado Lobo, pelas ruas de Piracicaba, interior de São Paulo. Ele amarrou o indefeso animal na traseira de uma picape, com uma corda, e o arrastou por aproximadamente 1 km, e ainda deu ré com o carro para passar com as rodas em cima do cão!!!&lt;br /&gt;À polícia, Cláudio César disse que transportava o animal na caçamba do veículo e que tudo não passou de um acidente. Porém, duas testemunhas contaram à polícia que Messias disse que queria matá-lo. Infelizmente, poucos dias depois do ocorrido, Lobo veio a falecer devido a complicações em seu quadro clínico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse estas duas barbaridades, em João Pessoa, um funcionário público saiu arrastando um cachorro pelas ruas de Jaguaribe, e ainda tinha colocado um saco plástico encobrindo a cabeça do animal. Por sorte, um rapaz que passava no local gravou a cena e postou na internet, sendo veiculada logo em seguida em um telejornal local. O caso ganhou grande repercussão, sendo inclusive transmitido pelo Jornal Nacional. O cãozinho, que recebeu o nome de Lino,(foto) foi levado por protetoras dos direitos dos animais para uma clínica veterinária, recebeu todos os cuidados de que precisava e hoje foi adotado por uma senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a violência contra os animais não para por aí. Na cidade de Guarulhos, também em São Paulo, no último domingo, 11, outro cachorro foi arrastado por um carro por cerca de 500 metros. Pessoas que viram a cena avisaram a polícia que conseguiu resgatar o cachorro, que recebeu o nome de George, em homenagem a George Harrison, dos Beatles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, fatos como este não são raros. A questão é que esta violência contra os animais acontece diariamente, seja nas ruas ou dentro de casa mesmo, provocada pelos próprios/as donas/os dos animais. E não são apenas cachorros que a sofrem. Gatos, pássaros, hâmsters, e outros bichos estão expostos a ela. O tráfico de animais também é algo corriqueiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes casos que relatei acima a mídia e as redes sociais exerceram um papel muito importante ao noticiar amplamente o que “estes seres humanos” fizeram. A legislação de proteção aos animais é muito branda e prevê apenas o pagamento de uma multa de R$ 1.500 reais para estes crimes, e o agressor fica solto. Foi o que aconteceu com este caso de Guarulhos. Logo após a morte de Lobo, alguns ativistas, publicaram um abaixo assinado na internet para exigir que a punição para quem violenta ou mata animais seja mais rígida. Além destas violências diretas, existem aquelas em que o cachorro que machuque alguma pessoa seja sacrificado (morto) por causa disto. Na maioria destes casos, a responsabilidade é do dono/a do animal, pois eles são treinados/as para ser agressivos e por isto acabam atacando as pessoas. Mas quem paga a pena, e com a vida, são os animais. O abaixo assinado pedindo o fim da impunidade para quem agride animais ainda está on line neste endereço: http://peticaopublica.com.br/?pi=P2011N16665&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um gesto simples, mas que pode fazer diferença. Ainda bem que do outro lado de tanta barbárie, existem grupos e pessoas que amam os animais e os defendem de qualquer maldade. E assim, vão proporcionando alegrias a eles e a outros SERES HUMANOS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-299461118302790649?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/299461118302790649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/12/o-papel-da-midia-na-denuncia-de-maus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/299461118302790649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/299461118302790649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/12/o-papel-da-midia-na-denuncia-de-maus.html' title='O papel da mídia na denúncia de maus tratos a animais'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-AVxiUOf60yg/Tuegp0Kzj-I/AAAAAAAAAQw/-EXcRW8QEi4/s72-c/lino_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-5649572596154199831</id><published>2011-11-14T05:53:00.000-08:00</published><updated>2011-11-14T06:23:33.613-08:00</updated><title type='text'>Mídia: fiscalização ou poder paralelo?</title><content type='html'>Por Venício A. de Lima, na revista Teoria e Debate:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No clássico Four Theories of the Press, de Siebert, Peterson e Schramm – uma das consequências indiretas do longo trabalho da Hutchins Commission, originalmente publicado no auge da Guerra Fria (University of Illinois Press, 1956) –, uma das funções descritas para a imprensa na chamada “teoria libertária” era exercer o papel de “sentinela” da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro livro, também clássico, que teve uma pouco conhecida tradução brasileira (Os Meios de Comunicação e a Sociedade Moderna, Edições GRD, 1966), Peterson, Jensen e Rivers assim descrevem a função:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os libertários geralmente consideravam o governo como o inimigo mais temível e tradicional da liberdade; e, mesmo nas sociedades democráticas, os que exercem funções governamentais poderiam usar caprichosa e perigosamente o poder. Portanto, os libertários atribuíam à imprensa a tarefa de inspecionar constantemente o governo, de fazer o papel da sentinela, chamando a atenção do público sempre que as liberdades pessoais estivessem perigando (p. 151-152).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos, a teoria libertária foi substituída pela teoria da responsabilidade social, mas o papel de fiscalização sobre o governo permaneceu, lá e cá, geralmente aceito como uma das funções fundamentais da imprensa nas democracias liberais representativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalismo investigativo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chamado “jornalismo investigativo”, que surge simultaneamente ao “ethos” profissional que atribui aos jornalistas a “missão” de fiscalizar os governos e denunciar publicamente seus desvios, deriva do papel de “sentinela” e é por ele justificado. A revelação de segredos ocultos do poder público passou a ser vista como uma forma de exercer a missão de guardião do interesse público e a publicação de escândalos tornou-se uma prática que reforça e realimenta a imagem que os jornalistas construíram de si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, a mídia passou a disputar diretamente a legitimidade da representação do interesse público, tanto em relação ao papel da Justiça – investigar, denunciar, julgar e condenar – como em relação à política institucionalizada de expressão da “opinião pública” pelos políticos profissionais eleitos e com cargo nos executivos e nos parlamentos. Tudo isso acompanhado de uma permanente desqualificação da Política (com P maiúsculo) e dos políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na nossa história política há casos bem documentados nos quais a grande mídia reivindica para si esses papéis. O melhor exemplo talvez seja o da chamada “rede da democracia” que antecedeu ao golpe de 1964 e está descrita detalhadamente no livro de Aloysio Castelo de Carvalho, A Rede da Democracia – O Globo, O Jornal e o Jornal do Brasil na Queda do Governo Goulart (1961-64); NitPress/Editora UFF, 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais recentemente, a presidenta da Associação Nacional de Jornais (ANJ) declarou publicamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo, de fato, a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo" (“Ações contra tentativa de cercear a imprensa”, O Globo, 19/3/2010, pág. 10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder paralelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como chamou a atenção o governador Tarso Genro, na abertura de um congresso nacional contra a corrupção, organizado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, em outubro passado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criou-se um jornalismo de denúncia, que julga e condena. Usam a corrupção como argumento para dizer que as instituições não funcionam e tentar substituí-las (...) atualmente, os casos mais graves são investigados pela mídia e divulgados dentro das conveniências dos proprietários dos grandes veículos (...) fazem condenações políticas de largas consequências sobre a vida dos atingidos, e tomam para si até o direito de perdão, quando isso se mostra conveniente (http://sul21.com.br/jornal/2011/10/grande-midia-quer-instituir-justica-p...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que estamos a assistir no Brasil à comprovação prática da afirmação de Paul Virilio: “A mídia é o único poder que tem a prerrogativa de editar suas próprias leis, ao mesmo tempo em que sustenta a pretensão de não se submeter a nenhuma outra”? A resposta a essa questão deve ser dada pela própria Justiça e pelas instituições políticas. A ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-5649572596154199831?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/5649572596154199831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/11/midia-fiscalizacao-ou-poder-paralelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/5649572596154199831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/5649572596154199831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/11/midia-fiscalizacao-ou-poder-paralelo.html' title='Mídia: fiscalização ou poder paralelo?'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-2405848718108471514</id><published>2011-10-24T16:10:00.000-07:00</published><updated>2011-10-24T16:12:31.094-07:00</updated><title type='text'>O espiritismo, o aborto e o direito das mulheres</title><content type='html'>Por Mabel Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nos últimos meses tem acontecido um “boom” de filmes espíritas no Brasil. O primeiro desta leva, se não me engano, foi “Chico Xavier”; depois vieram “Nosso Lar”, “As Mães de Chico” e agora o mais recente “O Filme dos Espíritos”, baseado no livro dos Espíritos de Allan Kardec. Neste último, a história perpassa a vida de um casal jovem, que decide realizar um aborto. Pouco tempo depois, a mulher morre, em conseqüência de um câncer, e o seu marido torna-se alcoólatra. Ele pensa em suicídio, e neste momento, um gari lhe aparece e lhe dá de presente o Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. A partir daí, ele busca entender porque sua esposa morreu tão jovem, lê o livro de cabo a rabo, e procura seu antigo professor de psiquiatria, Levi, vivido pelo ator Nelson Xavier, que também fez o papel do médium Chico Xavier em dois destes filmes, para poder entender porque tudo isto está acontecendo em sua vida. Por causa do alcoolismo, o rapaz é demitido do trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas conversas que tem com seu antigo professor, o jovem psicólogo Bruno, discute sobre o porque algumas pessoas nascem com deficiências e outras não, e sobre o porque o aborto é considerado crime. Nestas conversas, ele sente vontade de participar uma mesa branca – onde os médiuns “recebem” os espíritos dos mortos. Um dos médiuns incorpora um espírito, que diz ser o feto abortado por Bruno e sua esposa, e que se vingou da mulher que o abortou e agora quer se vingar de Bruno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de uma regressão, o espírito consegue enxergar que antes de ser um feto, havia matado um homem, em 1943, em Cajazeiras, na Paraíba. A esposa deste homem assassinado reencarnou na namorada de Bruno, que morreu vítima de um câncer. Moral da história: o feto abortado não nasceu, ou seja, reencarnou porque tinha sido um assassino em outra vida. Em alguns trechos do livro, Allan Kardec condena veementemente o aborto, dizendo ser crime aquele que o pratica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme “As mães de Chico”, outra jovem mulher decide realizar um aborto, pois se vê abandonada pelo namorado e não se sente preparada para ser mãe. O namorado morre em um acidente, ela procura Chico Xavier, que diz que o espírito de seu namorado a ama, deseja o filho e que ela deve tê-lo, mesmo sozinha (?) O tema do aborto no filme As mães de Chico é tratado de uma maneira mais punitiva. No Filme dos Espíritos, apesar de em algumas cenas que mostram trechos do livro de Allan Kardec, condenando aquele que o faz, colocando-o como crime, não há nenhuma fala direta dos personagens sobre culpa ou punição em relação à mulher ou ao casal que decida realizar um aborto. Porém, a cena da reencarnação do feto é muito forte, e com certeza para alguma mulher que em algum momento de sua vida decidiu realizar um aborto bate um sentimento de culpa e mal-estar. Seria esta a intenção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que os espíritas são contra o aborto. Aliás, o aborto não é uma decisão fácil para a mulher que o faz. Mas ele é uma realidade. As mulheres pobres o fazem sem nenhuma assistência e morrem. As mulheres ricas o fazem, em clinicas com toda assistência, e podem voltar para casa no mesmo dia. O que todas querem é respeito e repouso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao investir na produção de filmes religiosos, os espíritas tiveram uma grande sacada, pois tem conseguido atrair espectadores aos cinemas e assim difundir seus ensinamentos cristãos. O tema do aborto tem se tornado uma constante neste gênero de filme e nos faz refletir que tal atitude não é à toa. Num momento em que o movimento feminista e de mulheres enfrenta uma verdadeira batalha no Congresso Nacional para que os direitos das mulheres não tenham retrocesso, os espíritas investem maciçamente na indústria cinematográfica, e tocam principalmente numa questão tão cara as mulheres, o aborto. Diante disto, podemos perguntar: a produção de filmes espíritas, que tem tocado tão frequentemente no tema do aborto, estaria relacionada com a bancada religiosa do Congresso Nacional (católicos, evangélicos, espíritas)?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-2405848718108471514?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/2405848718108471514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/10/o-espiritismo-o-aborto-e-o-direito-das.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/2405848718108471514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/2405848718108471514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/10/o-espiritismo-o-aborto-e-o-direito-das.html' title='O espiritismo, o aborto e o direito das mulheres'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-217300760309789354</id><published>2011-10-15T07:29:00.000-07:00</published><updated>2011-10-15T07:31:58.857-07:00</updated><title type='text'>Venício de Lima vem a João Pessoa para ministrar curso sobre mídia brasileira</title><content type='html'>Por Mabel Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 19 a 21 de outubro será realizado em João Pessoa, o minicurso: “A mídia no Brasil: realidades e desafios”, com o professor titular de Ciência Política e Comunicação da Universidade de Brasília (UNB), Venício A. de Lima. &lt;br /&gt;A iniciativa é do Programa de Pós-Graduação em Ciências Jurídicas (UFPB), do Departamento de Comunicação Social (UFPB), e do Grupo de estudo Direito, Comunicação e Lutas Sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curso, que é direcionado para os movimentos sociais, jornalistas e estudantes, será realizado no Núcleo de Direitos Humanos, campus da UFPB, das 9h às 12h, com inscrições gratuitas. As vagas são limitadas e o link para inscrição: https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dHpycTV2Wk1STjlFOGNObDNOY0RsQkE6MQ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do programa do curso serão estudados o modo pelo qual a mídia se organiza no Brasil, características da (des) regulação, as relações entre a mídia e política e da liberdade de expressão ao direito à comunicação.&lt;br /&gt;O mini-curso “A mídia no Brasil: realidade e desafios” conta com o apoio do Movimento Novos Rumos e da ABRAÇO/PB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venício A. de Lima é jornalista, sociólogo, mestre, doutor e pós-doutor pela Universidade de Illinois; pós-doutor pela Universidade de Miami; professor-titular de Ciência Política e Comunicação aposentado da Universidade de Brasília; fundador e primeiro coordenador do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UnB, ex-professor convidado da EPPG-UFRJ, UFPA, UFBA, UCB e UCS, no Brasil, e das universidades de Illinois, Miami e Havana."&lt;br /&gt;Venício de Lima é autor entre outros, dos livros Regulação das comunicações: história, poder e direitos. São Paulo: Paulus, 2011 e Liberdade de expressão X Liberdade de imprensa: direito à comunicação e democracia, Publisher, 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-217300760309789354?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/217300760309789354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/10/venicio-de-lima-vem-joao-pessoa-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/217300760309789354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/217300760309789354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/10/venicio-de-lima-vem-joao-pessoa-para.html' title='Venício de Lima vem a João Pessoa para ministrar curso sobre mídia brasileira'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-284697296620453437</id><published>2011-10-04T17:49:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T13:21:45.718-07:00</updated><title type='text'>Manifestação na UFPB pede segurança para evitar violência contra a mulher</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-mCQ7gtkD7DM/ToutEP9izKI/AAAAAAAAAQY/1gGGFpJguzo/s1600/feminismo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-mCQ7gtkD7DM/ToutEP9izKI/AAAAAAAAAQY/1gGGFpJguzo/s320/feminismo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659807645236907170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Mabel Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudantes, professores e representantes do movimento feminista realizaram nesta terça, 04, no campus da UFPB, em João Pessoa, uma manifestação para exigir segurança no local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manifestação foi motivada após uma estudante do curso de Serviço Social ter sofrido violência sexual nas proximidades da UFPB, na última sexta feira, 30, quando ela voltava para casa. Os manifestantes saíram em caminhada pelos principais pontos da universidade, com faixas e apitos, até chegar ao prédio da Reitoria, onde foi realizada uma roda de diálogo para debater a violência contra a mulher na Paraíba, e em especial, dentro do campus universitário. É bom lembrar que este não é o primeiro caso de violência contra a mulher que acontece próximo a UFPB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o protesto, uma comissão foi recebida pelo reitor Rômulo Polari, e os pró-reitores de extensão e assuntos comunitários, Lúcia Guerra, e o de Assistência e Promoção Estudantil, Severino Lima. Foi entregue uma carta, exigindo ações que garantam a integridade física das/os que fazem a comunidade acadêmica. Entre estas ações solicitadas, está a reativação imediata do posto policial do CCHLA; a instalação, em caráter de urgência, de outro posto no girador que dá acesso ao bairro dos Bancários; segurança nas residências femininas (Centro e Castelo Branco) e que a Reitoria acione o governo do estado para colocar uma viatura fazendo rondas nas imediações da mata do Buraquinho, local onde aconteceu o estupro.&lt;br /&gt;“É importante também que a universidade paute esta questão da violência contra a mulher em sua agenda e que estas medidas sejam atendidas e colocadas em prática o mais rápido possível para que outras mulheres não sofram violência”, afirmou a professora do curso de Serviço Social, Nívia Pereira, uma das integrantes da comissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terlúcia Silva e Luana Natielle, da Organização de Mulheres Negras – Bamidelê, lembraram o caso da estudante africana Kadija, que há um ano e meio, foi agredida por um vendedor de cartão de crédito, dentro da UFPB. A estudante foi vítima de racismo e de agressão física e moral. “Durante este período o que a universidade fez para reverter este quadro? Que tipo de ação está sendo feita para acabar com o preconceito racial?”, questionou Terlúcia Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a reunião, o reitor Rômulo Polari apresentou algumas providências que a universidade deve tomar para coibir a violência contra a mulher no campus, entre elas, reforço na iluminação pública, aumento no número de seguranças e a colocação de um transporte interno. Foi proposta ainda a realização de uma reunião entre os Centros Acadêmicos, Conselho Universitário, o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação sobre Mulher (NIPAM), o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), que atuam na UFPB, para organizar uma campanha educativa direcionada a comunidade acadêmica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-284697296620453437?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/284697296620453437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/10/manifestacao-na-ufpb-pede-seguranca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/284697296620453437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/284697296620453437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/10/manifestacao-na-ufpb-pede-seguranca.html' title='Manifestação na UFPB pede segurança para evitar violência contra a mulher'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-mCQ7gtkD7DM/ToutEP9izKI/AAAAAAAAAQY/1gGGFpJguzo/s72-c/feminismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-1445523418315537968</id><published>2011-10-03T17:26:00.000-07:00</published><updated>2011-10-03T17:34:03.976-07:00</updated><title type='text'>Sinjope realiza encontro entre assessores de comunicação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-M00iN8HbcDo/TopUahPOJyI/AAAAAAAAAQQ/Eq_fUU3emqc/s1600/ana%2Bveloso%2Be%2Blalo%2Bleal.2.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-M00iN8HbcDo/TopUahPOJyI/AAAAAAAAAQQ/Eq_fUU3emqc/s320/ana%2Bveloso%2Be%2Blalo%2Bleal.2.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659428696319993634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Mabel Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sindicato dos Jornalistas do estado de Pernambuco promoveu neste último final de semana o 5º Encontro Estadual dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação, no hotel Jangadeiro, Boa Viagem. “Liberdade de Expressão e o Jornalismo em Assessoria de Imprensa” foram os temas que nortearam o encontro, que contou com a participação de aproximadamente 200 pessoas, entre estudantes e profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto alto do evento ficou por conta do jornalista e apresentador da TV Brasil, Laurindo Leal, e da professora de comunicação e integrante do Conselho Curador da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Ana Veloso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laurindo Leal fez duras críticas a mídia brasileira que, segundo ele, não mostra ao público a realidade que o mundo está vivendo. “Não estamos tendo uma crise econômica, como diz a mídia burguesa, mas sim uma crise do capitalismo, que torna os ricos, em menor número, mais ricos, e os pobres, em maior número, cada vez mais pobres”, afirmou Lalo Leal. O apresentador do programa Ver TV, da TV Brasil, se mostrou inquieto e preocupado com os rumos que o jornalismo vem tomando no Brasil, seja no mercado ou nas universidades. “Quando o estudante sai da universidade e vai enfrentar o mercado, na maioria das vezes, ele se guia pela lógica do patrão e não está mais preocupado com a situação em que se encontra a sua categoria; sua preocupação é galgar os mais altos postos na hierarquia da empresa”, alerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laurindo Leal falou também sobre o monopólio das comunicações no Brasil, em que poucas famílias dominam um grande número de empresas de comunicação, o que afeta a democracia. Segundo ele, este tipo de situação acontece no país porque a Constituição Federal não regulamenta a maioria dos artigos dedicados a comunicação, deixando temas importantes como monopólio e oligopólio sem nenhuma regulação legal, o que dificulta o exercício da liberdade de expressão. “Esperamos que o marco regulatório das comunicações possa mudar este quadro. Este marco nada mais é do que a promoção de uma maior liberdade de expressão e do pleno exercício do direito à comunicação pela sociedade brasileira”, afirmou Laurindo Leal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jornalista e professora de comunicação, Ana Veloso, trouxe para o debate a estreita ligação entre os políticos de Pernambuco e as concessões de rádio e TV. “Existem políticos que nem sequer tem mandato, mas continuam exercendo seu poder, permitindo que os programas que violam os direitos humanos permaneçam no ar”, alertou. Ana Veloso revelou que algumas empresas de comunicação do estado proibiram os jornalistas de acessarem redes sociais, como facebook e o twitter, e tem contratado estagiários para realizar o trabalho de profissionais, que chegam a trabalhar cerca de 8 horas por dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o 5º EEJAC, Ana Veloso e Lalo Leal falaram também sobre a audiência pública que os parlamentares Marcelo Crivella (PRB-RJ), Anthony Garotinho (PR-RJ) e o senador Lindberg Farias (PT-RJ) convocaram na semana passada para anular a decisão do Conselho Curador da EBC que recomenda a suspensão da veiculação de programas religiosos em suas emissoras de rádio e TV. Conforme a Resolução 02/2011, do Conselho da EBC, os atuais programas religiosos veiculados pela empresa "não correspondem ao caráter plural do fenômeno religioso" no Brasil, ao dar preferência a religiões de orientação católica e evangélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção da EBC havia proposto cessão na grade da programação de 26 minutos para católicos, evangélicos e religiosos dos cultos afro-brasileiros, e mais 13 minutos para as religiões consideradas “minoritárias”, como espírita, muçulmana, judaica, tradições indígenas, budista e esotéricas. &lt;br /&gt;Daniel Aarão, único representante do Conselho Curador presente à audiência, revelou que não existe qualquer documento ou contrato entre as instituições religiosas e a EBC para a veiculação das celebrações. “Tudo foi feito na informalidade, nos moldes do patrimonialismo brasileiro”, diz Aarão. Ele disse que a manutenção dos “programas” religiosos, vai de encontro ao principio da laicidade do Estado, além de excluir as demais organizações religiosas da mesma oportunidade midiática.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-1445523418315537968?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/1445523418315537968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/10/sinjope-realiza-encontro-entre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/1445523418315537968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/1445523418315537968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/10/sinjope-realiza-encontro-entre.html' title='Sinjope realiza encontro entre assessores de comunicação'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-M00iN8HbcDo/TopUahPOJyI/AAAAAAAAAQQ/Eq_fUU3emqc/s72-c/ana%2Bveloso%2Be%2Blalo%2Bleal.2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-6298693538698577861</id><published>2011-09-29T17:05:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T17:07:43.491-07:00</updated><title type='text'>Secretaria de Mulheres pede suspensão de comercial de lingerie</title><content type='html'>A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) pediu ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) que suspenda a campanha "Hope ensina", em que a modelo Gisele Bündchen aparece de calcinha e sutiã "ensinando" as mulheres a usar a sensualidade para amenizar as reações de seus companheiros frente a incidentes do cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criada pela Giovanni+Draftfcb, a campanha começou a ser veiculada no último dia 20, e desde então a Ouvidoria da SPM recebeu diversas reclamações de indignação a respeito da propaganda e tomou a iniciativa de enviar dois ofícios. O primeiro ao Conar, pedindo a suspensão da propaganda, com base nos arts. 19 a 21 do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, e do art. 30, II, do Regimento Interno do Conselho de Ética (RICE). O segundo, ao diretor da Hope Lingerie, Sylvio Korytowski, manifestando repúdio à campanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas”, diz a Ouvidoria. “Também apresenta conteúdo discriminatório contra a mulher, infringindo os arts. 1° e 5° da Constituição Federal.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"[A peça] Remete à imagem estereotipada e antiga, que valoriza mais dotes físicos do que a inteligência", diz Rachel Moreno, do Observatório da Mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a reportagem do portal Terra, o Conar informou que ainda não recebeu o ofício. Em nota oficial, a Hope diz que "a propaganda teve o objetivo claro e bem definido de mostrar, de forma bem-humorada, que a sensualidade natural da mulher brasileira, reconhecida mundialmente, pode ser uma arma eficaz no momento de dar uma má notícia. E que utilizando uma lingerie Hope seu poder de convencimento será ainda maior."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Foi exatamente para evitar que fôssemos analisados sob o viés da subserviência ou dependência financeira da mulher que utilizamos a modelo Gisele Bundchen, uma das brasileiras mais bem sucedidas internacionalmente. Gisele está ali para evidenciar que todas as situações apresentadas na campanha são brincadeiras, piadas do dia-a-dia, e em hipótese alguma devem ser tomadas como depreciativas da figura feminina. Seria absurdo se nós, que vivemos da preferência das mulheres, tomássemos qualquer atitude que desvalorizasse nosso público consumidor", conclui a nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polêmica como estratégia de mercado&lt;br /&gt;Para a filósofa Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão, que também protestará no Conar, a polêmica foi estratégia de mercado: "Um grande comerciante, como a Hope, tem intenção número um de causar esse constrangimento na sociedade, para ser mais falada e mais vista". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: Terra/CartaCapital/Exame.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-6298693538698577861?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/6298693538698577861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/09/secretaria-de-mulheres-pede-suspensao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6298693538698577861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6298693538698577861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/09/secretaria-de-mulheres-pede-suspensao.html' title='Secretaria de Mulheres pede suspensão de comercial de lingerie'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-1791591283485320228</id><published>2011-09-26T16:52:00.000-07:00</published><updated>2011-09-26T17:01:50.622-07:00</updated><title type='text'>Descriminalização e legalização do aborto: avanços e desafios neste 28 de setembro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-p5d8E5ZxzZY/ToERLBXGLSI/AAAAAAAAAQI/75mSPyR9m14/s1600/download.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 246px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-p5d8E5ZxzZY/ToERLBXGLSI/AAAAAAAAAQI/75mSPyR9m14/s320/download.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5656821487995596066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Campanha 28 de Setembro  marca nesta quarta-feira  o  Dia pela Despenalização do Aborto na América Latina e Caribe. A campanha é impulsionada  pela coordenação regional sediada na Nicarágua e apoiada pela Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe – RSMLAC e Rede Feminista de Saúde  e que estão divulgando a edição 2011 do Chamado à Ação, documento que estimula uma reflexão sobre as questões do aborto inseguro, sua clandestinidade e as consequências na saúde das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento  traz um conjunto de informações sobre avanços, ameaças e retrocessos quanto ao direito à interrupção voluntária da gravidez na região, mostrando que os Estados na maioria dos casos não vêm assumindo o compromisso de garantir a possibilidade das mulheres exercerem sua sexualidade e reprodução com autonomia. A pauta  da legalização do aborto no Brasil é parte da programação do XI Encontro Nacional da Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos  com início, nesta quinta-feira, 29, às 19 horas, no Salão de Eventos do City Hotel, Rua Dr. José Montaury, 20, Centro Histórico,  Porto Alegre, Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu manifesto, que pode ser conferido abaixo, a Campanha 28 de Setembro  denuncia que setores conservadores continuam agindo livremente, com a conivência de muitos governos, para impedir o acesso de adolescentes, jovens e mulheres adultas à educação sexual, a todos os métodos contraceptivos e ao aborto seguro. No Brasil esta campanha é coordenada pela Rede Feminista de Saúde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Campanha 28 de Setembro foi criada no V Encontro Feminista da América Latina e no Caribe, realizado na Argentina em 1990. As participantes escolheram esta data para marcar ações de visibilidade para a questão do aborto e reivindicações por reformas legais pró descriminalização e legalização.  Leia a íntegra do Manifest no site da Rede Feminista de Saúde - redesaude.org.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-1791591283485320228?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/1791591283485320228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/09/descriminalizacao-e-legalizacao-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/1791591283485320228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/1791591283485320228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/09/descriminalizacao-e-legalizacao-do.html' title='Descriminalização e legalização do aborto: avanços e desafios neste 28 de setembro'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-p5d8E5ZxzZY/ToERLBXGLSI/AAAAAAAAAQI/75mSPyR9m14/s72-c/download.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-5275926545341144430</id><published>2011-08-30T10:27:00.000-07:00</published><updated>2011-08-30T10:30:34.031-07:00</updated><title type='text'>A violência simbólica de gênero e a  lei “antibaixaria” na Bahia</title><content type='html'>Por Cecilia M. B. Sardenberg&lt;br /&gt;OBSERVE- Observatório de Monitoramento da Lei Maria da Penha&lt;br /&gt;NEIM/UFBA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polêmica atual instaurada em torno da constitucionalidade do Projeto de Lei no. 19.137/2011 (apelidada de lei “Antibaixaria”) da Deputada Estadual Luiza Maia da Bahia, que dispõe sobre a não contratação, com verbas públicas, de artistas que degradem a imagem das mulheres, me faz voltar pouco mais de vinte anos no tempo, mais precisamente aos fins dos anos 1980, quando da elaboração da Constituição do Estado da Bahia.  Naquela época, nós, feministas atuantes no Fórum de Mulheres de Salvador, nos reunimos várias vezes para discutir a inclusão de um capítulo específico sobre os direitos das mulheres na nova carta magna baiana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspiradas pelos avanços conquistados por nós na Constituição Federal de 1988 com a mobilização de mulheres, em todo país, e, em especial, pelo chamado “Lobby do Batom” – o lobby exercido diretamente junto aos deputados e deputadas constituintes -- ousamos ir além formulando uma proposta ainda mais progressista para a Bahia.  Dentre outras questões de interesse das mulheres, incluímos nessa proposta disposições sobre a prevenção da violência contra as mulheres e a obrigatoriedade de criação de delegacias especiais de atendimento às vítimas em cidades com mais de 50.000 habitantes, a proibição da exigência por parte de empregadores de comprovantes de esterilização das trabalhadoras, a criação de comissões especiais para monitorar as pesquisas no campo da reprodução humana, e – de interesse especial para o momento -- o impedimento da veiculação de mensagens que aviltassem a imagem das mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa ousadia se revelava, tanto no teor dessas propostas, quanto no fato de que, para defendê-las na Constituinte Estadual, contávamos apenas com a Deputada Amabília Almeida, a única mulher então exercendo mandato naquela casa.  Mas, nesse ponto, não havia o que temer. Com muita diplomacia, a nossa querida Amabília, companheira de muitas batalhas, conquistou mais aquela, logrando transformar nossas propostas em princípios e leis sagradas na Constituição Estadual de 1989. Foi assim que a Bahia passou a ter uma das constituições mais avançadas do país no tocante aos direitos das mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frente à citada polêmica em torno do Projeto de Lei da Deputada Luíza Maia, destaco aqui, em especial, o Art. 282 da Constituição Estadual, particularmente o inciso I, em que se afirma que o  Estado da Bahia “garantirá, perante a sociedade, a imagem social da mulher como mãe, trabalhadora e cidadã em igualdade de condições com o homem, objetivando”, entre outras  questões, “impedir a veiculação de mensagens que atentem contra a dignidade da mulher, reforçando a discriminação sexual ou racial.”  Nesse artigo reside, sem sombra de dúvida, a constitucionalidade do Projeto de Lei “antibaixaria”.  Aliás, ele vem com mais de vinte anos de atraso para regulamentar o que reza nossa Constituição desde 1989, como de resto ainda acontece com a maior parte de nossas conquistas nessa carta, que ainda aguarda regulamentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao Art. 282, posso testemunhar que, já na década de 1980, ao propormos sua inclusão na Constituição da Bahia, tínhamos em mente, não apenas o combate à constante veiculação de anúncios em jornais, outdoors e na mídia televisiva, que em muito desmerecem, objetificam e assaltam moralmente a nós, mulheres, como também à cantigas que exemplificam, em suas letras, o que se classifica como violência simbólica de gênero – tal qual em “...nega do cabelo duro... pega ela aí, pega ela aí prá passar batom ... na boca e na bochecha”, música sexista e racista, popular na época!                             &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, uma de nossas maiores preocupações era (e ainda é) o enfrentamento à violência de gênero contra as mulheres, particularmente a violência simbólica de gênero, que se infiltra por todo a nossa cultura, legitimando os outros tipos de violência. Por “violência de gênero”, refiro-me a toda e qualquer forma de agressão ou constrangimento físico, moral, psicológico, emocional, institucional, cultural ou patrimonial, que tenha por base a organização social dos sexos e que seja impetrada contra determinados indivíduos, explícita ou implicitamente, devido à sua condição de sexo ou orientação sexual. Isso implica dizer que tanto homens quanto mulheres, independente de sua preferência sexual, podem ser alvos da violência de gênero. Contudo, em virtude da ordem de gênero patriarcal, ‘machista’, dominante em nossa sociedade, são, porém, as mulheres e, em menor número, os homossexuais, que se vêem mais comumente na situação de objetos/vítimas desse tipo de violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos de violência de gênero contra mulheres, pensamos mais de imediato em atos de violência física – agressões, espancamentos, estupros, assassinatos -- perpetrados, geralmente, por seus companheiros, e que acabam estampados em manchetes nas páginas policiais jornalísticas. Essa é, sem dúvida, a mais chocante e revoltante forma de violência de gênero, posto que atenta diretamente contra a vida de uma pessoa, não sendo raros os casos em que ela passa impune.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, mais conhecida como “Lei Maria da Penha”, trouxe um grande avanço no enfrentamento à violência de gênero contra mulheres, vez que, além de criminalizar esse tipo de violência -  que passava invisível na esfera doméstica e familiar -  também reconheceu outras formas de violência, tais como a violência sexual, moral, psicológica, e patrimonial, como igualmente puníveis por lei.  Cabe lembrar, porém, que tanto as agressões físicas, quanto essas outras formas de violência e sua impunidade, são legitimadas pela ordem social de gênero que caracteriza a nossa sociedade, a ordem de gênero patriarcal, ordem inscrita e perpetrada nas nossas instituições sociais, nos nossos sistemas de crenças e valores e no nosso universo simbólico, com ressonância nas relações interpessoais e na construção das nossas identidades e subjetividades enquanto homens e mulheres.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a violência de gênero se expressa com força nas nossas instituições sociais (falamos então de violência institucional de gênero) e, de maneira mais sutil, embora não menos constrangedora, na nossa vida cultural, nos atacando (ou mesmo nos bombardeando) por todos os lados, sem que tenhamos plena consciência disso. Diariamente, ouvimos piadinhas, canções, poemas, ou vemo-nos diante de contos, novelas, comerciais, anúncios, ou mesmo livros didáticos (ditos científicos!), de toda uma produção cultural que dissemina imagens e representações degradantes, ou que, de uma forma ou de outra, nos diminuem enquanto mulheres. Essas imagens acabam sendo interiorizadas por nós (até mesmo as feministas “de carteirinha”), muitas vezes sem que nos demos conta disso. Elas contribuem sobremaneira na construção de nossas identidades/subjetividades, diminuindo, inclusive, nossa auto-estima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo se constitui no que chamamos de violência simbólica de gênero, uma forma de violência que é, indubitavelmente, uma das violências de gênero mais difíceis de detectarmos, analisarmos e, por isso mesmo, combatermos.  Talvez até mesmo porque o ‘bombardeio’ é tanto, de todos os lados, que acabamos ficando anestesiadas, inertes, impassíveis, incapazes de percebê-la,  bem como o seu poder destruidor.  Na verdade, o mundo simbólico aparece como um grande quebra-cabeças a ser decifrado, difícil de abordar, vez que, como no caso das metáforas, ele se processa através de um encadeamento e superposição de símbolos e seus significados, ou de associações, transposições, oposições e deslocamentos.  Destrinchar esses processos é muitas vezes adentrar num labirinto, correndo atrás de um novelo que torce, retorce, rola, enrola e dá nós, difíceis de serem desatados.  Por isso mesmo, a violência simbólica é sutil, mascarada, disfarçada e, assim, bastante eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, não é esse o caso da “nova poesia baiana”, tal qual expressa nas letras do nosso cancioneiro popular contemporâneo. Ao contrário, não há nada de dissimulado nessas cantigas. Nelas, a imagem da mulher, de todas nós mulheres, é explicitamente aviltada, rebaixada, causando constrangimento naquelas que se prezam. Senão vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Me Dá a Patinha”, por exemplo, a mulher é abertamente chamada de “cadela”, porque está supostamente disponível para todos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O João já pegou&lt;br /&gt;Manoel, pegou também&lt;br /&gt;O Mateus engravidou,&lt;br /&gt;tá esperando o seu nenem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlinhos, pegou de quatro&lt;br /&gt;Marquinhos fez frango assado&lt;br /&gt;José sem camisinha&lt;br /&gt;Pego uma coceirinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome del'é Marcela&lt;br /&gt;Eu vou te dizer quem é ela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse&lt;br /&gt;Ela, ela, ela é uma cadela&lt;br /&gt;Ela,ela mais ela é prima de Isabela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joga a patinha pra cima&lt;br /&gt;One,Two,Three&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me dá, me dá patinha&lt;br /&gt;Me dá sua cachorrinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(sic)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualmente desrespeitosa em relação às mulheres é a cantiga “Ela é Dog”, que segue a mesma linha (... estilo cachorra, ela fica de quatro,  ela é dog, dog, dog, ....parede de costas), assim como “Rala a Tcheca no Chão” (rala a tcheca no chão, a tcheca no chão, a tcheca no chão, mamãe), sem esquecer de “Na Boquinha da Garrafa”, onde se afirma que ...no samba ela gosta do rala, rala, me trocou pela garrafa, não agüentou e foi ralar... vai ralando na boquinha da garrafa, sobe e desce na boquinha da garrafa,&lt;br /&gt;É na boca da garrafa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressalto que não se trata somente do gosto deveras questionável desses versos, mas, sobretudo, da incitação e legitimação da violência física contra mulheres que eles expressam.  Como nos versos, ...se o homem é chiclete, mulher é que nem Lata, um chuta, o outro cata...”, ou então, na já combatida “Tapinha de Amor”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era preciso chorar desse jeito&lt;br /&gt;Menina bonita anjo encantador&lt;br /&gt;Aquele tapinha que dei no seu rosto&lt;br /&gt;Não foi por maldade foi prova de amor&lt;br /&gt;A nossa briguinha foi de brincadeira&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Não seja assim tolinha eu sei que tapinha de amor não dói&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(sic)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não custa lembrar que foram mais de 30 anos de lutas dos movimentos feministas no país no combate à violência de gênero contra mulheres, uma luta que logrou trazer a elaboração e aprovação da Lei Maria da Penha em agosto de 2006. Essa lei cria mecanismos para “coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher”, assim destacando, em seus Artigos 2º e 3º:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 2o  Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 3o  Serão asseguradas às mulheres as condições para o exercício efetivo dos direitos à vida, à segurança, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, à moradia, ao acesso à justiça, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a Lei Maria da Penha, uma Lei Federal, e, como vimos,  também de acordo com a Constituição da Bahia, é dever do Estado combater a violência, assegurando às mulheres o direito ao respeito e dignidade enquanto seres humanos. O Projeto de Lei apresentado pela Dep. Luiza Maia vem regulamentar a intervenção do Estado nesse tocante, dispondo sobre “a proibição do uso de recursos públicos para a contratação de artistas que, em suas músicas, danças, ou coreografias desvalorizem, incentivem à violência ou exponham as mulheres a situações de constrangimento.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressalte-se que não se trata aqui de cercear o direito de “livre expressão artística” de ninguém, já devidamente consagrada na Constituição Federal. Não se trata de fazer censura.  Longe disso!  Mas é necessário que o Estado não seja conivente com mensagens que façam a apologia da violência de gênero contra mulheres, utilizando verbas públicas – o dinheiro nosso e do nosso povo – para aviltar a nossa imagem!  Fazê-lo, ou seja, contratar com dinheiro público quem assim procede é legitimar a violência de gênero contra as mulheres.  É, pois, atentar contra a nossa carta magna, cabendo, pois, de nossa parte, a impetração de ações cíveis junto ao Ministério Público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera-se, outrossim, que o Projeto de Lei em questão também tenha um papel pedagógico.  Que ele venha a conscientizar mulheres e homens desta Bahia (e por que não, do nosso Brasil) da necessidade de combate à violência contra mulheres, hoje expressa, de forma tão vulgar e grosseira, no nosso cancioneiro popular.  Creio que é isso que minhas combativas companheiras do Fórum de Mulheres de Salvador, que comigo lutaram pelo avanço das nossas conquistas nos idos dos anos 1980, tinham também em mente quando sonhávamos com uma Bahia sem sexismo, sem racismo, e sem violência! &lt;br /&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-5275926545341144430?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/5275926545341144430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/08/violencia-simbolica-de-genero-e-lei.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/5275926545341144430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/5275926545341144430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/08/violencia-simbolica-de-genero-e-lei.html' title='A violência simbólica de gênero e a  lei “antibaixaria” na Bahia'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-998293790991884924</id><published>2011-08-23T09:56:00.000-07:00</published><updated>2011-08-23T10:05:45.747-07:00</updated><title type='text'>Dois pesos e duas medidas: o aborto perdoado em Madri</title><content type='html'>Por Ivone Gebara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com muito constrangimento que muitas mulheres católicas leram a noticia publicada em vários jornais nesse último final de semana de que a Arquidiocese de Madri com aprovação papal autorizou a concessão do perdão e indulgência plenária às mulheres que confessarem o aborto por ocasião da visita do papa. A impressão que tivemos é que o papa, o Vaticano e alguns bispos gostam de brincadeiras de mau gosto com as mulheres. Não sabemos em que mundo esses homens vivem, quem pensam que são e quem pensam que somos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, concedem o perdão a quem pode viajar para assistir a missa do papa e passar pelo "confessionódromo" ou pelo conjunto de duzentos confessionários brancos instalados numa grande Praça pública de Madri chamada "Parque do Retiro". O perdão deste "pecado" tem local, dia e hora marcada. Custa apenas uma viagem a Madri para estar diante do papa! Quem não faria o esforço para tão grande privilégio? Basta ter dinheiro para viajar e pagar a estadia em algum hotel de Madri que o perdão poderá ser alcançado. Por isso nos perguntamos: que alianças a prática do perdão na Igreja tem com o capitalismo atual? Como se pode viver tal reducionismo teológico e existencial? Quem está tirando benefícios com esse comportamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, têm o desplante de afirmar que o perdão deste "crime hediondo" como eles costumam afirmar, é dado apenas por ocasião da visita do papa para que nessa mesma ocasião as fiéis pecadoras obtenham "os frutos da divina graça" confessando o seu pecado. Como entender que uma falta é perdoada apenas quando a autoridade máxima está presente? Não estariam reforçando o velho e decadente modelo imperial do papado? Quando o Imperador está presente tudo é possível até mesmo a expressão da contradição em seu sistema penal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero retomar os argumentos que muitas de nós mulheres sensíveis às nossas próprias dores temos repetido ao longo de muitos anos numa breve reflexão como esta. Mas esse acontecimento papal madrilenho, infelizmente, só mostra mais uma vez, um lado ainda bastante vivo no Vaticano, ou seja, o lado das querelas medievais em que questões absolutamente sem peso na vida humana eram discutidas. E mais, demonstra desconhecer as dores femininas, desconhecer os dramas que situações de violência provocam em nossos corpos e corações. Ao conceder o perdão ao "crime" do aborto na linguagem que sempre usaram, de forma elitista revelam o rosto ambíguo da instituição religiosa capaz de ceder ao aparato triunfalista quando sua credibilidade está em jogo. Podem abençoar tropas para matar inocentes, enviar sacerdotes como capelães militares em guerras sempre sujas, fazer afirmações públicas em defesa da instituição condenando pobres e oprimidas, abrir exceções à regra de seus comportamentos para atrair jovens alienados dos grandes problemas do mundo ao rebanho do Papa. A lista dos usos e costumes transgressores de suas próprias leis é enorme...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que reduzir a vida cristã a pão e circo? Por que dar um espetáculo de magnanimidade em meio a corrupção dos costumes? Por que criar ilusões sobre o perdão quando o dia a dia das mulheres é cheio de perseguições e proibições às suas escolhas e competências?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos convidadas/os a pensar no aspecto nefasto da posição do papa e dos bispos que se aliaram a ele. O papa não concedeu perdão e indulgência total ou plena "urbe et orbe", isto é, para todas as mulheres que fizeram aborto, mas apenas àquelas que se confessaram naquele momento preciso e por ocasião da visita do papa à Espanha. Não é mais uma vez a utilização das consciências especialmente das mulheres para fins de expansionismo de seu modelo perverso de bondade? Não é mais uma vez abrir concessões obedecendo a uma lógica autoritária que quer restaurar os antigos privilégios da Igreja em alguns países europeus? Não é uma forma de querer comprar as mulheres confundindo-as diante da pretensa magnanimidade dos hierarcas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que as autoridades constituídas na Igreja Católica e de outras Igrejas são ainda cristãs? São ainda seguidoras dos valores éticos humanistas que norteiam o respeito a todas as vidas e em especial à vida das mulheres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que mais uma vez somos convocadas/os a expressar publicamente nosso sentimento de repúdio à utilização da vida de tantas mulheres como pretexto de magnanimidade do coração papal. Somos convidadas/os a tornar pública a corrupção dos costumes em todas as nossas instituições inclusive naquelas que representam publicamente nossas crenças religiosas. Somos convidadas/os a ser o corpo visível de nossas crenças e opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo isso, não somos melhores do que ninguém. Somos todas pecadoras e pecadores capazes de ferir uns aos outros, capazes de hipocrisia e mentira, de crueldade e crueldade refinada. Mas, também somos capazes de dividir nosso pão, de acolher a abandonada, de cobrir o nu, de visitar o prisioneiro, de chamar Herodes de raposa. Somos essa mistura, expressão de nosso eu, de nossos deuses, dos espinhos em nossa carne convidando-nos e convocando-nos a viver para além das fachadas atrás das quais gostamos de nos esconder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teóloga *Ivone Gebara é doutora em Filosofia pela Universidade Católica de São Paulo e em Ciências Religiosas pela Universidade Católica de Louvain, na Bélgica.&lt;br /&gt;21 de agosto de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; 	&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-998293790991884924?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/998293790991884924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/08/dois-pesos-e-duas-medidas-o-aborto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/998293790991884924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/998293790991884924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/08/dois-pesos-e-duas-medidas-o-aborto.html' title='Dois pesos e duas medidas: o aborto perdoado em Madri'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-3593503996389028968</id><published>2011-08-21T14:25:00.000-07:00</published><updated>2011-08-28T14:32:14.769-07:00</updated><title type='text'>A realidade do povo cigano da Paraíba</title><content type='html'>Por Fabiana Veloso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouro, luxo, riqueza, fartura... Essas seriam algumas das palavras que comporiam o imaginário sobre os ciganos. Até seria para os que vivem em outras regiões, mas não para os ciganos que moram em Sousa, Alto sertão da Paraíba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miséria e fome foram apontados pelos participantes da conferência de segurança alimentar regional em visita a comunidade cigana do local. Uma terra seca, que contrasta com as, aproximadamente, 800 vidas que moram no local. Falta água. Falta autoestima dos remanescentes que ficaram nas comunidades, chamadas de ranchos. São três ao todo, organizados por famílias. Todas marcadas pelo mesmo estigma do preconceito e da discriminação. É sabido que a população de Sousa, aqueles que não moram nos ranchos Raimundo Benevides Gadelha (conhecida também como Pedro Maia), Vicente Vidal de Negreiros e Valério Correia, manifestam um tratamento ainda de desconfiança para com o povo cigano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1982 os “ciganos de Sousa” receberam um terreno do candidato à deputado, na época, Gilberto Sarmento, e na seqüência o então governador Antônio Mariz fez projeto para a construção de casas em alvenaria. José Maranhão, em seu governo, após a morte de Mariz, construiu umas 100 casas, faltando outras para a conclusão do projeto. Foi então o começo de um novo tempo, onde os ciganos deixariam a filosofia nômade para se fixarem em um lugar - já fazem trinta anos, mas pouco se conquistou depois disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo dados da pesquisa da professora doutora Janine Marta, apresentados pelo gerente de Políticas de Ações Afirmativas da SEMDH, Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana do Estado da Paraíba, José Roberto da Silva, na Conferência de Segurança Alimentar Regional, em Sousa, estima-se que existam quatro mil ciganos na Paraíba. A maior parte no município de Sousa com cerca de 750. Destes apenas 32 ciganos sabem ler e escrever e quatro estão na universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa mostra o quanto os ciganos na Paraíba precisam de atenção do governo federal, estadual e municipal. Pois além do terreno doado por Gilberto Sarmento, a maior população de ciganos no estado pouco receberam. Projetos foram iniciados e abandonados com as mudanças de gestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa situação de verdadeiro descaso do poder público. Francisco Vidal, conhecido como Nestor Cigano, vice-presidente da CCDI (Centro Calon de Desenvolvimento Integral), fala do potencial cultural das comunidades ciganas. Segundo ele, através do Centro, os ciganos poderiam estar desenvolvendo várias atividades como a confecção de roupas típicas e, através de cursos, o repasse do aprendizado na elaboração da comida e da música, por exemplo. A tradição da dança cigana ainda é mantida com dificuldades por um grupo de jovens que, vez ou outra, se apresenta. No entanto, o dialeto cigano está dia a dia sendo esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ronaldo Carlos, líder das comunidades ciganas de Sousa, diz que o maior problema é mesmo o preconceito. Segundo ele, antes de qualquer apuração, tudo que aparece de ruim o povo cigano é responsabilizado. Esse tratamento é confirmado quando uma atendente do de um posto de saúde é chamada para fazer um curativo em uma cigana de 84 anos, e ao chegar ao local a prestadora do serviço se recusa a fazer o atendimento com alegações discriminatórias, diz Carlos. Fatos como estes são reforçados quando Renato Soraio, membro da comunidade cigana Pedro Maia. Ele informa que apenas 5% das famílias estão sendo beneficiadas com um programa de distribuição de pão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Conferência Regional de Segurança Alimentar ocorrida em Sousa, no dia 13 de agosto, contou com apenas 25 inscritos. Segundo a organização, mesmo com os convites feitos as secretarias dos municípios, a participação foi baixa. Aparecida, Bom Sucesso, São José do Rio do Peixe, Poço de José de Moura, São Francisco e Sousa estavam representados e terão delegados para a estadual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fabiana.velosopb@gmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-3593503996389028968?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/3593503996389028968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/08/realidade-do-povo-cigano-da-paraiba.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/3593503996389028968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/3593503996389028968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/08/realidade-do-povo-cigano-da-paraiba.html' title='A realidade do povo cigano da Paraíba'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-3352879743515092153</id><published>2011-08-14T13:18:00.000-07:00</published><updated>2011-08-14T13:22:26.898-07:00</updated><title type='text'>Homenagens e conquistas no aniversário de morte de Margarida Alves</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-7miHkho19i8/TkgufA558qI/AAAAAAAAAQA/PYGqDDP6lFs/s1600/MargaridaAlves.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-7miHkho19i8/TkgufA558qI/AAAAAAAAAQA/PYGqDDP6lFs/s320/MargaridaAlves.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640809643635241634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evento promovido pelo Núcleo de Estudos Rurais da UEPB, em Campina Grande, na últiam sexta-feira (12),Elizabeth Teixeira, ex-líder camponesa, além de receber a Medalha do Mérito Universitário por suas lutas e conquistas, receberá das mãos do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, o decreto de desapropriação de 7 hectares de terra destinado à construção do Memorial das Ligas Camponesas e do Centro de Formação de Campesinato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo um dia histórico, a cerimônia acontece exatamente no dia de aniversário do assassinato de Margarida Alves, outra mulher símbolo da luta pela justiça social no campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Conheça mais o retrato da vida heróica, reconhecida nacionalmente, de Margarida Alves.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Margarida Alves, símbolo da luta da mulher no campo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 de agosto de 1983. Margarida Maria Alves, trabalhadora rural, presidente do Sindicato de Trabalhadores rurais de Alagoa Grande, município do Estado da Paraíba, foi assassinada por um pistoleiro, a mando dos usineiros da região do brejo paraibano.&lt;br /&gt;O crime foi brutal. Eram aproximadamente 18 horas e Margarida estava em frente a sua casa com o marido e o filho, quando um matador de aluguel deu um tiro de espingarda calibre 12,em sua face, deformando-a.&lt;br /&gt;Margarida, desde 1973 ocupava a presidência do STR , e à época de sua morte havia movido 73 ações trabalhistas de trabalhadores rurais das usinas por direitos trabalhistas. Esse foi o motivo do crime.&lt;br /&gt;Margarida foi uma das mulheres pioneiras das lutas pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais no Brasil. Após a sua morte tornou-se um símbolo político, representativo das mulheres trabalhadoras rurais, que deram seu nome ao evento mais emblemático que realizam - a Marcha das Margaridas, uma mobilização nacional que reúne em Brasília milhares de mulheres trabalhadoras rurais nos dias 16 e 17 de agosto.&lt;br /&gt;A Marcha das Margaridas ocorreu pela primeira vez em 2000, e desde então teve outras edições em 2003, 2007, 2008 e 2009, sempre definindo uma pauta de reivindicações a serem entregues aos representantes dos poderes públicos federais.&lt;br /&gt;As mulheres trabalhadoras rurais brasileiras iniciaram a sua organização em movimentos sociais específicos, para lutarem pelo seu reconhecimento como categoria social no ano de 1982 e, na medida em que se consolidavam como sujeito político, ampliando as suas ações e o seu reconhecimento público, foram se identificando como Margaridas.&lt;br /&gt;Como símbolo Margarida é uma flor, mas é também luta, pois é a líder sindical que não se rendeu às ameaças dos ricos, e afirmou preferir "morrer lutando, que morrer de fome".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentando-se como Margaridas, as mulheres trabalhadoras rurais constroem uma identidade própria e uma sensibilidade pública utilizando estrategicamente alguns papéis e atributos tradicionais das mulheres - fragilidade, filhos, sensibilidade, que associa a imagem da mulher a uma flor, a Margarida, que também é uma mulher forte, que deu a vida pela luta. Transformam o desqualificado e frágil feminino em força e eficácia política, na luta e nas ruas.&lt;br /&gt;O assassinato de Margarida continua impune. Dos cinco acusados de serem mandantes do crime, ligados ao Grupo Várzea, apenas dois foram julgados e absolvidos: Antônio Carlos Coutinho e José Buarque de Gusmão Neto, conhecido como Zito Buarque.&lt;br /&gt;Os outros mandantes: Agnaldo Veloso Borges já faleceu e os irmãos Amaro e Amauri José do Rego estão foragidos.&lt;br /&gt;O assassinato de Margarida Alves, permanece entre os grandes crimes de repercussão nacional e internacional impunes no país, tendo sido encaminhado para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA).&lt;br /&gt;Justiça para Margarida! Viva Margarida Alves em todas as outras Margaridas de todos os cantos rurais do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto da professora e socióloga Maria Dolores de Brito Mota&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-3352879743515092153?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/3352879743515092153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/08/homenagens-e-conquistas-no-aniversario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/3352879743515092153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/3352879743515092153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/08/homenagens-e-conquistas-no-aniversario.html' title='Homenagens e conquistas no aniversário de morte de Margarida Alves'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7miHkho19i8/TkgufA558qI/AAAAAAAAAQA/PYGqDDP6lFs/s72-c/MargaridaAlves.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-1620999081400348411</id><published>2011-08-14T13:13:00.000-07:00</published><updated>2011-08-14T13:18:21.835-07:00</updated><title type='text'>Estão chegando as Margaridas..</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-28m1DTdD3Lw/TkgtiF9ia1I/AAAAAAAAAP4/BNCJYm9txkc/s1600/marcha%2Bdas%2Bmargaridas.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 244px; height: 207px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-28m1DTdD3Lw/TkgtiF9ia1I/AAAAAAAAAP4/BNCJYm9txkc/s320/marcha%2Bdas%2Bmargaridas.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640808597020633938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Mabel Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta terça-feira (16), mulheres de diversos estados do Brasil chegarão em Brasília para participar da Marcha das Margaridas 2011. Este ano, as Margaridas estarão em marcha para reivindicar desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade para todas as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marcha das Margaridas é uma ação estratégica do movimento de trabalhadores/as rurais que se consolidou no Brasil e chega ao seu terceiro ano de realização. A atividade está sendo organizada pelo Movimento Sindical de Trabalhadoras/es Rurais, composto pela Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura – Contag, por 27 Federações – Fetag’s e mais de 4000 sindicatos, contando ainda com a participação de diversos grupos do movimento feminista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marcha das Margaridas é a maior mobilização de mulheres trabalhadoras do campo e da floresta, que tem este nome em homenagem a trabalhadora rural e líder sindical paraibana, Margarida Maria Alves, que foi assassinada em 12 de agosto de 1983, na cidade de Alagoa Grande (PB).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em três anos de luta, as Margaridas já conseguem comemorar algumas conquistas, entre elas, a documentação, acesso a terra, apoio às mulheres assentadas e políticas de apoio a produção na agricultura familiar; criação do Programa Nacional de Documentação da Mulher Trabalhadora Rural – PNDMT; fortalecimento do PNDTR com ações educativas e unidades móveis em alguns estados;  titulação Conjunta Obrigatória - Edição da Portaria 981 de 02 de outubro de 2003; capacitação de servidores do INCRA sobre legislação e instrumentos para o acesso das mulheres a terra e apoio para a  realização de feiras para comercialização dos produtos dos grupos de mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na área da educação, as trabalhadoras rurais conseguiram a criação de uma coordenadoria de educação no campo, no MEC; na saúde, foi Implementado o Projeto de Formação de Multiplicadoras(es) em Gênero, Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos, em convênio com o Ministério da Saúde e a reestruturação do Grupo Terra, responsável pela construção da política de saúde para a população do campo. Em relação aos direitos previdenciários, conseguiram a manutenção da aposentadoria das mulheres aos 55 anos e representação na Comissão Tripartite de Igualdade de Oportunidades do Ministério do Trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No combate a violência contra a mulher, as trabalhadoras rurais encamparam a Campanha Nacional de Enfrentamento a Violência contra as Mulheres do Campo e da Floresta; conseguiram a criação e funcionamento do Fórum Nacional de Elaboração de Políticas para o Enfrentamento à - Violência contra as Mulheres do Campo e da Floresta e a Elaboração e inserção de diretrizes na Política Nacional de  Enfrentamento à Violência contra as mulheres, voltadas para o atendimento das mulheres rurais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para este ano, as Margaridas elaboraram sua plataforma política, de acordo com os seguintes eixos temáticos: Biodiversidade e democratização dos recursos naturais - bens comuns; Terra, água e agroecologia; Soberania e segurança alimentar e nutricional; Autonomia econômica, trabalho, emprego e renda; Saúde pública e direitos reprodutivos; Educação não sexista, sexualidade e violência e Democracia, poder e participação política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-1620999081400348411?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/1620999081400348411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/08/estao-chegando-as-margaridas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/1620999081400348411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/1620999081400348411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/08/estao-chegando-as-margaridas.html' title='Estão chegando as Margaridas..'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-28m1DTdD3Lw/TkgtiF9ia1I/AAAAAAAAAP4/BNCJYm9txkc/s72-c/marcha%2Bdas%2Bmargaridas.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-2068886989090565022</id><published>2011-08-10T19:17:00.000-07:00</published><updated>2011-08-10T19:25:51.114-07:00</updated><title type='text'>Elizabeth Teixeira é homenageada pela UEPB</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-ra2D_edXqvE/TkM8RnYqdYI/AAAAAAAAAPw/aija-IauAf8/s1600/elizabeth%2Bteixeira.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 219px; height: 230px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ra2D_edXqvE/TkM8RnYqdYI/AAAAAAAAAPw/aija-IauAf8/s320/elizabeth%2Bteixeira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639417431725864322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), através de atividade promovida pelo Núcleo de Estudos Rurais (NER), concederá à líder camponesa Elizabeth Altina Teixeira, a medalha do Mérito Universitário, em reconhecimento às ações por ela protagonizadas em prol dos direitos dos/as camponeses/as. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solenidade acontecerá nesta sexta, 12, às 19h30, no Auditório do Centro de Educação (CEDUC), unidade localizada na Rua Antônio Guedes de Andrade, 190, Catolé, em Campina Grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A homenagem está sendo oferecida à Elizabeth no intuito de manter viva a memória da luta camponesa, por notório merecimento, enquanto liderança das ligas camponesas, em reconhecimento às ações por ela protagonizadas juntamente com seu esposo, João Pedro Teixeira, líder assassinado no mesmo período, por conta da sua atuação na luta pela conquista e afirmação de direitos para os camponeses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião, também haverá mesa-redonda tendo a homenageada como tema, com a participação do professor convidado Alder Júlio Calado e a professora do Departamento de História da UEPB, Patrícia Cristina Aragão. Será divulgada ainda a abertura do “Concurso de redação e artigos científicos sobre as mulheres e os movimentos sociais no campo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheça um pouco da história de Elizabeth Altina Teixeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo, ainda se morre de fome e de bala, como nos tempos de João Pedro Teixeira, mas alguma coisa mudou – as ligas camponesas deram frutos e engendraram os milhares de sindicatos de trabalhadores rurais, suas federações e outros movimentos camponeses, prova de que o povo se organiza e conduz a luta de outra forma. Assim fala o grupo Tortura Nunca Mais/RJ (GTNM/RJ), na ocasião da Medalha Chico Mendes concedida a Elizabeth Altina Teixeira há cerca de 20 anos.&lt;br /&gt;Paraibana, hoje com 84 anos, Elizabeth é viúva do líder sindical João Pedro Teixeira, o “cabra marcado pra morrer” do filme homônimo (Brasil, 1984) do cineasta Eduardo Coutinho. De início, ela não participava na luta de João Pedro, na Paraíba, quando ele resolveu reunir os camponeses para criar uma associação para defender os seus direitos. Quando os latifundiários perceberam que as ligas camponesas estavam cada dia mais fortes, resolveram assassinar João Pedro, morto em abril de 1962. Dois de seus filhos também foram assassinados. Sua filha mais velha não suportou o sofrimento e, inconformada com a impunidade diante do assassinato do pai, suicidou-se.&lt;br /&gt;Com a morte de João Pedro, Elizabeth Teixeira assumiu a direção da liga. Foi perseguida e injuriada, mas nunca desistiu nem deixou de reclamar, junto aos proprietários, os direitos dos companheiros.&lt;br /&gt;Após o golpe de 64, Elizabeth foi presa por mais de dois meses; ao sair da cadeia, para escapar das perseguições, teve de fugir com um dos filhos para o Rio Grande do Norte, onde viveu 17 anos clandestinamente, com outro nome. Trabalhou colhendo feijão e arrancando batata. Ela e os filhos passaram fome. Elizabeth lavou pratos, lavou roupas, precisava tocar a vida, apesar da dureza do destino e do desejo de justiça ao assassinato de João Pedro.&lt;br /&gt;Vivia refugiada para não ter o mesmo fim do marido. Em 1980, foi encontrada pelo diretor Eduardo Coutinho que queria terminar o seu filme sobre as ligas camponesas e reencontrou o filho Abrão. Depois desse encontro, ficou mais fácil localizar os outros filhos. Em 1981, retomou seu nome de batismo, Elizabeth Altina Teixeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: ASSEMBLEIA POPULAR DA PARAÍBA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-2068886989090565022?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/2068886989090565022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/08/universidade-estadual-da-paraiba-uepb.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/2068886989090565022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/2068886989090565022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/08/universidade-estadual-da-paraiba-uepb.html' title='Elizabeth Teixeira é homenageada pela UEPB'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ra2D_edXqvE/TkM8RnYqdYI/AAAAAAAAAPw/aija-IauAf8/s72-c/elizabeth%2Bteixeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-4362900552371295809</id><published>2011-08-09T08:00:00.001-07:00</published><updated>2011-08-09T08:00:52.126-07:00</updated><title type='text'>Jornalistas lançam Observatório da Mídia Paraibana na UFPB</title><content type='html'>Por Mabel Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Pessoa conta a partir de hoje com um Observatório da Mídia Paraibana. O lançamento oficial aconteceu nesta segunda-feira, 08, no auditório do Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).&lt;br /&gt;O objetivo do Observatório é analisar de maneira crítica os discursos e prática da mídia paraibana, sendo um instrumento pedagógico para a construção de uma imprensa democrática. A iniciativa em desenvolver este projeto surgiu em 2010 através de um grupo formado por jovens graduandos e graduados em jornalismo da UFPB, que fazem parte do Coletivo Comjunto. As reuniões acontecem nas noites de segunda, sempre nas dependências da universidade e são abertas a estudantes e profissionais de comunicação social e de demais áreas das ciências humanas. &lt;br /&gt;O lançamento contou com as palestras dos professores do curso de comunicação social da UFPB, Cláudio Paiva e Wellington Pereira, que debateram sobre os temas “O Observatório da Imprensa e a Crítica da Mídia na Era Digital” e "Quer conhecer a mídia? Comece pelos donos", respectivamente. Também participou da mesa a jornalista e membro do Observatório, Maria Silva, que apresentou os detalhamentos teóricos e metodológicos do Observatório Paraibano.&lt;br /&gt;“A Paraíba precisava deste canal para discutir a sua mídia, que passa por um processo delicado de feitura do jornalismo, que vem se tornando completamente reféns do mercado. O observatório não pode ser criado no sentido de “demonizar” esta mídia, mas sim utilizar um caráter pedagógico para refletirmos que mídia queremos”, declarou o professor e pesquisador, Wellington Pereira. Mais informações sobre o Observatório da Mídia Paraibana através do blog: http://observatoriodamidiaparaibana.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Bahia – Nesta quinta, 11, a partir das 09h, será realizado no auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA), em Ondina, o “Seminário Observatórios de Mídia e Direitos Humanos” &lt;br /&gt;O evento tem como objetivo discutir metodologias de monitoramento de mídia, além de processos de mobilização e encaminhamentos legais dos dados gerados pelos observatórios de mídia de todo o país. A programação do Seminário conta com Edgard Rebouças, professor e coordenador do Observatório de Mídia Regional da Universidade Federal do Espírito Santo; Adriano Guerra, jornalista e membro da Rede ANDI Brasil; Ivan Moraes, jornalista e membro do Centro de Cultura Luiz Freire de Pernambuco; do Secretário Estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Almiro Sena;  o Secretário Estadual de Comunicação, Robinson Almeida; além de Giovandro Ferreira, professor e diretor da Faculdade de Comunicação; Daniella Rocha, jornalista e gestora da CIPÓ – Comunicação Interativa e Pedro Caribé, jornalista e membro do Intervozes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o Seminário será lançada a pesquisa “A Construção da violência na televisão da Bahia” em formato multimídia (CdRom) e em livro, editado pela Edufba. A pesquisa foi produzida pelo Observatório de Mídia e Direitos Humanos da Bahia, que analisou a violação de direitos humanos na mídia televisiva, tendo como objeto de estudo os programas “Se Liga Bocão” (TV Itapoan, afiliada da TV Record) e “Na Mira” (TV Aratu, afiliada do SBT).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observatório na Bahia – Iniciado em junho de 2009, o Observatório de Mídia e Direitos Humanos na Bahia foi criado para ampliar e tornar visível a pauta dos direitos humanos no estado. O Observatório fortalece e articula a sociedade civil em torno dos direitos humanos e das políticas públicas de comunicação. Atua em duas frentes: (1) monitoramentos e análises sobre violação de direitos humanos por produtos midiáticos impressos e eletrônicos; e o encaminhamento dos dados e denúncias para movimentos sociais e órgãos competentes. (2) mobilização da sociedade civil – a partir da atuação em espaços de democracia participativa, como Conselhos de Direitos, Redes, Fóruns e Grupos de Trabalho – para incidir sobre o Poder Público na elaboração e implementação de políticas públicas de comunicação no estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Observatório faz parte do Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania (CCDC), órgão complementar da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. O projeto é realizado através de uma parceria entre a CIPÓ – Comunicação Interativa, a Facom/UFBA e o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e tem a FordFundation como parceiro financiador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-4362900552371295809?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/4362900552371295809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/08/jornalistas-lancam-observatorio-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/4362900552371295809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/4362900552371295809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/08/jornalistas-lancam-observatorio-da.html' title='Jornalistas lançam Observatório da Mídia Paraibana na UFPB'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-1686836998802562994</id><published>2011-07-29T13:12:00.000-07:00</published><updated>2011-07-30T08:09:57.707-07:00</updated><title type='text'>Enegrecendo a pauta da mídia paraibana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-LGYmmlYOd4Y/TjMUz6vkdtI/AAAAAAAAAPo/NED5fDR40TU/s1600/OgAAAHzPbq3K0ZUK8LbbuRXcDB7jNFJm0xzhsit86f0mO8wrqDCGBA8kf9H2ihWbqSwanbi-xXv_X0emldNBQGOYEuoAm1T1UE975t0QY24gHH9c5zdHJzk8LqJi.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 220px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-LGYmmlYOd4Y/TjMUz6vkdtI/AAAAAAAAAPo/NED5fDR40TU/s320/OgAAAHzPbq3K0ZUK8LbbuRXcDB7jNFJm0xzhsit86f0mO8wrqDCGBA8kf9H2ihWbqSwanbi-xXv_X0emldNBQGOYEuoAm1T1UE975t0QY24gHH9c5zdHJzk8LqJi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634870440945284818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Mabel Dias&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A feminista Sueli Carneiro, do grupo Geledés –Instituto da Mulher Negra, de São Paulo, afirma em um seus textos que o feminismo precisa enegrecer. Parafraseando esta ativista do movimento de mulheres negras do Brasil, digo que, além do feminismo, o jornalismo teria que também ser enegrecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana o movimento de mulheres negras celebrou o dia 25 de julho, estabelecido em 1992 durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latinas Americana e do Caribe, realizado na cidade de Santo Domingo, República Dominicana, como Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. A Bamidelê – Organização de Mulheres Negras na PB realizou debates com as fundadoras da organização, Solange Rocha e Efu Nyaki, e com Jurema Werneck, da Criola e da Articulação Nacional de Mulheres Negras, do Rio de Janeiro, além da exposição Visões Negras – simbologias, trajetórias e histórias que conta toda a caminhada da Bamidelê nestes 10 anos de existência.&lt;br /&gt;Pois bem! Em nenhum veículo de comunicação foi falado sobre o dia 25 de julho e seu significado para as mulheres negras. Assisti a um dos jornais da TV local, afiliada a Rede Globo, e na escalada de noticias estava lá o dia do motorista – que também é comemorado nesta mesma data, entre outras informações diárias. Mas o Dia da Mulher Negra sequer foi mencionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas um jornal impresso divulgou no domingo, véspera do dia 25, o release enviado pela assessoria de comunicação da Bamidelê, informando sobre as atividades que seriam realizadas durante esta semana que se finda.&lt;br /&gt;Durante o debate do qual participaram Solange Rocha e Jurema Werneck, que falaram sobre a luta antiracista e antisexista na Paraíba e no Brasil, a professora de sociologia e integrante da Bamidelê, Vânia Fonseca, também trouxe esta reflexão: a falta de atenção da mídia paraibana sobre uma organização que tem 10 anos de existência e que vem promovendo ações significativas para promoção da identidade negra, combatendo o preconceito racial, bem como da ausência de atenção para o dia 25 de julho. Será que esta não é uma pauta importante? Será que este tema não rende um bom debate, um bom texto, uma boa noticia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos bem que negros e negras na mídia paraibana, ao menos no vídeo, não existem. Nos bastidores, elas/eles estão lá, mas menos da metade se assume enquanto negra/o. Porque a pauta da mídia paraibana não está enegrecida? Porque negros/as são lembrados/as apenas quando se divulga um mapa da violência 2010, de maneira negativa? Para não ser injusta é importante lembrar que outro jornal impresso, aproveitando o recente censo divulgado pelo IBGE sobre a influência que a cor/raça desenvolve nas relações interpessoais, fez uma boa matéria enfocando este tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é apenas a ausência de atenção na mídia paraibana às ações positivas realizadas pelo movimento negro e de mulheres negras organizadas. O atual momento mostra, principalmente no rádio e na TV que é preciso, urgentemente, revermos o modo que está sendo utilizado pelas empresas de comunicação para noticiar um fato. A busca de audiência e do lucro tem promovido declarações e atitudes absurdas e inaceitáveis por parte de alguns locutores/apresentadores de programas policiais e políticos na Paraíba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma importante iniciativa está sendo promovida pela Onu Mulheres e pela Federação Nacional de Jornalistas, que é um curso em gênero, raça e etnia voltada para a categoria. O curso será realizado em oito cidades brasileiras - Recife, Rio de Janeiro,Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, Maceió, São Paulo e Belém. Através de ações como esta é possivel vislumbrarmos mudanças no exercicio da profissão de jornalistas na hora que forem cobrir atividades do movimento de mulheres e do movimento negro, e não reproduzam os estereótipos e preconceitos raciais, de gênero e sociais que permeiam esta sociedade.&lt;br /&gt;Alguma coisa está fora de ordem e não pode ser tida como natural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-1686836998802562994?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/1686836998802562994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/07/enegrecendo-pauta-da-midia-paraibana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/1686836998802562994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/1686836998802562994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/07/enegrecendo-pauta-da-midia-paraibana.html' title='Enegrecendo a pauta da mídia paraibana'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-LGYmmlYOd4Y/TjMUz6vkdtI/AAAAAAAAAPo/NED5fDR40TU/s72-c/OgAAAHzPbq3K0ZUK8LbbuRXcDB7jNFJm0xzhsit86f0mO8wrqDCGBA8kf9H2ihWbqSwanbi-xXv_X0emldNBQGOYEuoAm1T1UE975t0QY24gHH9c5zdHJzk8LqJi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-7870103857454613717</id><published>2011-07-24T06:50:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T06:51:15.328-07:00</updated><title type='text'>Mulheres em luta pelo direito à comunicação</title><content type='html'>Carta aberta por um novo marco regulatório para as comunicações no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As organizações do movimento feminista há tempos discutem a necessidade de mudanças no sistema midiático em nosso país de forma a garantir a liberdade de expressão e o direito à comunicação de todos e todas, e não apenas daqueles que detêm o poder político ou econômico e a propriedade dos meios de comunicação em massa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historicamente, combatemos a mercantilização de nossos corpos e a invisibilidade seletiva de nossa diversidade e pluralidade e também de nossas lutas. Denunciamos a explícita coisificação da mulher na publicidade e seu impacto sobre as novas gerações, alertando para o poder que esse tipo de propaganda estereotipada e discriminatória exerce sobre a construção do imaginário de garotas e garotos. Defendemos uma imagem da mulher na mídia que, em vez de reproduzir e legitimar estereótipos e de exaltar os valores da sociedade de consumo, combata o preconceito e as desigualdades de gênero e raça tão presentes na sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que o governo federal, o Parlamento e a sociedade brasileira discutem a elaboração de um novo marco regulatório para as comunicações em nosso país, nós, mulheres, trazemos a público nossas reivindicações, somando nossos esforços ao de todos os movimentos que acreditam na urgência de uma mídia efetivamente plural e democrática para a consolidação da democracia brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirmamos a importância da adoção de medidas de regulação democrática pelo Estado sobre a estrutura do sistema de comunicações, a propriedade dos meios e os conteúdos veiculados, de forma que estes observem estritamente os princípios constitucionais do respeito aos direitos humanos e à diversidade de gênero, étnico-racial e de orientação sexual. Já passou da hora de o Brasil respeitar os acordos e tratados internacionais que ratificou sobre este tema e de colocar em pleno vigor sua própria Constituição Federal, cujo capítulo da Comunicação Social é, até hoje, vergonhosamente, o menos regulamentado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, reivindicamos a criação do Conselho Nacional de Comunicação, uma das resoluções centrais da I Conferência de Comunicação, até hoje não tirada do papel. Defendemos ainda a instituição de mecanismos de controle de propriedade, com o estabelecimento de limites à propriedade cruzada dos meios; o fortalecimento do sistema público e das mídias comunitárias; transparência e procedimentos democráticos no processo de concessão das outorgas de rádio e televisão, com o fim das concessões para políticos; o estímulo à produção regional e independente, garantindo espaço para a expressão da diversidade de gênero, étnico-racial e de orientação sexual; mecanismos de proteção à infância e adolescência, como o fim da publicidade dirigida à criança; e procedimentos de responsabilização das concessionárias de radiodifusão pela violação de direitos humanos na mídia, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num cenário de digitalização e convergência tecnológica, entendemos que o marco regulatório deve responder às demandas colocadas em pauta e promover uma reorganização do conjunto dos serviços de comunicações. Trata-se de um processo que não pode ser conduzido de forma apartada das diversas definições que já vem sendo tomadas pelo governo federal neste campo, como os recentes acordos anunciados com as empresas de telefonia em torno do Plano Nacional de Banda Larga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As organizações do movimento feminista se somam à Campanha Banda Larga é um Direito Seu! e repudiam não apenas o recuo do governo em fortalecer a Telebrás e dar à empresa pública o papel de gestora do PNBL como a total entrega ao mercado da tarefa de ofertar à população aquilo que deveria ser tratado como um direito: o acesso a uma internet de qualidade, para todos e todas. Para as mulheres, a banda larga é uma ferramenta essencial de inclusão social, acesso à saúde e educação, geração de emprego e renda, acesso à informação e exercício da liberdade de expressão. Um serviço que deveria, portanto, ser prestado sob regime público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, e porque queremos um novo marco regulatório para as comunicações, nós iremos às ruas. Trabalharemos em 2011 para sensibilizar, formar e mobilizar mulheres em todo o país. Defenderemos esta pauta na III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres; no processo da Reforma Política; nas marchas que faremos a Brasília; junto à Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular; em nosso diálogo com o governo federal e com a Presidenta Dilma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma luta estratégica para as mulheres e fundamental para a democracia brasileira. Dela não ficaremos fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil, julho de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituto Patrícia Galvão – Mídia e Direitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geledés – Instituto da Mulher Negra&lt;br /&gt;Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escola de Comunicação da UFRJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CFP - Conselho Federal de Psicologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FNDC - Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rede de Mulheres da AMARC-BRASIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Associação Cultural Ilê Mulher - Porto Alegre/RS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOS CORPO - Instituto Feminista para a Democracia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituto Flores de Dan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Articulação Mulher &amp; Mídia Bahia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liga Brasileira de Lésbicas de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coletivo Soylocoporti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conajira - Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laboratório de Políticas de Comunicação (LaPCom) da Universidade de Brasília (UnB)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-7870103857454613717?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/7870103857454613717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/07/mulheres-em-luta-pelo-direito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/7870103857454613717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/7870103857454613717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/07/mulheres-em-luta-pelo-direito.html' title='Mulheres em luta pelo direito à comunicação'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-7573748943028980338</id><published>2011-07-22T08:22:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T06:12:43.414-07:00</updated><title type='text'>União homoafetiva: Juíza oficializa relação com sua companheira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-2oMs8dX2Mr4/TimXVvebBBI/AAAAAAAAAPg/7wUmoLeCTJk/s1600/casamento%2Bjuiza.htm"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 244px; height: 227px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-2oMs8dX2Mr4/TimXVvebBBI/AAAAAAAAAPg/7wUmoLeCTJk/s320/casamento%2Bjuiza.htm" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632199208780629010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Mabel Dias, com dados do Correio do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A juíza Sônia Maria Mazzetto Moroso, da 1º Vara Criminal de Itajaí (SC) oficializou nesta sexta-feira (22), sua união com a servidora pública, Lilian Regina Terres. Em maio, as duas já haviam celebrado a união em uma cerimônia da Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a primeira união civil homoafetiva registrada em Santa Catarina , após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A primeira aconteceu em Goiânia (GO)no dia 9 de maio, entre Liorcino Mendes e Odílio Torres. Até agora, ninguém da magistratura brasileira tinha antes, assumido publicamente esse tipo de relacionamento.&lt;br /&gt;"É a primeira, pelo menos no Estado de Santa Catarina, e eu sou a primeira juíza brasileira a assumir", comemorou Sônia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O casamento entre Sônia Mazzetto e Lilian Terres foi realizado pelo juiz Roberto Ramos Alvim, da Vara de Familia da comarca no cartório Heusi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Familiares e amigos delas acompanharam a cerimônia. Rafaello, filho da juíza Sônia, também estava presente e ansioso pela união. "O meu filho me chama de mãe e se dirige à Lilian como mamusca", conta Sônia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Com o casamento, Lilian e Sônia decidiram acrescentar os sobrenomes uma da outra, ficando Sônia Maria Mazzetto Moroso Terres e Lilian Regina Terres Moroso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-7573748943028980338?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/7573748943028980338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/07/uniao-homoafetiva-juiza-oficializa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/7573748943028980338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/7573748943028980338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/07/uniao-homoafetiva-juiza-oficializa.html' title='União homoafetiva: Juíza oficializa relação com sua companheira'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2oMs8dX2Mr4/TimXVvebBBI/AAAAAAAAAPg/7wUmoLeCTJk/s72-c/casamento%2Bjuiza.htm' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-2681316019372539048</id><published>2011-07-22T07:53:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T08:07:53.650-07:00</updated><title type='text'>Mulheres do Pstu divulgam carta de repúdio a quadro do Zorra Total</title><content type='html'>Abuso sexual não tem graça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez você não perceba. Talvez até ache graça. Mas a violência contra as mulheres está sendo incentivada dentro da sua casa, de forma nada sutil, no humorístico Zorra Total. No principal quadro do programa, chamado “Metrô Zorra Brasil”, todos os sábados à noite, duas amigas travam um diálogo dentro do vagão lotado. Na fórmula do roteiro, lá pelas tantas, em todos os episódios, um sujeito se aproxima, encosta e bolina a mulher de várias formas. No episódio do dia 9 de julho, o quadro mostrou a mulher sendo “tocada” em suas partes íntimas com a “batuta” de um maestro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher atacada, Janete (Thalita Carauta), cochicha com sua amiga Valéria (Rodrigo Sant’anna), que, ao invés de defendê-la, diz: “aproveita. Tu é muito ruim, babuína. Se joga”. A claque ri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ataque relatado pelo programa acontece todos os dias com milhares de mulheres no nosso país. Só nós mulheres podemos medir a humilhação pela qual passamos nos trens e ônibus lotados e suas consequências. Não tem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No metrô de São Paulo, o mais lotado do mundo, numa manhã de abril, uma jovem trabalhadora foi violentada sexualmente num vagão da linha verde, considerada uma das melhores. Um crápula a segurou pelo braço, ameaçou, enfiou a mão sob sua saia, rasgou sua calcinha e a tocou. Os passageiros perceberam, tentaram agir, mas o homem fugiu. O caso foi registrado como estupro na 78º DP da capital paulista. Impossível rir disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sabido que a Rede Globo nunca foi uma defensora das mulheres e da diversidade. Neste momento mesmo, o diretor-geral da emissora exigiu que os autores da novela Insensato Coração acabassem com comentários favoráveis às bandeiras gays, e recomendou menos ousadia nas cenas entre os dois personagens homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Zorra Total foi longe demais. O quadro do programa incentiva a violência contra às mulheres e o estupro, de uma forma sistemática, já que o ataque é parte da estrutura permanente do texto. Ou seja, todas as semanas, a Rede Globo diz que as mulheres que sofrem abuso sexual devem “aproveitar” e “agradecer”, como se fosse uma dádiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repete a lógica do humorista Rafinha Bastos que, pelo Twitter, escreveu que as feias deveriam agradecer ao serem estupradas. E está sendo processado por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro tem alcançado liderança de audiência nas noites de sábado, atingindo cerca de 25 pontos de audiência. Ou seja, milhões de lares recebem toda semana a mensagem de que é natural abusar sexualmente de mulheres no metrô, nos trens, nos ônibus. Não é preciso muito para saber que o quadro certamente terá efeitos sobre esse público, naturalizando a violência contra a mulher, diminuindo a gravidade de um crime, tornando-o algo menor, sem importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa brincadeira não tem graça. É no mínimo lamentável que o talento da dupla de humoristas esteja sendo desperdiçado em um quadro que incentiva o ataque às mulheres trabalhadoras. É revoltante que a emissora líder mantenha um programa que defende práticas tão nefastas, num país onde uma mulher é violentada a cada 12 segundos; onde uma mulher é assassinada a cada duas horas; onde 43% das mulheres sofrem violência doméstica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: CICLOS NATURAIS FEMININOS&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-2681316019372539048?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/2681316019372539048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/07/mulheres-do-pstu-divulgam-carta-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/2681316019372539048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/2681316019372539048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/07/mulheres-do-pstu-divulgam-carta-de.html' title='Mulheres do Pstu divulgam carta de repúdio a quadro do Zorra Total'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-8392493168650057266</id><published>2011-07-14T07:34:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T07:37:34.568-07:00</updated><title type='text'>#QuemmatouJuan?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-LQnntL2BSSI/Th7-ojwx1xI/AAAAAAAAAPY/h6pZaACUNg4/s1600/faixa_juan.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 194px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-LQnntL2BSSI/Th7-ojwx1xI/AAAAAAAAAPY/h6pZaACUNg4/s320/faixa_juan.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629216557007755026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz pouco tempo que ingressei nas redes sociais. Talvez por ser resistente ao novo (pra não dizer que sou cabeça-dura), ainda prefiro o bom e velho email. Tenho algumas restrições à exposição exacerbada cometida por alguns no twitter e no facebook. Concordo com o Ziraldo quando ele diz que vivemos um momento de evasão de privacidade.&lt;br /&gt;Críticas à parte, é incontestável o poder de mobilização que as páginas de relacionamento possuem, como foi mostrado na Carta Capital no mês passado. Assistimos a eclosão das Marchas das Vadias em vários estados, o sucesso do Churrasco da Gente Diferenciada e da Marcha pela Liberdade. Esses são apenas alguns exemplos dessa nova forma de ativismo, que não requer necessariamente um líder e um gabinete para exigir direitos e mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por acreditar na força dos protestos virtuais, participei do twitaço realizado na noite de sexta-feira passada – #QuemmatouJuan?. As centenas de posts no twitter foram uma reação ao assassinato do garoto Juan Moraes, na Comunidade Danon, localizada na Baixada Fluminense. O corpo do menino de 11 anos foi encontrado num rio, em 6 de julho, 16 dias após o seu desaparecimento. Os principais suspeitos do crime são quatro policiais militares que lideraram uma ação de combate ao tráfico de drogas no local na data em que Juan desapareceu. O irmão de Juan também foi baleado e por sorte sobreviveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos no assassinato de Juan uma continuidade histórica. Ainda no século XIX, intelectuais brasileiros tomaram de empréstimo as teorias raciais disseminadas na Europa, que atestavam a inferioridade dos negros. Ao adaptá-las à realidade nacional, imputaram aos descendentes de escravos uma suposta tendência ao crime. Outrossim, o negro associado à criminalidade foi fundamentado pela Ciência, ganhou caráter institucional no Estado e foi amplamente disseminado pela população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado mais de um século, este estigma permanece arraigado no inconsciente coletivo e nas abordagens policiais. Os moradores das periferias, vilas e favelas, sobretudo os negros e do sexo masculino, são vistos como “Elementos suspeitos”. Do ponto de vista da violência urbana, um estudo realizado pelo Laboratório de Análises Estatísticas Econômicas e Sociais das Relações Raciais da UERJ mostrou que, entre os anos de 1999 e 2005, o número de pretos e pardos assassinados cresceu 46,3%. No contingente branco, esse crescimento foi de 0,1%. Os reflexos das teorias raciais formuladas pela elite brasileira nos primeiros anos da República também são visíveis no sistema prisional. No Rio de Janeiro, 90% da população carcerária é formada por afro-descendentes. Impossível não lembrar dos versos de Gil e Caetano: “mas presos, são quase todos pretos, ou quase brancos, quase pretos de tão pobres, e pobres são como podres, e todos sabem como se tratam os pretos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se sabe, racismo é uma palavra praticamente proibida no Brasil. Dessa forma, crimes como o ocorrido em Nova Iguaçu dificilmente são associados à violência racial. Além disso, quando chegam a ser noticiados na mídia impressa e televisa são fruto de denúncias de moradores e de pressões dos movimentos sociais. Embora eu não tenha assistido, é necessário louvar as reportagens veiculadas recentemente pelo SBT e pela Rede Record, que recentemente levaram ao ar matérias sobre a discriminação racial e a violência policial no Brasil. Fato raro na televisão brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, em um dos debates entre os presidenciáveis, Plínio Arruda, candidato do PSOL, nos poucos minutos em que teve direito de se pronunciar, sintetizou um dos legados deixados pelos quase quatro séculos de escravidão no país: “Ser negro no Brasil é extremamente perigoso”. A assertiva de Plínio deve ter passado desapercebida para muitos, porém, a morte precoce de Juan não deixa dúvidas de que o militante socialista estava coberto de razão.&lt;br /&gt;O assassinato de Juan ganhou o noticiário, mobilizou a comunidade, as redes sociais e as organizações não-governamentais. Maria do Rosário, Ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, exigiu rigor nas investigações através de uma Nota Pública. O depoimento de uma testemunha aponta #QuemmatouJuan. Resta saber se os acusados serão julgados e condenados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTE: BLOGUEIRAS FEMINISTAS&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-8392493168650057266?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/8392493168650057266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/07/quemmatoujuan.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/8392493168650057266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/8392493168650057266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/07/quemmatoujuan.html' title='#QuemmatouJuan?'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-LQnntL2BSSI/Th7-ojwx1xI/AAAAAAAAAPY/h6pZaACUNg4/s72-c/faixa_juan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-6338739288099573143</id><published>2011-07-11T16:13:00.000-07:00</published><updated>2011-07-11T16:20:30.600-07:00</updated><title type='text'>Socióloga lança livro sobre mulheres e loucura</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zDxA3hKqsw8/ThuEBKTMp7I/AAAAAAAAAPI/orPf6IdUDhM/s1600/livro%2Bbartira.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 164px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-zDxA3hKqsw8/ThuEBKTMp7I/AAAAAAAAAPI/orPf6IdUDhM/s320/livro%2Bbartira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628237314809178034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Mabel Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleonor Silva é internada em um hospício após ter matado o marido. Neste local, ela escreve um livro, onde cada poesia é uma mulher e um mundo onde se precisa defender um gênero para não cair numa sexualidade que estigmatiza, fragiliza cada aspecto do ser diferenciado.&lt;br /&gt;Esta é a principal história que norteia o livro Noor em Nós, da artista e socióloga, Bartira Dias.  “O livro trata de esboços da vida de muitas mulheres subtraídas pela incoerência deste mundo capitalista”, explica a autora.&lt;br /&gt;O livro encontra-se a venda nas livrarias Arte e Ciência e na Cultura, na cidade de Fortaleza. Mas é possível adquiri-lo pelo correio. É só enviar um email para Bartira, no endereço bartira_albuquerque@yahoo.com.br e solicitar seu exemplar.&lt;br /&gt; O livro de Bartira Dias lembra a peça Hysteria, do grupo XIX de teatro da cidade de São Paulo. Na peça, que é baseada na pesquisa de documentos de hospícios femininos do século 19, quatro mulheres estão trancadas em um manicômio. São elas: M.J, Hercília, Clara e Maria Tourino. Esta última, assim como a personagem Eleonor Silva, também mata o marido após viver em uma relação de total submissão. Cada personagem conta uma história das mulheres do século 19 que eram encerradas em manicômios para “tratar de suas histerias”, que naquela época era considerada uma doença tipicamente feminina. Mas, se consultarmos o dicionário Aurélio hoje, encontraremos a seguinte definição da palavra histeria: “afecção mental cujos sintomas se baseiam em conversão, caracterizada por falta e controle sobre atos e emoções, ansiedade, sentido mórbido de autoconsciência, exagero do efeito de impressões sensoriais e por simulação de diversas doenças.”&lt;br /&gt;Vale a pena conhecermos a história destas mulheres e de suas loucuras para podermos compreendê-las, e assim exercitar a solidariedade entre nós. De fato. As mulheres loucas, podemos dizer, são as mais discriminadas na sociedade, pois sem consciência de seus atos, são isoladas do convívio social, pela família e pela sociedade em geral. Com as mudanças provocadas pela luta antimanicomial este quadro começa a mudar, porém o preconceito com a loucura continua existente. Neste aspecto, temos muito ainda a caminhar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-6338739288099573143?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/6338739288099573143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/07/livro-de-sociologa-trata-da-relacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6338739288099573143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6338739288099573143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/07/livro-de-sociologa-trata-da-relacao.html' title='Socióloga lança livro sobre mulheres e loucura'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zDxA3hKqsw8/ThuEBKTMp7I/AAAAAAAAAPI/orPf6IdUDhM/s72-c/livro%2Bbartira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-4778952776553911674</id><published>2011-07-01T15:59:00.001-07:00</published><updated>2011-07-11T16:13:19.044-07:00</updated><title type='text'>Os dois lados da mesma moeda</title><content type='html'>Por Mabel Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 25 de janeiro, o lutador e professor de jiu jitsu, Rufino Gomes, conhecido por “Morceguinho”, foi assassinado no bairro do Bessa. Poucos meses depois, as pessoas responsáveis pelo crime foram descobertas pela polícia. Três jovens, um empresário e dois estudantes de medicina, de classe média alta, brancos, que estavam foragidos até a presente data, quando se apresentaram a polícia na manhã desta sexta-feira (1º) e foram notificados oficialmente da acusação.&lt;br /&gt;Apesar de serem os autores e mentores do assassinato do professor, os rapazes vão responder ao processo em liberdade. O desembargador Leôncio Teixeira concedeu habeas corpus em favor dos mesmos. O motivo do crime?O mais torpe possível: por causa de briga em uma casa de show na cidade de Cabedelo. Rufino Gomes foi pego em uma emboscada e assassinado com três tiros da cabeça.&lt;br /&gt;É difícil entender como funciona o Judiciário brasileiro. Mas sei que a lei proporciona várias brechas para conseguir não ir para cadeia e responder a crimes em liberdade. Os juristas virão com outra conversa, mas sabemos muito bem como a banda toca. Principalmente, quando se tem dinheiro para se pagar bons advogados e quando se tem influência e “alguns conhecimentos”. Em alguns casos, quando é decretada e prisão de um acusado de um crime, que seja de classe média alta, ou ele morre, consegue fugir ou fica apenas alguns dias na prisão e logo em seguida é liberado.&lt;br /&gt;Casos como o do lutador de jiu jitsu existem aos montes na Paraíba e no Brasil. Um deles é o da estudante Aryane Thais, que foi assassinada há 3 anos, e até hoje, o principal suspeito de tê-la matado, seu namorado, estudante de Direito, Luis Paes, continua solto. Ele deve ir a júri popular, mas mesmo assim a data ainda nem foi marcada.&lt;br /&gt;Outra caso, também na Paraíba, foi da estudante Márcia Barbosa, que foi assassinada e o acusado do crime foi o ex-deputado, Aécio Pereira, já morto. Ele foi a júri popular, condenado, mas respondia ao processo em liberdade. Morreu poucos meses depois de ser condenado.&lt;br /&gt;Se os assassinos de “Morceguinho” fossem moradores de bairros carentes de João Pessoa com certeza estariam encarcerados. O julgamento? Nossa! Aconteceria muito tempo depois da prisão. Não é à toa que muitos permanecem anos esperando julgamento, dentro dos presídios. Quando conseguem pagar algum advogado tem até esperança de fazer com que o processo corra mais rápido. Quando não, dependem de um defensor/a público para poder ajudá-los. Sem falar nos casos em que existem acusações e prisões arbitrárias e inocentes pagam o preço pelos verdadeiros culpados.&lt;br /&gt;Em entrevista a um jornal de TV, a mãe de “Morceguinho”, disse que a família está destruída e que depois de tudo isto está difícil acreditar em Justiça. Será que precisa dizer mais alguma coisa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-4778952776553911674?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/4778952776553911674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/07/os-dois-lados-da-mesma-moeda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/4778952776553911674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/4778952776553911674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/07/os-dois-lados-da-mesma-moeda.html' title='Os dois lados da mesma moeda'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-4162129963593534069</id><published>2011-06-25T16:28:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T16:34:44.872-07:00</updated><title type='text'>Mulheres da Bahia se mobilizam para Marcha das Vadias</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MXELLlqnOpQ/TgZweqTEHiI/AAAAAAAAAPA/Meqyu8n4Jsg/s1600/marcha%2Bdas%2Bvadias.%2Bssa%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 305px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-MXELLlqnOpQ/TgZweqTEHiI/AAAAAAAAAPA/Meqyu8n4Jsg/s320/marcha%2Bdas%2Bvadias.%2Bssa%2B2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622304856871280162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Slut é um termo em inglês que significa “vagabunda”. Slut Walk é um movimento que foi iniciado em Toronto, no Canadá, em maio de 2011, depois que um policial, ao proferir uma palestra sobre segurança num campus universitário, argumentou que as estudantes deveriam evitar se vestir como vagabundas para não se tornarem alvo fácil de estupros.&lt;br /&gt;A partir disso, países como Argentina, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Holanda e Nova Zelândia realizaram a Slut Walk, como protesto à culpabilização feminina em casos de estupro. Aqui no Brasil o movimento ganhou o nome de “Marcha das Vadias” e já foi realizado em cidades como Juiz de Fora - MG, Brasília -DF, Natal-RN, Florianópolis – SC, São Paulo –SP e Recife -PE.&lt;br /&gt;Uma das marcas da Slut Walk ou Marcha das Vadias é a irreverência associada ao ativismo político. O movimento tem se configurado como importante espaço para a reivindicação de direitos sociais (mulheres, GLBTTI). As organizadoras e participantes defendem o uso do termo “slut” ou “vadia” como uma provocação.&lt;br /&gt;Agora chegou a vez de Salvador – BA. No dia 2 de julho (dia da independência da Bahia) vai acontecer a Marcha das Vadias. Nesta entrevista, algumas das organizadoras do movimento debatem as principais motivações da marcha.&lt;br /&gt;Esta entrevista foi concedida ao blog Operária das Ruínas, de Daniela Galdino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Operária das Ruínas – Como surgiu a idéia de realizar a Marcha das Vadias em Salvador? &lt;br /&gt;A Marcha é uma atividade que nasceu como instrumento para fazer enfrentamento à opressão contra mulheres a partir do episodio ocorrido em maio de 2011, no Canadá, e se espalhou por todo mundo. No Brasil. já vem ocorrendo em diversas capitais. E em Salvador, cidade em que o movimento social de mulheres é historicamente vanguarda na luta pelos direitos, não poderia deixar de lançar suas vozes. &lt;br /&gt;Assim, inicialmente foi mobilizado um evento no facebook da Marcha Daspu com Dendê (agendada para ocorrer na Ladeira da Montanha), que não aconteceu, pois ninguém compareceu. Depois disso, a militante Sista Katia teve a iniciativa de criar o evento e um grupo no facebook para organizar a Marcha das Vadias em Salvador. Chamou uma primeira reunião no Instituto de Geociências da UFBA, na qual compareceram Sista Katia, Sandra Muñoz, Rafaela Moreira, Paula Regina, Luana Peixoto, Leila Grave, quando ficou definida a data da Marcha para 02 de julho de 2011. &lt;br /&gt;Posteriormente, foram realizadas mais duas reuniões na Biblioteca Central dos Barris, quando prosseguimos encaminhando as demandas para a concretização da Marcha e cujas relatorias encontram-se postadas no referido grupo do Facebook, por Rafaela Moreira e Taisa Ferreira, respectivamente. Na segunda 27/06, às 18hs realizaremos a quarta reunião de organização da Marcha das Vadias de Salvador, na Biblioteca Central dos Barris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Operária das Ruínas – Quais são os principais objetivos da Marcha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denunciar a violência sofrida por mulheres, gays, transsexuais, bissexuais, idosas, meninas, crianças, adolescentes etc.&lt;br /&gt;Defender o respeito à liberdade sexual.&lt;br /&gt;Marcar que somos donas do nosso corpo e não objetos sexuais.&lt;br /&gt;Fazer reivindicações por políticas públicas para mulheres.&lt;br /&gt;Exigir políticas públicas que defendam e façam cumprir a Lei Maria da Penha.&lt;br /&gt;Exigir mudanças na legislação quanto aos crimes relacionados ao estupro. Afinal, as mulheres não podem ser apontadas como provocadoras do crime, como muitos defendem e legitimam. Portanto, é preciso conferir visibilidade a questão do estupro sofrido por mulheres do mundo inteiro. Questão essa que se configura como pauta importante do movimento feminista e de mulheres em geral, e que nunca foi tratada de forma séria na sociedade patriarcal e capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Operária das Ruínas – Conta com o apoio de instituições políticas, sociais e culturais? O movimento tem caráter institucional ou independente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As instituições são representadas por mulheres que estão participando do processo de construção da Marcha, como o NEIM/UFBA, LESBIBAHIA, VULVA LA VIDA, WENDOSALVADOR etc&lt;br /&gt;Mesmo pertencendo a entidades, estamos organizando a Marcha de forma independente, coletiva, democrática e transparente.&lt;br /&gt;Portanto, a Marcha das Vadias (em Salvador) é independente também por estar aberta as outras minorias sociais. Convidamos a participarem da marcha: mulheres, homens, crianças, gays, lésbicas, a sociedade baiana, que é contra todas as formas de violência contra a mulher e está cansada de ver as estatísticas de crime aumentarem e as políticas publicas não darem conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Operária das Ruínas – Quais as reivindicações priorizadas pela Marcha das Vadias, levando em conta o contexto soteropolitano, baiano, na defesa dos direitos femininos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Políticas públicas para mulheres;&lt;br /&gt;Descriminalização e legalização do aborto;&lt;br /&gt;Parto humanizado;&lt;br /&gt;Efetivação da Lei Maria da Penha;&lt;br /&gt;Reestruturação e ampliação da casa-abrigo;&lt;br /&gt;Ampliação do orçamento público para atender às mulheres;&lt;br /&gt;Estado Laico (liberdade de crença religiosa);&lt;br /&gt;Proteção às mulheres carcerárias;&lt;br /&gt;Inclusão do kit homofobia nas escolas;&lt;br /&gt;Educação com recorte de gênero para irmos desconstruindo o machismo.&lt;br /&gt;Estamos reivindicando, principalmente, o direito de decidirmos sobre os nossos corpos e sobre a nossa vida. De termos condições materiais, psicológicas, afetivas de sermos mulheres!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Operária das Ruínas – Questões polêmicas como a união homofóbica, a ldiscriminalização do aborto e da maconha são contempladas pelo Movimento Marcha das Vadias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Operária das Ruínas – Como as organizadoras do movimento entendem a “inversão de papéis” nos casos de estupro (e outras formas de violência), em que as mulheres, de vitimas, passam a ser taxadas como “provocadoras” das agressões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia da Marcha é denunciar este tipo de distorção, pois independente da roupa que a mulher use isso não pode ser utilizado como argumento para legitimar um ato criminoso como o estupro ou outras formas de violência, nem muito menos para desresponsabilizar o agressor que o comete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que: Marcha das Vadias ( Slutwalk Salvador). &lt;br /&gt;Quando: 02 de julho de 2011, as 08:00 horas.&lt;br /&gt;Onde: concentração no Largo da Lapinha, Salvador - BA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viemos anunciar que não somos apenas bunda e peito, &lt;br /&gt;Merecemos Respeito!!&lt;br /&gt;Mais informações: (endereço do evento no facebook).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta entrevista foi respondida coletivamente, com a participação de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandra Bunchaft- NEIM/UFBA&lt;br /&gt;Cristiane Melo &lt;br /&gt;Daniela Galdino - CEAO/UFBA, UNEB&lt;br /&gt;Daniela Nascimento - NEIM/UFBA.&lt;br /&gt;Paula Regina - Centro Acadêmico de Geografia/UFBA, Coletivo Contra Corrente&lt;br /&gt;Sandra Muñoz - LESBIBAHIA&lt;br /&gt;Sista Kátia - WENDOSALVADOR, VULVA LA VIDA&lt;br /&gt;Taisa Ferreira - Coletivo Kiu/ Associação Beco das Cores / NEIM – &lt;br /&gt;UFBA&lt;br /&gt;Wagner Pyter - Movimento Exu Tranca Ruas, Coisasprafazer Salvador, salvadorsobretrilhos.blogspot.com e MovimentoPopular.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-4162129963593534069?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/4162129963593534069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/06/slut-e-um-termo-em-ingles-que-significa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/4162129963593534069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/4162129963593534069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/06/slut-e-um-termo-em-ingles-que-significa.html' title='Mulheres da Bahia se mobilizam para Marcha das Vadias'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MXELLlqnOpQ/TgZweqTEHiI/AAAAAAAAAPA/Meqyu8n4Jsg/s72-c/marcha%2Bdas%2Bvadias.%2Bssa%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-5265997702654138301</id><published>2011-06-23T08:50:00.001-07:00</published><updated>2011-06-23T08:55:29.000-07:00</updated><title type='text'>Sentença às avessas: quem se responsabiliza pelo discurso de Anacleto?!</title><content type='html'>por Janaine Aires*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comentários de Anacleto Reinaldo, em geral, causam perplexidade àqueles que adotam um mínimo de criticidade ao assisti-lo. Na última sexta-feira (17), no entanto, a perplexidade abriu espaço para uma veemente preocupação. &lt;br /&gt;A adolescente Andreza, de 13 anos, havia sido assassinada na comunidade onde vive. O cenário da matéria de Vinicius Henriques era a comunidade do Tieta no bairro do Geisel, em João Pessoa. Andreza estava morta no quintal de uma casa recuperada pelo programa "Minha Casa, nossa cidade", que não era sua, mas que no desespero de uma emboscada ela recorreu para se proteger.&lt;br /&gt;O repórter retratou a situação de seu trabalho, salientando o silêncio dos policiais. Já que desde que Ricardo Coutinho assumiu o governo do Estado, alguns setores da polícia evitam fornecer informações para a imprensa.Esta diretriz política merece, sem dúvidas, uma profunda reflexão a parte, mas já é possível adiantar que ela, de certo modo, imprimiu uma nova rotina no jornalismo policial. Calados, os policiais contribuíram mesmo que sem querer para que, sem a "fala oficial", a equipe de reportagem Se dispusesse a contatar outras fontes.&lt;br /&gt;Ao contrário do silêncio costumeiro, duas pessoas não identificadas toparam falar sobre a menina. A primeira a falar sobre Andreza disse conhecê-la 'de vista', mas garantiu que ela era uma adolescente normal. Depois de um apelo insistente do microfone da TV Arapuan e do coadjuvante microfone da TV Tambaú às amigas de Andreza que choravam abraçadas e buscavam, uma no corpo da outra, um mínimo de privacidade, respeito e amparo, o repórter foi correspondido por um morador da comunidade. Foi a vez dele de dizer: 'Andreza era uma menina normal como estas duas que estão chorando por ela'. O morador acrescentou o lugar onde a menina morava e disse conhecer a sua mãe, 'que mora na rua principal', pressupôs que 'ela devia estar na hora e no lugar errado para ter sido assassinada'. O fato de que alguns moradores se dispuseram a falar, em grande medida, já pode ser um pressuposto de que, no ambiente em que vive Andreza não representa uma ameaça à comunidade.&lt;br /&gt;Aqui, cabe um parênteses. De modo geral, os jornalistas e os policiais costumam lidar com o silêncio da comunidade quando acontecem casos de assassinato de pessoas que dentro daquele espaço representam medo ou detém certo poder. Além de também ser resposta da comunidade à mídia, que costumeiramente veicula um retrato sanguinolento da periferia, o silêncio dos moradores já evidencia o distanciamento que eles querem ter daquela realidade. No caso de Andreza, aconteceu o contrário. As pessoas se dispuseram a falar sobre ela.&lt;br /&gt;Seguindo a 'cerimônia', a morte da adolescente segue para a sentença de Anacleto. Como se estivesse em um tribunal e mesmo sem aqueles arrodeios da justiça, Anacleto é pago para dar sua sentença.&lt;br /&gt;Ele começa com uma piadinha: 'É... a Tieta do Agreste'. &lt;br /&gt;Inicialmente, há um lamento: 'Mais uma menina jovem que morre, rapaz... '; &lt;br /&gt;Depois é que vem a sentença: 'É isso mesmo, vai se meter com quem não presta. Olha o que dá'. &lt;br /&gt;'A mãe chorando do outro lado, que coisa'.&lt;br /&gt;'Isto dai, são as más compainhas, vai se meter com cabra safado, maconheiro fedorento, é nisso que dá'. &lt;br /&gt;'por isso que eu digo, você que é pobre e vai parir - Anacleto se acocora e faz um gesto ilustrativo de que está parindo algo, de parto normal - , pegue o seu menino e leve para uma creche para não acabar como essa dai'.&lt;br /&gt;'Coloque em uma creche para não crescer e virar uma rapariguinha pequena ou um maconheirozinho fedorento'.'ladrão-safado, viado-maconheiro'.&lt;br /&gt;'Tem que estar do lado para disciplinar, para colocar rédeas, para não permitir que os filhos se envolvam com que não presta'. &lt;br /&gt;Para complementar seus conselhos, Anacleto apela para as autoridades públicas. Segundo ele, o governo tem investir no planejamento familiar e evitar que os pobres  procriem. O apresentador atribui ao Programa de distribuição de renda - Bolsa Família, a alcunha de 'Bolsa Vagina'. Já que, como alguns setores da sociedade, crê na perspectiva que o programa incentiva os cidadãos, através da remuneração mensal, a terem filhos. &lt;br /&gt;Até aqui, preferi adotar um tom 'descritivo' do que permanece na minha memória. O programa não foi veiculado na internet. A preocupação, a qual me referi no início do texto, entre outros fatores, está na falta de conexão entre o teor da matéria e o que Anacleto falou. Mesmo que houvesse esta conexão, a preocupação resistiria. &lt;br /&gt;Andreza é uma vítima, foi assassinada, teve seu corpo exposto na televisão e mesmo assim, optou-se por culpá-la, enquadrá-la em uma categoria social, criada ao bel-prazer do apresentador, de 'rapariguinha pequena', apresentar aquele assassinato como um castigo ao seu aparente comportamento. Este fato demonstra a falta de sensibilidade da abordagem. Tive a impressão de que o Apresentador não assistiu a matéria e aplicou um esquema já estabelecido para analisar casos de garotas assassinadas. A preocupação se estende e se fortalece. É preciso recusar esta maneira de narrar, descrever e registrar a história da nossa periferia. &lt;br /&gt;É preciso estar atento ao teor 'higienizante' presente na fala de Anacleto, 'levar para uma creche para ser criado por terceiros' é apostar que a violência está ligada diretamente à pobreza, é apostar que é preciso esterilizar os pobres. E esta é a chave explicativa inerente também ao comportamento daqueles que saem de casa para tocar fogo em mendigos ou para esfaquear travestis, por exemplo.&lt;br /&gt;É preciso questionar esta dinâmica, que não foi criada por Anacleto e não se resume a ele. Mas que é sustentada por uma aposta jornalística, que está incluída em um esquema de competição com outros produtos do gênero. O discurso do Chumbo Grosso representa uma equipe, as pessoas que assinam aquele produto, que assistem e, também, aqueles que patrocinam. Todos eles precisam ser responsabilizados também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Janaine Aires é jornalista e estudante de Relações Internacionais.É membro do Observatório da Mídia Paraibana e militante do Coletivo COMjunto de Comunicadores Sociais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-5265997702654138301?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/5265997702654138301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/06/sentenca-as-avessas-quem-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/5265997702654138301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/5265997702654138301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/06/sentenca-as-avessas-quem-se.html' title='Sentença às avessas: quem se responsabiliza pelo discurso de Anacleto?!'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-771704370503634502</id><published>2011-06-14T07:06:00.000-07:00</published><updated>2011-06-14T07:07:36.750-07:00</updated><title type='text'>Porque os jornalistas estão adoecendo mais?</title><content type='html'>Por Elaine Tavares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O psicólogo, professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Heloani, conseguiu levantar um perfil devastador sobre como vivem os jornalistas e por que adoecem. O trabalho ouviu dezenas de profissionais de São Paulo e Rio de Janeiro, a partir do método de pesquisa quantitativo e qualitativo, envolvendo profissionais de rádio, TV, impresso e assessorias de imprensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Heloani, a mídia é um setor que transforma o imaginário popular, cria mitos e consolida inverdades. Uma delas diz respeito à própria visão do que seja o jornalista. Quem vê a televisão, por exemplo, pode criar a imagem deformada de que a vida do jornalista é de puro glamour. A pesquisa de Roberto tira o véu que encobre essa realidade e revela um drama digno de Shakespeare. Deixa claro que, assim como a absoluta maioria é completamente apaixonada pelo que faz, ao mesmo tempo está em sofrimento pelo que faz, o que na prática quer dizer que, amando o jornalismo, eles não se sentem fazendo esse jornalismo que amam, sendo obrigados a realizar outra coisa, a qual odeiam. Daí a doença!&lt;br /&gt;Um dado interessante da pesquisa é que a maioria do pessoal que trabalha no jornalismo é formada por mulheres e, entre elas, a maioria é solteira, pelo simples fato de que é muito difícil encontrar um parceiro que consiga compreender o ritmo e os horários da profissão. Nesse caso, a solidão e a frustração acerca de uma relação amorosa bem sucedida também viram foco de doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento da multifunção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heloani percebeu que as empresas de comunicação atualmente tendem a contratar pessoas mais jovens, provocando uma guerra entre gerações dentro das empresas. Como os mais velhos não tem mais saúde para acompanhar o ritmo frenético imposto pelo capital, os patrões apostam nos jovens, que ainda tem saúde e são completamente despolitizados. Porque estão começando e querem mostrar trabalho, eles aceitam tudo e, de quebra, não gostam de política ou sindicato, o que provoca o enfraquecimento da entidade de luta dos trabalhadores. "Os patrões adoram porque eles não dão trabalho."&lt;br /&gt;Outro elemento importante desta "jovialização" da profissão é o desaparecimento gradual do jornalismo investigativo. Como os jornalistas são muito jovens, eles não têm toda uma bagagem de conhecimento e experiência para adentrar por estas veredas. Isso aparece também no fato de que a procura por universidades tradicionais caiu muito. USP, Metodista ou Cásper Líbero (no caso de São Paulo) perdem feio para as "uni", que são as dezenas de faculdades privadas que assomam pelo país afora. "É uma formação muitas vezes sem qualidade, o que aumenta a falta de senso crítico do jornalista e o torna mais propenso a ser manipulado." Assim, os jovens vão chegando, criando aversão pelos "velhos", fazendo mil e uma funções e afundando a profissão.&lt;br /&gt;Um exemplo disso é o aumento da multifunção entre os jornalistas mais novos. Eles acabam naturalizando a ideia de que podem fazer tudo, filmar, dirigir, iluminar, escrever, editar, blogar etc... A jornada de trabalho, que pela lei seria de cinco horas, nos dois estados pesquisados não é menos que 12 horas. Há um excesso vertiginoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doença é consequência natural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os mais velhos, além da cobrança diária por "atualização e flexibilidade", há sempre o estresse gerado pelo medo de perder o emprego. Conforme a pesquisa, os jornalistas estão sempre envolvidos com uma espécie de "plano B", o que pode causa muitos danos a saúde física e mental. Não é sem razão que a maioria dos entrevistados não ultrapasse a barreira dos 20 anos na profissão. "Eles fatalmente adoecem, não aguentam."&lt;br /&gt;O assédio moral que toda essa situação causa não é pouca coisa. Colocados diante da agilidade dos novos tempos, da necessidade da multifunção, de fazer milhares de cursos, de realizar tantas funções, as pessoas reprimem emoções demais, que acabam explodindo no corpo. "Se há uma profissão que abraçou mesmo essa ideia de multifunção foi o jornalismo. E aí, o colega vira adversário. A redação vive uma espécie de terrorismo às avessas."&lt;br /&gt;Conforme Heloani, esta estratégia patronal de exigir que todos saibam um pouco de tudo nada mais é do que a proposta bem clara de que todos são absolutamente substituíveis. A partir daí o profissional vive um medo constante, se qualquer um pode fazer o que ele faz, ele pode ser demitido a qualquer momento. "Por isso os problemas de ordem cardiovascular são muito frequentes. Hoje, Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) e o fenômeno da morte súbita começam a aparecer de forma assustadora, além da sistemática dependência química".&lt;br /&gt;O trabalho realizado por Roberto Heloani verificou que, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, 93% dos jornalistas já não tem carteira assinada ou contrato. Isso é outra fonte de estresse. Não bastasse a insegurança laboral, o trabalhador ainda é deixado sozinho em situações de risco nas investigações e até na questão judicial. Premidos por toda essa gama de dificuldades, os jornalistas não têm tempo para a família, não conseguem ler, não se dedicam ao lazer, não fazem atividades físicas, não ficam com os filhos. Com este cenário, a doença é consequência natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformados em sócios-cotistas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista ganha muito mal, vive submetido a um ambiente competitivo ao extremo, diante de uma cotidiana falta de estrutura e ainda precisa se equilibrar na corda bamba das relações de poder dos veículos. No mais das vezes, estes trabalhadores não têm vida pessoal e toda a sua interação social só se realiza no trabalho. Segundo Heloani, 80% dos profissionais pesquisados tem estresse e 24,4% estão na fase da exaustão, o que significa que de cada quatro jornalistas, um está prestes a ter de ser internado num hospital por conta da carga emocional e física causada pelo trabalho.&lt;br /&gt;Doenças como síndrome do pânico, angústia e depressão são recorrentes e há os que até pensam em suicídio para fugir desta tortura, situação mais comum entre os homens. O resultado deste quadro aterrador, ao ser apresentado aos jornalistas, levou a uma conclusão óbvia. As saídas que os jornalistas encontram para enfrentar seus terrores já não podem mais ser individuais. Elas não dão conta, são insuficientes.&lt;br /&gt;Para Heloani, mesmo entre os jovens, que se acham indestrutíveis, já se pode notar uma mudança de comportamento na medida em que também vão adoecendo por conta das pressões. "As saídas coletivas são as únicas que podem ter alguma eficácia", diz ele. Quanto a isso, o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, Rubens Lunge, não tem dúvidas. "É só amparado pelo sindicato, em ações coletivas, que os jornalistas encontrarão forças para mudar esse quadro."&lt;br /&gt;Rubens conta da emoção vivida por uma jornalista na cidade de Sombrio, no interior do estado, quando, depois de várias denúncias sobre sobrecarga de trabalho, ele apareceu para verificar. "Ela chorava e dizia, `Não acredito que o sindicato veio´. Pois o sindicato foi e sempre irá porque só juntos podemos mudar tudo isso." Rubens ainda lembra dos famosos pescoções, praticados por jornais de Santa Catarina, que levam os trabalhadores a se internarem nas empresas por quase dois dias, sem poder ver os filhos, submetidos a pressão, sem dormir. "Isso sem contar as fraudes, como as de alguns jornais catarinenses que não têm qualquer empregado. Todos são transformados em sócios-cotistas. Assim, ou se matam de trabalhar, ou não recebem um tostão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: o estudo foi apresentado em 2010 durante Congresso Estadual dos Jornalistas de Santa Catarina&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-771704370503634502?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/771704370503634502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/06/porque-os-jornalistas-estao-adoecendo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/771704370503634502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/771704370503634502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/06/porque-os-jornalistas-estao-adoecendo.html' title='Porque os jornalistas estão adoecendo mais?'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-3718416934547963082</id><published>2011-06-11T16:55:00.000-07:00</published><updated>2011-06-11T16:57:02.798-07:00</updated><title type='text'>Campina Grande sedia Colóquio de Gênero e Sexualidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Hf_v8QcirRo/TfQAdU9moVI/AAAAAAAAAOw/KKtcT0QgR9A/s1600/logo%2Bcoloquio.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 165px; height: 70px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Hf_v8QcirRo/TfQAdU9moVI/AAAAAAAAAOw/KKtcT0QgR9A/s320/logo%2Bcoloquio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617115139081150802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade de Campina Grande (PB) sedia, a partir desta terça-feira (14), o VII Colóquio Nacional de Representações de Gênero e de Sexualidade, evento que está sendo promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura e Interculturalidade da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Conforme os organizadores, o objetivo central do Colóquio é propiciar a troca de conhecimentos em áreas multidisciplinares, em especial Literatura, Teoria da Literatura, Crítica Literária, Linguística, Cinema, História, Sociologia, Comunicação e Educação com a finalidade de levar, não só aos professores universitários como também aos mestrandos, doutorandos e alunos dos cursos de graduação, propostas teóricas vigentes e atualizadas no cruzamento de saberes nas áreas em questão, como também estimular e desenvolver a troca de conhecimentos entre professores/as e alunos/as a partir das conferências oferecidas e refletir sobre os lugares dos estudos de gênero e de sexualidades nas agendas contemporâneas. O Colóquio, que vai acontecer nos turnos da manhã e tarde, nos auditórios do CEDUC e do Departamento de Letras da UEPB, contará com espaço para divulgação de pesquisas realizadas no País nas referidas áreas do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A programação está bastante atraente, com debates, mesas redondas e grupos de trabalho, que perpassam os campos da literatura afro-brasileira e africana; erotismo; artes e cultura; religião e mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para maiores informações, acesse o site: www.genero2011.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-3718416934547963082?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/3718416934547963082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/06/campina-grande-sedia-coloquio-de-genero.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/3718416934547963082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/3718416934547963082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/06/campina-grande-sedia-coloquio-de-genero.html' title='Campina Grande sedia Colóquio de Gênero e Sexualidade'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Hf_v8QcirRo/TfQAdU9moVI/AAAAAAAAAOw/KKtcT0QgR9A/s72-c/logo%2Bcoloquio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-1326924338363246064</id><published>2011-06-08T09:55:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T09:56:24.777-07:00</updated><title type='text'>Ativistas fazem manifestação esta quinta contra novo código florestal</title><content type='html'>Ativistas e militantes de movimentos sociais, sindicalistas, estudantes, ambientalistas,  e ONG´s realizarão nessa quinta-feira(09/06) pela manhã ´(10:00h)um ato em defesa da vida e contra o “novo” código florestal. O evento ocorre depois  de uma intensa batalha na câmara dos deputados federais, resultando na aprovação do texto do novo código. Segundo Igor Angelis, do centro acadêmico de biologia da UFPB, o texto que agora segue para o senado, caso seja aprovado em definitivo, além de estimular o desmatamento e a impunidade é um atentado contra as futuras gerações.” Nossos filhos e netos cobrarão de nós, porque vocês deixaram que isso acontesse?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com os organizadores a partir das 10:00, os manifestantes se concentrarão em dois pontos diferentes. O primeiro grupo na Avenida Pedro II, em frente ao Hemocentro da Paraíba, o segundo na entrada principal da UFPB. Ás 11:00h os manifestantes vestidos de preto ou verde, seguem em caminhada até o IBAMA(na mata do Buraquinho)onde farão  panfletagem e distribuição de mudas para população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Saulo Dantas, do movimento dos trabalhadores rurais sem terra-MST, “é preciso haver muita pressão popular, muita gente na rua, pra evitar mais violência no campo,pois esse novo código florestal, mal foi aprovado já é responsável por cinco mortes” se referindo aos cinco assassinatos recentes ocorridos na região norte. Ambientalistas e militantes foram assassinados ao denunciar a exploração ilegal de madereiras e carvoarias na região.  Foram eles:Herenilton Pereira dos Santos, do casal de ambientalistas Maria do Espírito Santo da Silva e José Cláudio Ribeiro da Silva, bem como do Adelino Ramos, presidente do Movimento Camponeses Corumbiara, e do Marcos Gomes da Silva em Eldorado dos Carajás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contatos: Gleyson Ricardo – Assembleia Popular 88255680, Igor Angelis -CA de Biologia 88841951/96434897&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-1326924338363246064?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/1326924338363246064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/06/ativistas-fazem-manifestacao-esta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/1326924338363246064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/1326924338363246064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/06/ativistas-fazem-manifestacao-esta.html' title='Ativistas fazem manifestação esta quinta contra novo código florestal'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-7542089471835020238</id><published>2011-06-01T17:07:00.000-07:00</published><updated>2011-06-01T17:10:13.437-07:00</updated><title type='text'>Nota sobre os assassinatos de trabalhadores rurais e lideranças ambientalistas na Região Amazônica</title><content type='html'>A Relatoria do Direito à Terra, ao Território e à Alimentação da Plataforma Dhesca Brasil e as organizações e movimentos que abaixo subscrevem manifestam indignação e pesar ante a execução sumária dos trabalhadores rurais ADELINO RAMOS, HERENILTON PEREIRA DOS SANTOS, JOSÉ CLÁUDIO RIBEIRO DA SILVA e da trabalhadora rural MARIA DO ESPÍRITO SANTO SILVA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      As execuções sumárias e a grave situação geral de violações de direitos humanos na região Amazônica impõem o dever de atuação rápida e eficaz do Estado. Essa intervenção deve coibir novos assassinatos, investigar e punir os responsáveis pelos crimes e efetivar estruturantes políticas públicas de direitos humanos que busquem a realização de direitos humanos econômicos, sociais, culturais e ambientais.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      JOSÉ CLÁUDIO RIBEIRO DA SILVA e a trabalhadora rural MARIA DO ESPÍRITO SANTO SILVA atuavam como defensores de direitos humanos e tinham como principal bandeira de luta a democratização do acesso à terra e a preservação dos recursos naturais localizados na reserva extrativista do Assentamento Praia Alta Piranheira (Pará). Impressiona, ainda, que HERENILTON PEREIRA DOS SANTOS, testemunha do homicídio de Maria e José, também foi assassinado na mesma região, poucos dias após o primeiro crime.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     José e Maria já eram ameaçados há longo tempo, sendo essas denúncias feitas às autoridades competentes que, por sua vez, não atuaram eficazmente para garantir o direito à vida. Mesmo após o assassinato de José e Maria, o Estado não foi capaz de garantir a vida das pessoas da região e o assassinato de Herenilton é a prova da ineficácia da ação do Estado. Dada a intensa situação de vulnerabilidade dos defensores de direitos humanos da Amazônia e a impunidade recorrente na região, não se pode descartar de plano uma vinculação entre os homicídios, sendo imperativa a realização de uma investigação rápida, eficaz e desvinculada dos interesses econômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe ressaltar que o projeto agroextrativista Praia Alta Piranheira, ao qual José Cláudio e Maria do Espírito Santo faziam parte, é um dos três modelos dos chamados assentamentos sustentáveis de reforma agrária, adotados pelo INCRA na Amazônia. Um projeto que visa garantir o sustento das famílias, evitando a devastação da floresta e conseqüente extração ilegal de madeiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      ADELINO RAMOS, sobrevivente do massacre de Corumbiara, foi assassinado em Vista Alegre do Abunã, na região da Ponta de Abunã, município de Porto Velho (Rondônia). Adelino era reconhecido defensor de direitos humanos e atuava pela criação de assentamento de trabalhadores rurais, bem como denunciava ações ilegais de devastação ambiental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      É preocupante o fato destas execuções contra trabalhadores rurais defensores de direitos humanos ocorrerem no mesmo período que a Câmara dos Deputados aprovou mudanças no Código Florestal, cujo texto enfraquece os mecanismos de preservação do meio ambiente, a luta pela conservação dos recursos naturais e pela democratização do acesso à terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Episódios graves e em sequência, como os constatados, merecem uma continua apuração e presença da Polícia Federal na região, a fim de assegurar maior rigidez na investigação, além de garantir a segurança dos moradores e comunidades. É notório que as estruturas do Estado são precárias nestas regiões, onde ocorrem violações a direitos relacionados à terra, ao território e ao meio ambiente. A possibilidade de federalização destes casos é uma alternativa a ser apreciada, na perspectiva de conceber um julgamento isento de possíveis pressões locais e que concretize a justiça em uma região marcada pela impunidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Diante destes assassinatos de trabalhadores rurais e lideranças ambientalistas na Região Norte do país, e sob o receio de que estas ações se tornem mais freqüentes, a Relatoria de Direito à Terra, ao Território e à Alimentação e as organizações e movimentos de direitos humanos, vêm por meio desta nota, solicitar a rigorosa apuração destes fatos, com medidas concretas por parte das autoridades competentes garantindo a proteção das pessoas ainda sob ameaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Por fim, ressaltamos a compreensão de que as violações de direitos humanos só cessarão quando assegurada a democratização do acesso à terra e garantia de acesso aos recursos naturais pelo povo da região.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;SÉRGIO SAUER&lt;br /&gt;Relator do Direito à Terra, ao Território e à Alimentação da Plataforma Dhesca Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fone: (61) 9982 6303 – sauer.sergio@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GLADSTONE LEONEL DA SILVA JÚNIOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assessor da Relatoria do Direito à Terra, ao Território e à Alimentação da Plataforma Dhesca &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fone: (61) 8255 2835 - gleoneljr@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORGANIZAÇÕES E MOVIMENTOS QUE ADEREM À NOTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABONG – Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGB – Associação dos Geógrafos Brasileiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMAR – Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária/PR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos da Terra Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APROMAC – Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte/PR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASSESOAR – Associação de Estudos Orientação e Assistência Rural/PR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Associação Movimento Paulo Jackson - Ética, Justiça, Cidadania&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Associação Multiplicadoras de Cidadania Flor de Lótus de Nova Friburgo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASW – Ação Mundo Solidário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centro da Mulher 8 de Março&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centro de Referência do Movimento da Cidadania pelas águas, montanhas e florestas Iterei Iguassu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CIMI – Conselho Indigenista Missionário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centro de Promoção da Cidadania e Defesa dos Direitos Humanos Pe. Josimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centro Burnier Fé e Justiça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CEPEDES – Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul/BA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coletivo de Mulheres Ana Montenegro/AP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caetité/BA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comissão Pró-Índio de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comitê Metropolitano do Movimento Xingu Vivo para Sempre – Belém/PA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curso de Especialização em Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial do Semiárido Brasileiro do Centro de Formação de Professores/UFRB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FASE/BA – Solidariedade e Educação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FASE Nacional – Solidariedade e Educação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FLEC – Frente de Lutas de Cáceres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fórum Carajás/MA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fórum de Mulheres de Imperatriz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fórum de Mulheres Maranhenses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabinete do Vereador João Alfredo (Fortaleza/CE)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GEDMMA/UFMA – Grupo de Estudos Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GPEA/UFMT – Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupo Raízes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GT Ambiente – Associação dos Geógrafos Brasileiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GT de Agrária – Associação dos Geógrafos Brasileiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IAMAS – Instituto Amazônia Sustentável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IJA – Instituto Justiça Ambiental&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IMAIS – Instituto Mulher e Saúde/BA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituto Búzios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituto Caracol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituto Humanitas/PA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituto Terramar/CE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça Global&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEB – Movimento de Educação de Base&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Missionários Combonianos Brasil Nordeste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MMC – Movimento das Mulheres Camponesas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observatório da Mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observatório de Favelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rede Alerta contra o Deserto Verde/RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rede Brasileira de Justiça Ambiental&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rede FAOR – Fórum da Amazônia Oriental&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rede Justiça nos Trilhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relatoria do Direito à Cidade da Plataforma Dhesca Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relatoria do Direito à Saúde Sexual e Reprodutiva da Plataforma Dhesca Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relatoria do Direito ao Meio Ambiente da Plataforma Dhesca Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REMTEA – Rede Mato-grossense de Educação Ambiental&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RENANOSOMA – Rede de pesquisas em nanotecnologia, sociedade e meio ambiente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SMDH – Sociedade Maranhense de Direitos Humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sociedade Fé e Vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra de Direitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terrae – Organização da Sociedade Civil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TOXISPHERA – Associação de Saúde Ambiental/PR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UNIPOP – Instituto Universidade Popular&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-7542089471835020238?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/7542089471835020238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/06/nota-sobre-os-assassinatos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/7542089471835020238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/7542089471835020238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/06/nota-sobre-os-assassinatos-de.html' title='Nota sobre os assassinatos de trabalhadores rurais e lideranças ambientalistas na Região Amazônica'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-2536533690181101204</id><published>2011-05-27T10:34:00.000-07:00</published><updated>2011-05-27T10:54:53.439-07:00</updated><title type='text'>Jornalista recebe homenagem em Itabaiana</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jgQ8-4FI3_s/Td_lIYkkZwI/AAAAAAAAAOk/XovisnVkULc/s1600/fotos_ferias2010_ssa%2B203.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-jgQ8-4FI3_s/Td_lIYkkZwI/AAAAAAAAAOk/XovisnVkULc/s320/fotos_ferias2010_ssa%2B203.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611455592924473090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fabiana Veloso e sua filha Júlia (foto: Dalmo Oliveira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jornalista Fabiana Veloso é uma das homenageadas neste sábado, 28, do Prêmio Leonilla Almeida, na cidade de Itabaiana. A indicação foi feita pela Sociedade Amigos da Rainha do Vale do Paraíba "em reconhecimento às mulheres que tenham um trabalho voltado para a cidadania e pela defesa dos ditames da democracia e direitos humanos".&lt;br /&gt;Veloso é jornalista formada pela UFPB desde de 1996 e atuou por vários anos no fotojornalismo paraibano. Atualmente ela é coordenadora de Comunicação da Associação Brasileira da Radiodifusão Comunitária na Paraíba (ABRAÇO-PB) e coordenadora-geral da Associação Cultural Posse Nova República, na capital paraibana.&lt;br /&gt;Ex-diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba, Fabiana também atuou em teatro amador e é membro da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD) na Paraíba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-2536533690181101204?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/2536533690181101204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/05/jornalista-recebe-homenagem-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/2536533690181101204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/2536533690181101204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/05/jornalista-recebe-homenagem-em.html' title='Jornalista recebe homenagem em Itabaiana'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jgQ8-4FI3_s/Td_lIYkkZwI/AAAAAAAAAOk/XovisnVkULc/s72-c/fotos_ferias2010_ssa%2B203.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-9012854597315380985</id><published>2011-05-26T17:59:00.000-07:00</published><updated>2011-05-26T18:07:25.067-07:00</updated><title type='text'>Eduardo Galeano analisa as manifestações dos jovens na Espanha e afirma: "Dois séculos de conquistas estão sendo jogados no lixo"</title><content type='html'>Em entrevista à Televisão da Catalunha, o escritor uruguaio Eduardo Galeano fala sobre as mobilizações que levaram milhares de jovens para as ruas de diversas cidades espanholas nos últimos dias. "Esse é um dos dramas do nosso tempo. Dois séculos de lutas operárias que conquistaram direitos muito importantes para a classe trabalhadora, estão sendo jogados na lata de lixo por governos que obedecem à uma tecnocracia que se julga eleita pelos deuses para governar o mundo. É uma espécie de governo dos governos, como este senhor que agora parece que se dedica a violar camareiras, mas antes violava países e era aplaudido por isso", diz Galeano, em referência ao abuso sexual praticado pelo presidente do FMI, Frederic Strauss Kan, contra uma camareira do hotel onde ele estava hospedado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em entrevista ao programa "Singulars", da Televisão da Catalunha (TV3), o escritor uruguaio Eduardo Galeano falou sobre as manifestações dos últimos dias que levaram milhares de jovens para as ruas de diversas cidades espanholas. Galeano esteve em Madri e pode presenciar ao vivo as mobilizações na Porta do Sol. Senhora das Palavras disponibiliza abaixo a entrevista concedida ao jornalista Jaume Barberà e destacamos alguns trechos da fala de Galeano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há hoje em quase toda a América Latina um problema visível e preocupante que é o divórcio entre os jovens, as novas gerações, e o sistema político, o sistema de partidos vigente. Eu não reduziria a política à atividade dos partidos, por que ela vai muito mais além, mas isso é preocupante mesmo assim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nas últimas eleições chilenas, por exemplo, 2 milhões de jovens não votaram. E não votaram porque não se deram ao trabalho de fazer o registro eleitoral. Suponho que a maioria não fez o registro por que não acredita nisso. E me parece que isso não é culpa dos jovens. Neste sentido, gostei muito de ter presenciado essas manifestações que tive oportunidade de ver na Porta do Sol".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um dos lemas que ouvi era 'com causa e sem casa', o que é muito revelador da situação atual. Muitos daqueles jovens ficaram sem casa e sem trabalho. Isso deve ser levado em conta. Esse é um dos dramas do nosso tempo. Dois séculos de lutas operárias que conquistaram direitos muito importantes para a classe trabalhadora, estão sendo jogados na lata de lixo por governos que obedecem à uma tecnocracia que se julga eleita pelos deuses para governar o mundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É uma espécie de governo dos governos, como este senhor que agora parece que se dedica a violar camareiras, mas antes violava países e era aplaudido por isso. É essa estrutura de poder, muitas vezes invisível, que de fato manda. Por isso, quando se consegue aglutinar vozes capazes de dizer 'basta' a primeira coisa a fazer é ouvi-las com respeito, sem desqualificá-las de antemão e saber esperar. Esses jovens não parecem esperar ordens de ninguém. Agem espontaneamente, aliando razão à emoção. Como vai acabar isso? Não sei. Talvez acabe logo, talvez não. Vamos ver".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O mundo está preso em um sistema de valores que coloca o êxito acima de todas as virtudes. Ele é uma fonte de virtudes. Em troca, condena o fracasso. Perder é o único pecado para o qual, no mundo de hoje, não há redenção. Estamos condenados a ganhar ou ganhar. Os dois homens mais justos da história da humanidade, Sócrates e Jesus, morreram condenados pela Justiça. Os mais justos foram condenados pela Justiça. E nos deixaram coisas muito importantes como amor e coragem".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-9012854597315380985?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/9012854597315380985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/05/eduardo-galeano-analisa-as.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/9012854597315380985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/9012854597315380985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/05/eduardo-galeano-analisa-as.html' title='Eduardo Galeano analisa as manifestações dos jovens na Espanha e afirma: &quot;Dois séculos de conquistas estão sendo jogados no lixo&quot;'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-7674492280766091972</id><published>2011-05-26T17:34:00.000-07:00</published><updated>2011-05-26T17:40:12.707-07:00</updated><title type='text'>A história se repete: defensores da floresta amazônica são executados em emboscada</title><content type='html'>Hoje, 24 de maio de 2011, foram assassinados nossos companheiros, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assentados no Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna – PA. Os dois foram emboscados no meio da estrada por pistoleiros, executados com tiros na cabeça, tendo Zé Claúdio a orelha decepada e levada pelos seus assassinos provavelmente como prova do “serviço realizado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camponeses e líderes dos assentados do Projeto Agroextratista, Zé Cláudio e Maria do Espírito Santo (estudante do Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA), foram o exemplo daquilo que defendiam como projeto coletivo de vida digna e integrada à biodiversidade presente na floresta. Integrantes do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), ONG fundada por Chico Mendes, os dois viviam e produziam de forma sustentável no lote de aproximadamente 20 hectares, onde 80% era de floresta preservada. Com a floresta se relacionavam e sobreviviam do extrativismo de óleos, castanhas e frutos de plantas nativas, como cupuaçu e açaí. No projeto de assentamento vivem aproximadamente 500 famílias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A denúncia das ameaças de morte de que eram alvo há anos alcançaram o Estado Brasileiro e a sociedade internacional. Elas apontavam seus algozes: madeireiros e carvoeiros, predadores da natureza na Amazônia. Nem por isso, houve proteção de suas vidas e da floresta, razão das lutas de José Cláudio e Maria contra a ação criminosa de exploradores capitalistas na reserva agroextrativista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tamanha nossa tristeza! Desmedida nossa revolta! A história se repete! Novamente camponeses que defendem a vida e a construção de uma sociedade mais humana e digna são assassinados covardemente a mando daqueles a quem só importa o lucro: MADEREIROS e FAZENDEIROS QUE DEVASTAM A AMAZÔNIA.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATÉ QUANDO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse a ameaça ser um martírio a torturar aos poucos mentes e corações revolucionários, ainda temos de presenciar sua concretude brutal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse tanto sangue escorrendo pelas mãos de todos que não se incomodam com a situação que vivemos, ainda precisamos ouvir as autoridades tratando como se o aqui fosse distante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse que nossos homens e mulheres de fibra fossem vistos com restrição, ainda continuaremos abrindo nossas portas para que os corruptos sejam nossos lideres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse tanta dificuldade de fazer acontecer outro projeto de sociedade, ainda assim temos que conviver com a desconfiança de que ele não existe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse que a natureza fosse transformada em recurso, a vida tinha também que ser reduzida a um valor tão ínfimo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse a morte orbitar nosso cotidiano como uma banalidade, ainda temos que conviver com a barbárie?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mediante a recorrente impunidade nos casos de assassinatos das lideranças camponesas e a não investigação e punição dos crimes praticados pelos grupos econômicos que devastam a Amazônia, RESPONSABILIZAMOS O ESTADO BRASILEIRO – Presidência da República, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, Polícia Federal, Ministério Público Federal – E COBRAMOS JUSTIÇA! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTAMOS EM VÍGILIA!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aos nossos mortos nenhum minuto de silêncio. Mas toda uma vida de lutas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marabá-PA, 24 de Maio de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Universidade Federal do Pará/ Coordenação do Campus de Marabá; Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA; Curso de Licenciatura Plena em Educação do Campo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST/ Pará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura – FETAGRI/Sudeste do Pará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar – FETRAF/ Pará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comissão Pastoral da Terra – CPT Marabá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via Campesina – Pará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fórum Regional de Educação do Campo do Sul e Sudeste do Pará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conselho Indigenista Missionário - Cimi&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-7674492280766091972?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/7674492280766091972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/05/historia-se-repete-defensores-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/7674492280766091972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/7674492280766091972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/05/historia-se-repete-defensores-da.html' title='A história se repete: defensores da floresta amazônica são executados em emboscada'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-3140810734050002206</id><published>2011-05-25T17:29:00.001-07:00</published><updated>2011-05-25T17:29:54.189-07:00</updated><title type='text'>Carta do I Encontro de Blogueiros e Redes Sociais da Paraíba</title><content type='html'>Numa realidade caracterizada pela excessiva e flagrante concentração dos meios de comunicação em mãos de poucas empresas, de caráter quase familiar, ligadas por uma extensa rede de dependência econômica e financeira com grupos e governos de uma potencia estrangeira, os movimentos sociais brasileiros alertam para o caráter anti-democrático e anti-nacional do enorme poder exercido por estas empresas.&lt;br /&gt;O exercício pleno da liberdade de expressão e comunicação, até agora exercido apenas por uma estrutura oligárquica de propriedade dos meios, ganha impulso novo com a estrutura descentralizada e participativa proporcionada pelas redes digitais.&lt;br /&gt;O fato de um/a cidadã/o comum ser agente de comunicação, publicando sua visão de mundo quase sem intermediários, de maneira relativamente fácil e rica em recursos, inaugura um paradigma oposto ao que permanece vigente e hegemônico no momento.&lt;br /&gt;De forma imprescindível, a comunicação independente alcançou círculos sociais maiores, de forma a oferecer o contraditório ausente na mídia corporativa e tradicional, comprometida com uma mesma e ultrapassada visão unilateral e imperial do mundo e baseada na propriedade exclusiva de pesadas estruturas de impressão, difusão e produção das informações.&lt;br /&gt;A formação gradual de uma rede anti-hegemônica, em favor da comunicação social efetiva e não exclusivamente de interesses empresariais, foi conseqüência natural não só da evolução técnica, mas também política da sociedade.&lt;br /&gt;É como resultado dessa evolução que se dá o I Encontro dos Blogueir@s e Redes Sociais da Paraíba. O blogueir@ deve ter noção do seu papel inovador e revolucionário diante da estrutura oligárquica de concentração dos meios de comunicação, que priva a/o cidadã/o comum da informação objetiva e necessária para a sua vida e visão de mundo.&lt;br /&gt;O blogueir@ consciente é contra a ditadura midiática, a favor da justiça social, da democratização da comunicação e da liberdade de expressão. Neste sentido, o nosso movimento tem um caráter efetivamente plural, amplo, contemplando toda a diversidade dos meios, ferramentas e veículos que operam na rede mundial de computadores.&lt;br /&gt;A blogosfera se articula não apenas pela Internet, mas também em eventos e atos públicos, via campanhas unitárias, plataformas unificadoras, coordenando as suas ações por um novo marco regulatório dos meios de comunicação e por um Brasil mais democrático e justo.&lt;br /&gt;É buscando superar as limitações empresariais e ideológicas em que estão circunscritos os meios estabelecidos que o blogueir@ progressista contribui para a evolução social, oferecendo à sociedade a informação necessária para melhor tomar suas decisões.&lt;br /&gt;Os blogueir@s da Paraíba somam-se a esse movimento nacional a favor do efetivo direito de informação e comunicação de todos os brasileiros e brasileiras, como condição essencial de cidadania.&lt;br /&gt;Para garantir esse direito reivindicamos o acesso popular aos meios, em todas as suas modalidades, de forma especial, o acesso universal à rede mundial de computadores (Internet), pela implementação do Plano Nacional de Banda Larga público.&lt;br /&gt;Por fim, o/as participantes do 1º Encontro de Blogleir@s e Redes Sociais da Paraíba, reafirmam a premente necessidade de implementação, pelos Poderes Executivo e Legislativo deste Estado, do Conselho Estadual de Comunicação Social, conforme o previsto no artigo V da Constituição da Paraíba, e em observação às deliberações da 1º Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM), e sua etapa estadual, como ferramenta indispensável ao progresso da democratização da comunicação também no estado da Paraíba.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;João Pessoa, em 20 de maio de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-3140810734050002206?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/3140810734050002206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/05/carta-do-i-encontro-de-blogueiros-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/3140810734050002206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/3140810734050002206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/05/carta-do-i-encontro-de-blogueiros-e.html' title='Carta do I Encontro de Blogueiros e Redes Sociais da Paraíba'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-3478735515421835881</id><published>2011-05-17T18:43:00.000-07:00</published><updated>2011-05-17T18:48:00.561-07:00</updated><title type='text'>Crimes contra a humanidade</title><content type='html'>Por Ana Veloso, Jornalista Amiga da Criança/ANDI, professora da Universidade Católica de Pernambuco, doutoranda em comunicação pela UFPE, integrante do Coletivo Intervozes, empreendedora Ashoka e colaboradora do Centro das Mulheres do Cabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não quero ter mais sangue morto nas veias…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzada,Tavinho Moura / Márcio Borges&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um final de abril atravessado pelo sofrimento da população de Pernambuco, afetada pelas chuvas, alagamentos e deslizamentos, aportamos no mês de maio. Período em que a sociedade brasileira, de modo mais atento, lança seu olhar para os crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes. No dia 18 de maio, o país vai ser sacudido por ações nacionais em torno do enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de meninos e meninas. Crimes que revelam a terrível face da barbárie, ainda tão presente em nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o site http://15segundos.net, uma criança é abusada a cada 15 segundos em todo o mundo. No Brasil, uma criança é violentada sexualmente a cada 8 minutos. O disk 100, da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, do Governo Federal, recebeu, em média, 77 denúncias por dia, em 2010. O Dossiê Mulher, elaborado por pesquisadores do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro aponta que mais da metade do universo de mulheres violentadas sexualmente, na cidade, em 2010, foi composto por crianças e adolescentes com menos de 14 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudos revelam que estamos diante de uma questão de saúde pública e de um problema de segurança que precisa ser enfrentado com políticas estruturadoras para castigar os culpados. A impunidade sempre será cúmplice da violência quando o Estado e a sociedade falham. Devemos nos despir da omissão para agir a cada atentado contra a infância e à adolescência. Quem não denuncia, compactua com a cultura da dominação violenta e covarde contra a população infanto-juvenil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Pernambuco, estaremos aderindo à marcha no dia 18. A Rede Estadual de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual vai comandar várias manifestações. A campanha incidirá sobre o turismo para fins de exploração comercial. Uma parcela da sociedade civil sai às ruas, junto com representantes de órgãos públicos para expor um crime que não cessa de causar horror, revolta e dor. Pensando em colaborar com a causa, estudantes de jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco estão produzindo spots de rádio para sensibilizar o público sobre o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As manifestações querem que a população enxergue, reconheça e não deixe que tais crimes sejam perpetuados. É importante lembrar que o 18 de maio ocorre todos os dias, quando tomamos conhecimento de novos crimes contra a humanidade. Atentados que, infelizmente, ainda são noticiados com objetivos mercadológicos, para atrair a audiência, sob a alegação de que certos veículos de comunicação brasileiros precisam divulgar os casos, mesmo que seja da forma mais sensacionalista possível. Como se a perpetuação da cultura do medo por uma mídia voltada ao espetáculo pudesse resultar em mobilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meninos e meninas violentados não precisam que sua dor seja cotidianamente exposta, como mercadoria, pelos “meios de incomunicação”. Não devem ser tratados como personagens de um folhetim, nem abandonados à inoperância do Estado e da sociedade. Necessitam viver em liberdade para crescer com seus direitos respeitados como seres em formação, como determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;strong&gt;Em João Pessoa (PB) o dia 18 de Maio será marcado por manifestações no Parque Solon de Lucena (LAGOA), durante todo o dia.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-3478735515421835881?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/3478735515421835881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/05/crimes-contra-humanidade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/3478735515421835881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/3478735515421835881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/05/crimes-contra-humanidade.html' title='Crimes contra a humanidade'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-5144019849799114430</id><published>2011-05-15T16:44:00.000-07:00</published><updated>2011-05-15T17:30:43.865-07:00</updated><title type='text'>Quem tem medo da loucura? Estudantes de Psicologia da UFPB realizam IV Semana de Luta Antimanicomial</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_rO8iSYEmcQ/TdBqADnkbNI/AAAAAAAAAOc/2q3jZ-heYAo/s1600/%25C3%25A7oucura.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-_rO8iSYEmcQ/TdBqADnkbNI/AAAAAAAAAOc/2q3jZ-heYAo/s320/%25C3%25A7oucura.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607098085280083154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Mabel Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Coletivo Canto Geral, formado por estudantes de Psicologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) realiza a partir desta quarta-feira (18) a IV Semana de Luta Antimanicomial. A programação é vastíssima, incluindo rodas de diálogo sobre loucura e arte, a participação da família no tratamento das pessoas que sofrem de transtornos mentais, sociedade e saúde mental, além de lançamento de livros de poesia, ato público, shows e sarau poético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta do evento é levantar a discussão das várias formas da loucura e de sofrimento psíquico e da importância da saúde mental para a cidade, como o intuito de informar, esclarecer e questionar sobre as práticas que têm sido ferramentas para o tratamento da loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A programação será aberta com o lançamento do livro "Residência Terapêutica: pesquisa e prática nos processos de desinstitucionalização", no dia 18, às 8h30. Em seguida, terá início a primeira roda de diálogo da Semana, “Loucura, Arte e Cidade: as diversas formas de viver a reforma psiquiátrica”, com os facilitadores Paulo Amarante, coordenador do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental da Escola Nacional de Saúde Pública, e Flávia Fernando, diretora do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, local onde serão realizadas boa parte das atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será lá, no Juliano Moreira, também no dia 18, às 20h, que o poeta Lau Siqueira, vai lançar seu quinto livro de poesias “Sem pele”, com apresentação do Círculo dos Tambores. E nesta semana que se coloca em discussão a luta antimanicomial, a loucura e a política de saúde mental na grande João Pessoa não podia deixar de contar com a presença de Tom Zé, artista que sempre traz em suas apresentações e em sua música a inclusão das pessoas que sofrem de transtornos mentais. O show de Tom Zé será realizado no Ponto de Cem reis, Centro de João Pessoa, a partir das 20h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, o coletivo Canto Geral inovou ao pensar esta programação, trazendo à tona temas muito importantes para serem discutidos por usuários, técnicos, familiares e pela sociedade como um todo, assim como nas atividades que compõem a IV Semana de Luta Antimanicomial, tema muito pouco discutido e principalmente praticado em toda sua plenitude.  Senhora das Palavras já publicou textos que falam sobre a loucura e a reforma psiquiátrica no Brasil, e que servem de base para debates nesta IV Semana, que são “Como anda a política de saúde mental no Brasil?” e “Estamira e a loucura. Ou o que é a loucura?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 18 de maio é a data que marca o Dia da Luta Antimanicomial. Desde 1987, um grupo de profissionais de saúde lançou um movimento nacional centralizado em Bauru (SP), com o lema "Por uma sociedade sem manicômios". O movimento luta pelo cumprimento da Lei 10.216 de 2001, que normatiza a Reforma Psiquiátrica. Em síntese, a reforma representa a implantação de uma rede de serviços substitutivos aos manicômios, como CAPS, Hospitais Dias, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira a programação completa:   http://semanadalutaantimanicomial.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-5144019849799114430?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/5144019849799114430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/05/quem-tem-medo-da-loucura-estudantes-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/5144019849799114430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/5144019849799114430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/05/quem-tem-medo-da-loucura-estudantes-de.html' title='Quem tem medo da loucura? Estudantes de Psicologia da UFPB realizam IV Semana de Luta Antimanicomial'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_rO8iSYEmcQ/TdBqADnkbNI/AAAAAAAAAOc/2q3jZ-heYAo/s72-c/%25C3%25A7oucura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-8747492573600559247</id><published>2011-05-14T17:34:00.000-07:00</published><updated>2011-05-14T17:59:30.529-07:00</updated><title type='text'>Meninas representam 53,5% das vítimas de estupro</title><content type='html'>O Instituto de Segurança Pública (ISP), do Rio de Janeiro, elaborou em março o Dossiê Mulher, com dados sobre a ocorrência de violência contra a mulher no estado, entre os anos de 2009 e 2010.&lt;br /&gt;No ano passado, 2.006 meninas, com menos de 14 anos, foram vítimas de violência sexual no Rio de Janeiro. O número representa 53,5% dos 3.751 casos de estupro de mulheres no período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os registros de estupro cresceram 25% entre 2009 e 2010, passando de 4.120 para 4.589&lt;br /&gt;Embora 81,2% das vítimas desse tipo de crime sejam mulheres, 18,8% são crianças e adolescentes do sexo masculino. Do universo de mulheres estupradas, mais da metade é formada por crianças e adolescentes com menos de 14 anos. O dossiê traz ainda dados sobre crimes de lesão corporal dolosa, homicídio doloso (quando há intenção de matar) e ameaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dossiê aponta redução de homicídios dolosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do quadro, o presidente do ISP, tenente-coronel da PM Paulo Augusto Souza Teixeira, ressalta que há aspectos positivos. Um aspecto foi a redução de 19,4% nos casos de homicídios dolosos. No ano passado, 299 mulheres foram vítimas desse tipo de crime, 72 casos a menos do que os 371 contabilizados no ano anterior. Do total de vítimas de assassinatos em 2010, 37,4% tinham entre 18 e 34 anos. Cerca de 13,3% das vítimas eram mulheres ou ex-mulheres dos supostos autores dos crimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise do perfil das vítimas de estupro do sexo feminino indica que 37,6% eram brancas, 43,6% pardas e 11,9% negras. Com relação à faixa etária, 30,3% tinham entre 10 e 14 anos, e 23,2%, entre zero e nove anos de idade. O mapa dos números por batalhão (Aisp) mostra que o município que teve maior aumento percentual nos registros de estupro foi Belford Roxo, com 162%. A cidade registrou 178 casos no ano passado contra 68 em 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo terceiro ano consecutivo, os municípios de Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo e Caxias, na Baixada Fluminense, figuram no topo do ranking de violência contra as mulheres. A ameaça é crime mais comum. No ano passado, houve 49.950 casos, aumento de 6,2% em relação a 2009, quando foram registradas 47.027 ameaças. Em média, 137 mulheres registraram terem sofrido ameaçadas em delegacias do estado, em 2010. A 20º Área Integrada de Segurança Pública (Aisp) - que reúne os municípios de Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis - ficou em primeiro lugar em número de registros desse tipo de crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das responsáveis pela elaboração do dossiê, a capitã PM e analista criminal do ISP, Claudia Moraes, admite que a subnotificação ainda é grande nos casos relacionados à violência contra a mulher. Contudo, Claudia acredita que a aprovação de leis como a Maria da Penha e a tipificação do crime de estupro para casos que antes de 2009 eram tratados como atentado violento ao pudor devem se refletir na diminuição dos casos e, principalmente, no aumento da punição aos agressores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em 50,5% dos casos de estupro, as vítimas conheciam os acusados, que são maridos, ex-maridos, pais e padrastos - diz Cláudia Moraes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Se você deseja ter acesso ao dossiê Mulher completo, envie email para libertare@yahoo.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-8747492573600559247?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/8747492573600559247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/05/meninas-representam-535-das-vitimas-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/8747492573600559247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/8747492573600559247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/05/meninas-representam-535-das-vitimas-de.html' title='Meninas representam 53,5% das vítimas de estupro'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-4624314427007042336</id><published>2011-05-03T06:19:00.000-07:00</published><updated>2011-05-03T06:20:59.988-07:00</updated><title type='text'>Mães, filhos, a culpa</title><content type='html'>por Lívia Tiede, no Tabnarede&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta-se na mitologia yorubá que Obaluaiê (orixá das curas) nasceu repleto de pústulas, e, por isso, sua mãe Nanã teria abandonado o recém-nascido a própria sorte numa floresta. O bebê-orixá entretanto, foi encontrado por Iemanjá, que cuidou das feridas e criou o menino, até que ele atingisse idade suficiente para seguir seus próprios desígnios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje faz uma semana que os veículos de comunicação mostraram as cenas gravadas por uma câmera de segurança em que uma mulher caminha até uma caçamba de entulho e lá deixa um embrulho. O pacote, descoberto por um catador de lixo, continha um bebê de poucos dias de vida. Essa não é a primeira história de abandono de filhos recém-nascidos realizados pelas mães, a exemplo da lenda narrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compartilho outra, nem atual, nem mitológica. Numa tarde qualquer por volta do 1900, um grupo de crianças que saia do colégio nas imediações da Avenida Paulista, avistou uma caixa de papelão que se mexia. Ao aproximarem-se descobriram o frágil corpinho de um bebê. Nos autos policias que se lavraram a partir do falecimento do minúsculo ser, ficou registrado que a vítima era da cor parda. A partir desse fato, algumas pessoas apresentaram-se para testemunhar: tinham categoricamente avistado uma mulher de cor escura largar um pacote na avenida. A comoção popular chegou aos jornais, e esperava-se arduamente pela punição daquela que, tendo o privilégio de parir, não era digna o bastante para manter sua cria. Foram enviados destacamentos aos hospitais da região, e toda mulher negra ou parda que procurasse por socorro clínico devia ser avaliada, para que se houvesse a certeza de que seus problemas não eram oriundos do infortúnio que gerou a morte do rebento abandonado. Não conseguiram, alhures, encontrá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ouvi pela primeira vez a história de Obaluaiê, abandonado pela mãe, coberto de chagas, obviamente me compadeci do indefeso. A senhora de idade que me narrou a lenda, entretanto, emendou sem pestanejar: na minha crença não julgamos as mães que abandonam seus filhos, elas tiveram seus motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que há um motivo para que uma história de abandono de incapaz seja parte constituinte de um mito ligado às raízes da cultura brasileira. É assustador realmente pensar que uma mãe, ao acabar de parir, tenha abandonado o seu filho. Mas é ainda mais aterrorizante pensar nos descaminhos que a levaram a tal “opção”. Como é possível pensarmos em termos de julgamento, e ainda de prévia condenação, sem questionar o que historicamente faz com que essa mácula se repita acintosamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que tudo que envolve a vida de um ser indefeso torna-se sagrado, e , de fato, o direito a vida deve ser assim considerado. Mas, será que nessa áurea que envolve o ser puro não deveria estar inclusa também a mãe, como parte indissociável da criação? Porque, que quando a sociedade passa a discutir a crueldade do abandono não chega a óbvia conclusão de que as políticas públicas de saúde exigem revisão urgente para que esta história não se repita? Será que é cruel também discutir o aborto frente à vida que luta numa caçamba? Parece insuportavelmente óbvio que os direitos reprodutivos da mulher perpassam diversas questões tantas vezes já abordadas, mas sempre tratadas por um raso moralismo. Entre a compaixão pelo recém-nascido abandonado e a imputação da monstruosidade à mãe, o que está mais evidente é o total desamparo de uma mulher frente a uma gravidez indesejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda que se considerar que um outro mito acompanha esta discussão. Aquele em que apenas a mulher é responsável pelo recém nascido. Como que para cumprir uma função “anti-machismo” e calar comentários óbvios demais, a principal matéria jornalística sobre o assunto informa: o pai da bebê, que trabalha no mesmo local que a mãe, não tinha sido encontrado pela reportagem. Mas quem realmente o procurou? Antes do abandono na caçamba, houve o abandono de uma grávida com seis filhos. Isso é menos cruel? Que régua nós, cidadãos, usamos para medir tais eventos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma matéria sobre o caso da Praia Grande há um “entusiasmo de Salém” pela mãe ter sido encontrada. A mulher afirma que não pode criar mais um filho, porque é mãe de outros seis, e que para sustentá-los ganha salário de R$600. A reportagem alardeia que apenas três desses filhos são menores de idade, mas não nos informa sobre quantos dependem dessa parca renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O advogado da mãe afirma que ela está com depressão pós-parto e arrependida. Fica um certo clima de que a “depressão pós-parto” seria uma desculpa esfarrapada para um ato de crueldade premeditado. Mas que mulher no mundo escolheria ter um filho pelo prazer de abandoná-lo? É a mesma discussão de outrora: nenhuma mulher deseja abortar um filho, nem abandoná-lo. Por mais insana que ela seja, isso não é uma escolha. Entretanto, todas as mulheres são constitucionalmente obrigadas a levar adiante uma gravidez indesejada, correndo o risco inclusive de padecer de outros males, como o tormento de se ver só e sem condições de criar um bebê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As chagas das crianças brasileiras são mais profundas que a caçamba da Praia Grande. Obaluaiê se fez homem e orixá, segundo tal cultura, e traz consolo para os pobres filhos abandonados, mostrando uma história de superação. Mas por ora, temos que superar a insistência em demonizar mulheres alijadas de autonomia sobre seu corpo e que sofrem ausência de direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/livia-tiede-maes-que-abandonam-os-filhos.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-4624314427007042336?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/4624314427007042336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/05/maes-filhos-culpa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/4624314427007042336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/4624314427007042336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/05/maes-filhos-culpa.html' title='Mães, filhos, a culpa'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-163971490967288335</id><published>2011-04-24T13:06:00.000-07:00</published><updated>2011-04-24T13:13:37.779-07:00</updated><title type='text'>Existe padrão de beleza entre as mulheres do cenário alternativo?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FaWG8v9w0P4/TbSEYPZ1AlI/AAAAAAAAAOU/NdYCmtWGpaI/s1600/natureza.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 319px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-FaWG8v9w0P4/TbSEYPZ1AlI/AAAAAAAAAOU/NdYCmtWGpaI/s320/natureza.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599245788714959442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Mabel Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente é pela manhã que me dão uns “estalos” na mente, de onde brotam reflexões sobre momentos/temas que discuto ou vivencio. E na manhã deste domingo, 24, acordei com a seguinte reflexão: existe padrão de beleza entre as mulheres do cenário alternativo? Infelizmente, cheguei à conclusão que sim. Lancei o questionamento no facebook (página de relacionamentos virtuais na internet) e algumas pessoas se pronunciaram, concordando comigo.&lt;br /&gt;Pois é, se em um cenário alternativo onde podemos nos vestir e agir como somos encontramos moldes estéticos parecidos com o que existe na sociedade que questionamos, o que fazer então? Continuar refletindo até conseguirmos quebrar com isto? Queremos quebrar com isto? Certa vez, uma garota chegou para mim e disse que foi muito discriminada na adolescência porque não estava dentro dos padrões de beleza da turma com quem ela andava. Resultado: tem traumas até hoje e não sai de casa sem estar maquiada. Pegando o gancho nesta história, me vem a mente o preconceito que sofrem as mulheres negras, devido ao seu cabelo crespo. A maioria lida bem com isto depois que cresce, mas ainda carrega mágoas ou traumas dos preconceitos que sofreu quando era pequena. Há casos de crianças negras que negam sua cor, sua identidade porque acham o padrão branco bonito e o negro feio. Vejam só!&lt;br /&gt;Não é apenas este padrão de beleza que vemos nas Tvs, revistas, internet, etc, que está inserido dentro do meio alternativo. O próprio cenário alternativo cria padrões de como se vestir e agir. Por exemplo, observei algumas vezes que aquela menina que tem mais piercing ou tatuagens, ou que usa uma camisa “transada” ou com estampa de banda que a maioria gosta, ser mais bem aceita do que aquela que não tem/usa nada disto. Rola uma aproximação maior com esta que está com piercing e tatuagens do que com a que não tem.&lt;br /&gt;Muitas vezes estes comportamentos acontecem de maneira despercebida, inconsciente. As meninas gordas também são discriminadas. O fato de não querer uma aproximação maior ou amizade com ela já demonstra este tipo de preconceito. Conheço outro caso de uma amiga que recebeu inúmeros xingamentos por discordar de algumas atitudes e foi discriminada só pelo fato de ser gorda. O caso dela foi bem sério e veio de um movimento que não dava para esperar que viesse: o anarcopunk.&lt;br /&gt;É realmente lamentável que este tipo de comportamento aconteça entre as mulheres alternativas, que até questionam este padrão de beleza que é vendido diariamente pela mídia; porém, acabam por reproduzi-lo. Parece que fazemos todo um discurso, mas nossa prática sai totalmente da rota que nos propomos a seguir: nos debates que realizamos, nos zines/blogs que escrevemos, etc. Ser à margem realmente não é fácil. Mas não custa nada nos atentarmos a isto e sermos um pouco autocríticas e não reproduzirmos aquilo que discordamos e sabemos, causa problemas a nós mesmas, pois para se chegar a este padrão (que não é nada aceitável), muitas mulheres acabam ficando anoréxicas ou bulímicas, fazendo tratamentos estéticos para ficar com o rosto claro, alisando os cabelos, enfim, se utilizando de toda a industria da estética e da moda para poder ser aceita pela sociedade. Fica aqui o debate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-163971490967288335?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/163971490967288335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/existe-padrao-de-beleza-entre-as.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/163971490967288335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/163971490967288335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/existe-padrao-de-beleza-entre-as.html' title='Existe padrão de beleza entre as mulheres do cenário alternativo?'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-FaWG8v9w0P4/TbSEYPZ1AlI/AAAAAAAAAOU/NdYCmtWGpaI/s72-c/natureza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-359558696101503459</id><published>2011-04-20T08:25:00.000-07:00</published><updated>2011-04-20T08:28:24.921-07:00</updated><title type='text'>Feminicídio - aumento do assassinato de mulheres no Brasil</title><content type='html'>Gilmara de Oliveira, 28 anos, celebra a primeira gravidez. Fernanda Martins, 32, escolhe vestidos para levar as três filhas à igreja. Maria do Socorro da Silva, 27, está na fila do embarque para voltar ao Brasil, depois de trabalhar por 24 meses na Espanha. Geysa Maciel dos Santos Cruz, 23, procura uma casa para morar com o filho Carlos Ralf, de 8. Tudo não passa de desejo de familiares e amigos que ficaram na saudade. As histórias das quatro mulheres foram interrompidas um pouco antes do fim da gestação, da seleção das roupas, do início do voo, da formatura de Ralf. Gilmara, Fernanda, Socorro e Geysa estão mortas. Foram assassinadas de forma covarde em 1998, 2002, 2009 e 2011, respectivamente. Deixaram de viver por serem mulheres.&lt;br /&gt;Maria Maciel mostra a foto de Geysa, a filha morta pelo companheiro há 10 dias.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são as únicas. Facadas, tiros, pedradas, golpes de foices e de machados foram os modos de assassinar 4,5 mil mulheres no ano passado em todo o Brasil. É fácil matá-las. Estupros coletivos, torturas psicológicas e físicas, negligência e discriminação — ora mascarada, ora pública — sufocam diariamente brasileiras. De todas as idades — desde a menina de dois anos estuprada e morta a golpes de enxada no interior do Ceará à senhora de 76 anos estrangulada pelo companheiro no Rio de Janeiro. E de todas as classes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A elevada proporção de mortes de homens — cerca de 90% das vítimas de homicídios — esconde o fenômeno do femicídio, ainda pouco estudado no país. O Brasil não produz estatísticas oficiais de homicídios por sexo, na contramão de países vizinhos que, além de monitorarem as mortes de mulheres, tipificam o crime em leis. Costa Rica, Guatemala, Chile, Colômbia e El Salvador incorporaram no ordenamento jurídico a definição do femicídio. México, Argentina e República Dominicana também estão discutindo alterações na legislação. Em toda a América Latina, o ritmo acelerado com que esses homicídios crescem e indicam o massacre por questões de gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A série de reportagens “Fácil de matar”, que o Correio publica a partir de hoje, traça o novo cenário das mortes femininas no país. Estimativas obtidas pela reportagem apontam o aumento médio de 30% nesses crimes na última década. No Pará, chegou a 256%. Em Alagoas, 104%. A violência doméstica, sem resposta eficiente do Estado, apesar da aprovação da Lei Maria da Penha, persiste. Mas são cada vez mais comuns as mortes encomendadas por organizações criminosas, ligadas ao narcotráfico, às redes de exploração sexual e às máfias das fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os últimos dois meses, a reportagem buscou os crimes, as vítimas e identificou os algozes, todos homens. A covardia segue uma mesma lógica, fundamentada em repetidas violações de direitos. Ao longo da produção da reportagem, pelo menos 286 mulheres foram mortas no país. As tragédias — que serão contadas ao longo da semana — se perpetuam nas capitais, no interior e ultrapassam fronteiras, fazendo vítimas do outro lado do Oceano Atlântico. Em meio às histórias, uma mulher foi escolhida para dar voz às sobreviventes, reféns agora do medo. Tereza teve mais de 40% do corpo queimado depois de o marido derramar gasolina nela e atear fogo. Preso, ele não desistiu de matá-la.&lt;br /&gt;Invisíveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade em mapear as informações é a primeira comprovação da invisibilidade do problema para o Poder Público. O levantamento feito pela reportagem considerou dados das secretarias de segurança pública, das polícias e dos movimentos feministas. Em média, 4,6 mulheres são assassinadas por 100 mil habitantes do sexo feminino, podendo mais que dobrar em algumas cidades. Os índices se igualam ou mesmo superam, sozinhos, a taxa total de homicídios, incluindo mulheres e homens, de países europeus ocidentais (3 a 4 por 100 mil), da América do Norte (2 a 6) e na Austrália (2 a 3). Em relação à América Latina, o Brasil perde apenas para lugares como El Salvador, Guiana e Guatemala, onde grupos de direitos humanos já atuam para reverter o caos provocado pelas mortes. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As únicas informações oficiais disponíveis no Brasil são do Ministério da Saúde, com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Divergem, no entanto, dos números da segurança pública e são prejudicadas por subnotificações. A série histórica das certidões de óbito comprova o aumento dos homicídios no país. Passa de 3,6 mil em 1996 para 4 mil em 2006. O próprio governo critica os dados. A Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, ligada à Presidência da República, ignora o fenômeno. Em nenhum dos pontos destacados pelo Plano Nacional de Políticas para Mulheres, a redução dos assassinatos aparece. Segundo a ministra Iriny Lopes, a prioridade é a prevenção da violência. As expectativas de reverter a matança recaem agora sobre a primeira mulher eleita para ocupar o Palácio do Planalto. Dilma Rousseff prometeu, no discurso de posse, “glorificar a vida de cada uma das brasileiras”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2011/04/17/interna_brasil,248216/facil-de-matar-serie-traca-o-novo-cenario-das-mortes-femininas-no-pais.shtml&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-359558696101503459?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/359558696101503459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/feminicidio-aumento-do-assassinato-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/359558696101503459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/359558696101503459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/feminicidio-aumento-do-assassinato-de.html' title='Feminicídio - aumento do assassinato de mulheres no Brasil'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-4730397355714876696</id><published>2011-04-20T05:36:00.000-07:00</published><updated>2011-04-20T07:13:32.812-07:00</updated><title type='text'>Em defesa da cultura popular</title><content type='html'>Por Pedro Osmar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta a lenda que, um dia, quando perguntado sobre o que achava da onda do "forró de plástico" no país, Zé Ramalho teria dito: voce já imaginou quantas famílias estão sendo empregadas alí? E, curiosamente, Tomzé teria dito algo semelhante quando perguntado sobre o que achava da "axé music", e ele teria respondido: deixe os meninos brincarem...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas, concretamente, o que essa polêmica que está crescendo na grande mídia e na internet, fomentada pelas empresas que produzem essas bandas de forró de plástico, quer dizer? Que os jornalistas recebem dinheiro para fazer essa defesa o ano inteiro? Que o Chico César, cidadão, trabalhador, secretário de cultura do estado, não pode mais opinar sobre em que a sua secretaria vai precisar investir?    &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma coisa é certa: poucos, pouquíssimos jornalistas e produtores da Paraíba defendem os grupos de "forró pé de serra" da cidade o ano inteiro, o que certamente provoca uma baixa estima no mercado de trabalho para o artista local que gera uma grande preocupação do poder público (municipal e estadual) em atender essa parcela dos artistas paraibanos que amargam um nível de desemprego ou sub-emprego que é alarmante, fazendo com que os cachês desses artistas caiam para o nível da desmoralização profissional, fazendo com que a  maioria não possa mais viver da arte que produzem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando Zé Ramalho chama a atenção para a quantidade de famílias que tem "seu emprego garantido" na onda do forró de plástico, às voltas com os empresários sanguessugas que exploram esses artistas até a exaustão, o que dizer dos grupos de forró pé de serra que tem até de mendigar nas portas das secretarias de cultura para poder entrarem nas programações oficiais dessas instituições? Quem ficará do lado dos artistas que não são produzidos pela empresa SOMZOOM SAT do Ceará? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Funjope, enquanto pensadora das atividades culturais da cidade de João Pessoa o ano inteiro, tem se ocupado de trabalhar com os grupos de forró pé de serra, e indo mais além, com as atividades da cultura popular, que englobam os violeiros repentistas, emboladores de côco, cavalo marinho, cirandeiras, rabequeiros, cordelistas, que fazem, desde que Ricardo Coutinho foi vitorioso na eleição para prefeito, a base da programação das festas do ciclo junino/natalino. Com certeza, nenhuma banda de forró de plástico foi programada desde que Ricardo Coutinho/Luciano Agra entraram na prefeitura, por uma questão de compromisso político com os artistas populares em sua defesa natural, por cidadania e trabalho para essa maioria que vive marginalizada pela indústria do entretenimento burguês.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Alguém dessa estrutura dos grandes espetáculos de forró de plástico sabe do que estou falando?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Estou falando de fazer a diferença, de defender os projetos de democracia cultural, de socialização e democratização dos meios, para que todos possam usufruir dos benefícios que uma política de responsabilidade administrativa pode criar e manter para apoiar e defender os nossos artistas populares. E tudo isso em nome de todos os mestres da cultura popular que ainda vivem na miséria e necessitam de amparo. Felizmente a cultura de João Pessoa (via Funjope, na presidencia de Milton Dornellas) e do estado (via SECULT, na presidencia de Chico César) tem conseguido manter o nível do compromisso com o desenvolvimento social da cultura.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Viva Chico César! Viva Milton Dornellas!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E VIVA O BRASIL! E chega de brincadeira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-4730397355714876696?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/4730397355714876696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/em-defesa-da-cultura-popular.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/4730397355714876696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/4730397355714876696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/em-defesa-da-cultura-popular.html' title='Em defesa da cultura popular'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-3429015337713263543</id><published>2011-04-18T16:53:00.000-07:00</published><updated>2011-04-18T16:55:02.914-07:00</updated><title type='text'>Tem sexo o Direito?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pxIxOLrXFJQ/TazPNi6GvUI/AAAAAAAAAOE/xu4bsz9HXHI/s1600/julieta%2Bparedes.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 230px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-pxIxOLrXFJQ/TazPNi6GvUI/AAAAAAAAAOE/xu4bsz9HXHI/s320/julieta%2Bparedes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597076268530449730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;JULIETA PAREDES - FEMINISTA BOLIVIANA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Mabel Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sexo o direito? Esta foi a principal pergunta que norteou o curso “O sexo do Direito: uma introdução às criticas feministas das teorias e práticas do direito”, ministrado pelo professor e diretor do Centro de Ciências Jurídicas da UFPB, Eduardo Rabenhorst.&lt;br /&gt;O curso de formação, que aconteceu na última sexta-feira (15) no auditório da Faculdade de Direito, Centro de João Pessoa, teve como objetivo oferecer um panorama das principais perspectivas feministas sobre o direito e sua prática. Esta é a primeira atividade em 2011 do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Gênero e Direito (NEPGED), pioneiro no Brasil ao discutir tais questões, que também teve como proposta se aproximar das diversas organizações feministas existentes na cidade.&lt;br /&gt;“Sou um homem feminista”, afirmou Rabenhorst, para uma platéia composta por alunas/os do curso de Direito, ativistas do movimento feminista local, advogadas/os, entre tantas outras pessoas que ficaram instigadas a participar, assim como curiosas com a iniciativa do curso e da criação do próprio Núcleo de Estudos em Gênero em uma Faculdade de Direito. Eduardo Rabenhorst disse que apesar do feminismo ser largamente difundido em toda a sociedade e das notórias contribuições que oferece a prática do Direito, ainda se depara com o preconceito, por parte dos próprios colegas do curso de Direito da UFPB, quando fala das atividades que tem realizado no NEPGED. “Para alguns, o feminismo é algo ultrapassado. O que assusta as pessoas é o potencial crítico do feminismo em relação ao que é visto como evidente ou natural, e como tal indiscutível e imodificável.”, revela o professor.&lt;br /&gt;Segundo Rabenhorst, as principais transformações passadas pelo campo jurídico nas últimas décadas revelam que estas mudanças foram proporcionadas ou contaram com a atuação do movimento feminista. Entre estas mudanças, ele cita: a compreensão renovada da relação igualdade/diferença; questionamento da separação público/privado com a conseqüente reivindicação de interferência da justiça na esfera doméstica; defesa da idéia de que os particulares também podem violar direitos humanos; propositura de outras formas de solução de conflitos, e assim por diante. “Ora, como é possível que os juristas (ao menos em nosso país) tendam a perceber como negativa ou ameaçadora, uma forma de pensamento e de prática política que tão decisivamente contribuiu para a modificação do próprio direito, sobretudo no domínio da vida privada?”, questiona.&lt;br /&gt;O curso “O sexo do Direito” foi dividido em quatro módulos: “Teria sexo o direito?”; “O feminismo e o direito”; “O debate teórico sobre sexo e gênero e sua incidência na teoria jurídica” e por for fim, “Políticas do direito: o feminismo como teoria/prática crítica”.&lt;br /&gt;E você, cara/o leitora/o, ficou curiosa/o para saber se o Direito tem sexo?&lt;br /&gt;Então, fiquem atentas/os aos próximos cursos que o Núcleo de Estudos de Gênero e Direito deve realizar em João Pessoa. Garanto que vale muito a pena participar!&lt;br /&gt;O NEPGED fica no próprio prédio da Faculdade de Direito e tem em seu “altar”, uma foto da feminista francesa, Simone de Beauvior, que morreu há 25 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-3429015337713263543?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/3429015337713263543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/tem-sexo-o-direito_18.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/3429015337713263543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/3429015337713263543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/tem-sexo-o-direito_18.html' title='Tem sexo o Direito?'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-pxIxOLrXFJQ/TazPNi6GvUI/AAAAAAAAAOE/xu4bsz9HXHI/s72-c/julieta%2Bparedes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-6087012901200980596</id><published>2011-04-14T06:38:00.000-07:00</published><updated>2011-04-15T12:01:31.570-07:00</updated><title type='text'>Há uma luz no fim do túnel?</title><content type='html'>Fórum de Mídia é formado para debater banalização da violência em programas policiais de TV na PB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Mabel Dias&lt;br /&gt;jornalista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último sábado (09), o Sindicato dos Jornalistas da PB promoveu um debate sobre ética, sensacionalismo e banalização da notícia, no auditório da OAB/PB, em João Pessoa, onde discutiu-se a proliferação dos programas policiais de TV e a banalização da violência e dos problemas sociais, onde a vida humana nada vale, difundida por estes noticiários. &lt;br /&gt;Durante o evento, foi criado um fórum sobre ética e mídia com o propósito de discutir mecanismos de controle social a estes programas, e assim, mudar este quadro de terror que vem sendo pintado diariamente na hora do almoço de milhares de famílias paraibanas. &lt;br /&gt;Foi uma nutricionista, a cidadã Elaine Oliveira, que deu o primeiro passo ao escrever um texto chamando a atenção da sociedade e da imprensa paraibana para a produção destes programas no estado, e que tem gerado grande rebuliço entre os empresários da comunicação (insatisfeitos com a indignação da sociedade)e a própria classe jornalística. É no mínimo estranho que tenha sido uma nutricionista – com todo o direito de expressar sua indignação a tais programas, e não jornalistas, a escrever este texto. O Senhora das Palavras publicou o texto da nutricionista Elaine Oliveira. Sem falar na falta total de mobilização pela exigência do diploma por parte dos/as coleguinhas. O que tem gerado a contratação de pessoas sem nenhuma ética profissional nestas emissoras e em outros espaços, assumindo cargos de repórter e apresentador, só para citar algumas funções, sem nenhum preparo nem consciência do que é fazer jornalismo. E é claro que não fazem. A precarização do trabalho dos/as jornalistas é público e notório. É importante saber que as empresas de comunicação tem autorização do governo para usar os canais de rádio e televisão, mas não podem fazer isto de qualquer maneira. A concessão é pública e existem preceitos legais e constitucionais que precisam ser respeitados.&lt;br /&gt;O Ministério Público Federal da Paraíba se mobilizou e está atento aos conteúdos e imagens veiculadas por estes programas, que vem promovendo uma “comunicação do grotesco”, como definiu em seu livro Muniz Sodré. Não podemos esquecer o jornal JÁ, que traz em suas páginas o corpo da mulher e a violência como a noticia-mercadoria, contribuindo assim para a prática da violência contra a mulher. Incrível como até agora, o sindicato nem outra instãncia de organização das/os jornalistas tomou alguma atitude em relação a este jornal.&lt;br /&gt;Enquanto as ações concretas não vem, a população paraibana segue assistindo, em larga audiência, os noticiários que passam a mensagem de se fazer a justiça com as próprias mãos e de desrepeito aos direitos humanos. Como disse o jornalista Ivaldo Gomes “crianças e jovens ao ver a violência sendo banalizada começam a achar que isto é fazer jornalismo e esta forma de viver é a correta. Estes programas engordam ainda mais a violência vigente na sociedade”.&lt;br /&gt;Nós que sempre buscamos fazer um jornalismo com qualidade e com ética, estamos atentos a estas iniciativas e esperamos que elas saiam do papel e possam mudar a atual situação em que se encontra “o jornalismo” na Paraíba.&lt;br /&gt;Que a criação do Fórum de Ética e Mídia seja realmente uma instância onde todas/os aquelas/es que se sintam agredidos em seus direitos encontrem respaldo, promovam debates e mudem a situação das coisas. Só depende de nós.&lt;br /&gt;Mas, se não houver movimentação por lá, que se acione o Judiciário. Em 2005, um grupo de entidades da sociedade civil de São Paulo fizeram uma representação ao Ministério Público Federal contra o programa "Tardes Quentes", da Rede TV!, apresentado por João Kleber, que fazia quadros ridicularizando homossexuais. o MPF acatou a representação e pediu à Justiça um direito de resposta coletivo. O resultado foi o programa Direitos de Resposta, que foi ao ar entre dezembro de 2005 e janeiro de 2006. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspiração: Cartilha Comunicar para não se trumbicar - lutando pelo direito humano à comunicação - Centro de Cultura Luiz Freire (PE)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-6087012901200980596?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/6087012901200980596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/ha-uma-luz-no-fim-do-tunel.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6087012901200980596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6087012901200980596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/ha-uma-luz-no-fim-do-tunel.html' title='Há uma luz no fim do túnel?'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-8133338599060989838</id><published>2011-04-12T14:01:00.000-07:00</published><updated>2011-04-12T14:05:58.749-07:00</updated><title type='text'>RedeTV! é condenada por brincadeira de jogar baratas em mulher</title><content type='html'>A liberdade de imprensa não pode ser confundida com agressividade e desrespeito com o cidadão. Com esse entendimento, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça condenou a RedeTV! a pagar R$ 100 mil de indenização por “brincadeira” feita para apresentação de um quadro do programa “Pânico na TV”. A condenação teve por base filmagens em que um dos humoristas jogou baratas vivas sobre uma mulher que passava na rua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relator, o ministro Aldir Passarinho Junior citou trechos da decisão proferida pelo desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Caetano Lagrasta, que assinalou que a liberdade de imprensa não pode ser confundida com despreparo e ignorância, nem com agressividade e desrespeito, não só com quem assiste ao programa, mas com o cidadão comum. Ele reiterou que emissoras costumam apresentar vídeos dessa natureza, em total desrespeito aos direitos humanos. Protegidos pelo poder da divulgação e pressão do veículo, fazem com que os telespectadores façam parte de um espetáculo de palhaçadas, segundo ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vítima da agressão sustentou que a “brincadeira” repercutiu em sua personalidade de maneira além do mero transtorno, como verdadeiro desgosto. Ela alegou que ficou impedida de trabalhar durante o período sob o impacto do terror repentino. “Brincadeiras não se confundem com as das características analisadas, causadoras de dano moral em elevado grau, onde incluído o dano à imagem e à privacidade”, afirmou ele. O constrangimento não se desfaz, para o ministro, com a utilização de mosaicos na imagem veiculada, posto que a vítima sofreu abalo quando feita a brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A condenação havia sido fixada em 500 salários mínimos pelo TJ-SP. Mas, segundo o relator, a quantia era elevada. Esse valor é o que STJ geralmente arbitra para casos mais graves, como morte ou lesão física considerável, como perda de um membro em acidente de trabalho. O ministro ressaltou, entretanto, que o ato merece reprovação, quer pelo dano psíquico sofrido pela parte, quer pela ridicularização imposta à transeunte. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Consultor Jurídico/SP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-8133338599060989838?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/8133338599060989838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/redetv-e-condenada-por-brincadeira-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/8133338599060989838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/8133338599060989838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/redetv-e-condenada-por-brincadeira-de.html' title='RedeTV! é condenada por brincadeira de jogar baratas em mulher'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-6306869315375208877</id><published>2011-04-09T17:11:00.000-07:00</published><updated>2011-04-09T17:22:39.616-07:00</updated><title type='text'>Como anda a política de saúde mental no Brasil?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oQp43pe-J8w/TaD2QPSW1aI/AAAAAAAAANs/lGSVoAlDuSA/s1600/98.jpg"&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593741496036021666" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-oQp43pe-J8w/TaD2QPSW1aI/AAAAAAAAANs/lGSVoAlDuSA/s320/98.jpg" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;&lt;em&gt; &lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Mabel Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Reforma Psiquiátrica no Brasil tem seu início nos anos 70, com o objetivo de oferecer um tratamento digno e humanizado àquelas pessoas que sofrem de transtornos mentais, eliminando gradualmente as internações visando à integração delas a vida em comunidade. Para substituir o sistema de internações nos manicômios foram criadas alternativas, como os Hospitais Dias, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), entre outros serviços, que pudessem oferecer melhores condições de tratamento e um acompanhamento adequado a cada paciente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sabido que muitas famílias abandonavam o parente que sofria de transtorno mental nos hospitais psiquiátricos. Algumas até faziam isto para ficar com dinheiro de aposentadoria ou outro beneficio que o doente recebia. Tais fatos geraram denúncias e ações de órgãos do Judiciário, como o Ministério Público, para que esta situação chegasse ao fim. Este abandono fez com que milhares de pessoas ficassem para sempre naqueles locais escuros, sujos, e sem nenhuma assistência, chegando até a morrer lá mesmo. Sabemos muito bem como as pessoas acometidas de transtornos mentais eram tratadas. O filme “Bicho de sete cabeças” ilustra bem esta realidade. Diante de todo este quadro e das situações precárias em que funcionavam os hospitais psiquiátricos, a reforma psiquiátrica era mais do que necessária acontecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários movimentos foram realizados para se mudar a prática da “hospitalização”, e em 2001, foi aprovada a Lei Federal de Saúde Mental (nº 10.216), que regulamenta o processo de saúde mental no Brasil. Porém, ao passo que a reforma aconteceu, os serviços alternativos que foram criados para atender estes pacientes, e dar-lhes condições de lidar bem com a doença e retornar ao convívio social normalmente, parecem não terem sido devidamente estruturados e os profissionais que lá trabalham não terem sido treinados para passar orientações adequadas às famílias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos CAPs, por exemplo, o paciente que entra em crise, pode ficar lá durante o período de 7 dias, e em seguida volta para casa, mesmo que não esteja totalmente bem. Ele deve voltar ao serviço uma ou mais vezes por semana, para continuar pegando a medicação e participando de atividades terapêuticas para sua completa recuperação. As famílias, na maioria das vezes, não estão preparadas para cuidar de seus doentes. E não é fácil cuidar de uma pessoa com transtorno mental, principalmente, em crise. A esquizofrenia é uma das doenças mais difíceis neste rol. O poeta Ferreira Gullar tem dois filhos que tem a doença. Um deles já é falecido. O outro quando entra em crise, fica agressivo, e quando está bem, não quer tomar a medicação. A família pode ser responsável pela melhora como pela piora do paciente. E se não for devidamente orientada, e até acompanhada por psicólogos, na primeira oportunidade, procurará internar em algum manicômio seu parente. Ferreira Gullar, em entrevista à revista Época em 2009, dizia que não queria internar seu filho, mas que muitas vezes não tinha outro jeito, pois não sabia lidar com a situação. Por isto, como estes serviços alternativos podem também ajudar os familiares a cuidar de seus doentes, para que eles não recorram aos manicômios que trazem lembranças horríveis e que não vão resolver o problema? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos profissionais dizem que quando o paciente adoece a família também adoece. Sendo assim, onde está o acolhimento e orientação a esta família doente, que quer cuidar de seu parente, mas que não sabe lidar com a situação?? Se os serviços como os CAPs, Hospitais Dias e outros que propõem um tratamento humanizado, não funcionarem adequadamente, o ciclo de internações que é combatido pela Luta Antimanicomial, pode voltar a acontecer. E aí todo o trabalho realizado, desde os anos 70, terá sido em vão. As políticas de saúde mental devem discutir e atualizar todos os meios de acesso da população às informações, visando melhorias para os usuários e facilitando o processo de inclusão e inserção social. Sendo assim, é preciso estarmos atentos para que aquilo que está no papel da Lei de Saúde Mental seja devidamente colocada em prática. Integralmente aos doentes, à família e a toda a sociedade. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-6306869315375208877?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/6306869315375208877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/como-anda-politica-de-saude-mental-no.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6306869315375208877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6306869315375208877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/como-anda-politica-de-saude-mental-no.html' title='Como anda a política de saúde mental no Brasil?'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-oQp43pe-J8w/TaD2QPSW1aI/AAAAAAAAANs/lGSVoAlDuSA/s72-c/98.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-9073911887288725677</id><published>2011-04-07T20:13:00.000-07:00</published><updated>2011-04-07T20:23:58.419-07:00</updated><title type='text'>Rede Feminista de Saúde considera Rede Cegonha retrocesso de 30 anos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sOrXUnEYoIg/TZ59ukkl7CI/AAAAAAAAANk/RIE272Ks2QM/s1600/direitos%2Breprodutivos.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-sOrXUnEYoIg/TZ59ukkl7CI/AAAAAAAAANk/RIE272Ks2QM/s320/direitos%2Breprodutivos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593046026285345826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Composta por um conjunto de medidas para garantir a todas as brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento adequado, seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até os dois primeiros anos de vida do bebê. As medidas previstas na Rede Cegonha abrangem a assistência obstétrica às mulheres – com foco na gravidez, no parto e pós-parto como também a assistência infantil (às crianças). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rede Cegonha contará com R$ 9,397 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde para investimentos até 2014. Estes recursos serão aplicados na construção de uma rede de cuidados primários à mulher e à criança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para a Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos, a Rede Cegonha vê a mulher como "mulher-mala" [mãe e filho no mesmo cestinho].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As cegonhas vão parir…tudo está resolvido! ”, ironiza a farmacêutica Clair Castilhos, professora do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que, seguida,  desabafa. “É profundamente doloroso que tenhamos que criticar a formulação e implantação de um programa do Ministério da Saúde voltado para nós mulheres. E o mais irônico e melancólico é que isto aconteça precisamente no momento em que temos um governo presidido por uma mulher com valorosa e digna trajetória política.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O conceito trazido pela Rede Cegonha é um retrocesso nas políticas com enfoque de gênero, saúde integral da mulher e direitos reprodutivos e sexuais”, alerta a cientista social Telia Negrão, secretária-executiva da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e diretora da RSMLAC,  em entrevista exclusiva ao Viomundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A ideia da Rede Cegonha desumaniza o evento reprodutivo, quando retira das mulheres o papel de trazedoras dos filhos ao mundo”, critica Telia. “Em consequência, elas deixam também de ser detentoras dos direitos reprodutivos. Adetentora será a cegonha.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detalhe: a Rede Cegonha foi lançada em 28 de março; no dia 22, a sua proposta foi apresentada numa oficina de trabalho no Ministério da Saúde às agências governamentais e agências de saúde das Nações Unidas, à Rede Feminista e a pessoas da Pastoral da Criança da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir a íntegra da entrevista que Telia Negrão concedeu a esta repórter. Vale a pena a conferir, para entender o pano de fundo da Rede Cegonha, suas implicações e por que os movimentos de feministas e de saúde a estão criticando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Conceição Lemes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo – Como a Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos recebeu o anúncio da Rede Cegonha? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão – Como um retrocesso. É a concepção materno-infantil de saúde da mulher, que criticamos há cerca de 30 anos, pois é reducionista. Na verdade, na campanha eleitoral do ano passado nós tivemos um primeiro sinal nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo – Explique melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão — Na campanha eleitoral do ano passado, a Rede Feminista, como fez em eleições anteriores,  elaborou uma carta — A saúde das mulheres merece o teu voto — para os candidatos de todos níveis da disputa, deputados a presidente da Republica. Nela, reafirmamos mais uma vez o paradigma que defendemos há cerca de 30 anos no âmbito das políticas públicas de saúde: a atenção integral à saúde das mulheres, a garantia dos direitos sexuais e direitos reprodutivos como parte dos direitos humanos das mulheres, o enfoque de gênero, diversidade de raça e de etnia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num determinado momento da disputa, porém, o aborto foi trazido para dentro da agenda da campanha eleitoral pelos setores conservadores, porque sabiam da posição da então candidata Dilma, que era favorável à descriminalização do aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi feita toda aquela  pressão para que ela recuasse na sua posição e garantisse  uma postura o mais aproximada possível da concepção materno-infantil, que consideramos uma posição limitada da saúde das mulheres, porque não leva em conta os ciclos de vida nem a possibilidade de as mulheres não desejarem a maternidade. Esse foi o primeiro momento.&lt;br /&gt;Depois, ainda durante a campanha, soubemos que Dilma, em visita ao Rio de Janeiro, conheceu um projeto denominado Rede Cegonha, um serviço de transporte de grávidas para ganhar o bebê,  e se apaixonou pelo nome.  Pelo menos, foi a informação que tivemos de dentro da campanha.&lt;br /&gt;Soubemos também que os marqueteiros consideraram então Rede Cegonha um bom nome para a proposta da atenção às mulheres no período gestação-parto-puerpério,  ou seja,  o período gravídico puerperal.  De forma que, ao final da campanha já se nota uma tendência à focalização da atenção materno-infantil em vez da atenção integral à saúde das mulheres. Ficou claro que corríamos o risco de nesse governo, frente às pressões dos setores conservadores, ser anunciada uma política com viés reducionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo – Mas esse período já é abordado pelas políticas públicas existentes no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão – Sim. Temos o Plano Nacional de Humanização do Parto (PNHP) e uma  norma regulamentadora, a RDC 36,  que definem uma abordagem de como deve ser a atenção das mulheres no período gravídico-puerperal.  Outras políticas juntas constituem a Atenção aos Direitos Reprodutivos das Mulheres,  que engloba o planejamento reprodutivo, a anticoncepção de emergência, as políticas destinadas ao enfrentamento da violência sexual. Esse conjunto de ações chama-se Política Nacional dos Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos das Mulheres Brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo – E o ministro Alexandre Padilha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão – Nós tivemos audiência com ele em Brasília, em 13 de janeiro. Na ocasião, cobramos que o Ministério da Saúde reafirmasse a política de atenção integral à saúde e de direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Também que retomasse a discussão de temas extremamente importantes, como a mortalidade materna, os abortos inseguros, a prevenção do HIV.&lt;br /&gt;O ministro nos garantiu que essas políticas seriam reafirmadas, embora já soubesse que teria de estruturar a Rede Cegonha. Disse que estruturaria essa proposta a partir da visão de integralidade.&lt;br /&gt;No mês de fevereiro, soubemos que a proposta da Rede Cegonha já estava sendo construída. Nós contatamos então o ministério  e dissemos que gostaríamos de discutir  já na sua elaboração.&lt;br /&gt;No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, emitimos uma nota, dizendo que queríamos saber o conteúdo da proposta. Ou seja, vimos que o gato estava subindo no telhado.&lt;br /&gt;Em 22 de março – o lançamento foi no dia 28! –, a Rede Cegonha nos foi apresentada numa oficina de trabalho no Ministério da Saúde. Além das agências governamentais e agências de saúde das Nações Unidas, estiveram presentes uma integrante do Conselho Nacional de Saúde, uma do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, representado pela Abrasco [Associação Brasileira de Saúde Coletiva],  a Rede Feminista de Saúde  e pessoas da Pastoral da Criança da CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil]. A presença da CNBB nos causou muito estranhamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo – Da sociedade civil só a Rede Feminista e a CNBB?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão – Sim, isso obviamente produziu em nós uma estranheza. E quando a proposta foi apresentada, de imediato reagimos  com  uma análise crítica. Dissemos que o que tinha entrado na proposta era muito bom, pois visa à redução dos índices de mortalidade materna e de sequelas no período gravídico-puerperal,  que nos inquietam também.  Mas o que nos preocupou foi aquilo que não tinha sido incluído na proposta. Afinal, se havia um diagnóstico, por sinal muito bom, para cada item, deveria haver uma proposta correspondente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo – E qual o diagnóstico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão –  O primeiro ponto era o dado de aborto: 189 mil por ano. Na verdade, correspondem às curetagens realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS).  E a estimativa de 1 milhão de abortos provocados por ano, feitos em condições inseguras, decorrentes de falta de acesso das mulheres ao planejamento reprodutivo, falha do método contraceptivo e não cumprimento da norma técnica do Ministério da Saúde de violência sexual.  Essa norma define como deve ser feita a atenção aos agravos à violência sexual, incluindo o aborto,  e cria serviços de atendimento.&lt;br /&gt;Esse ponto, porém, não tem no programa apresentado,  como correspondência, qualquer estratégia para garantir os serviços de aborto legal, tampouco qualquer estratégia com vistas à redução dos obstáculos para a realização da interrupção da gestação. Enfim, não há um enfrentamento correspondente a esse problema gravíssimo no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo – Quer dizer, o Ministério da Saúde apresenta o diagnóstico 1 milhão de abortos provocados por ano, feitos em condições inseguras. Porém, paradoxalmente, quando vai tratar a questão se restringe à mulher que vai ter o bebê, não aborda a que não vai ter, é isso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão — Exatamente. Não é uma política de direitos reprodutivos. É apenas uma boa política materno-infantil, pura e simplesmente para as mulheres que desejam ter filhos. As que não querem e engravidam, porque não conseguiram planejar ou o planejamento falhou, não são atendidas por essa política.&lt;br /&gt;Portanto, o enfrentamento da mortalidade materna, um dos argumentos para a Rede Cegonha, não está baseado em evidências científicas. A política anunciada é só para as mulheres que querem filho ou aquelas que, mesmo que sem nenhuma condição, vão ter filho contra a própria vontade. Logo, não é uma política que considerou que há mulheres que engravidam e não desejam levar adiante aquela gestação ou que engravidaram em circunstâncias adversas à sua vontade.&lt;br /&gt;Só que, no Brasil, desde 1983, quando foi instituída a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher [se chamava PAIMS, agora PNAIMS], essa é a diretriz nacional de atenção à saúde das mulheres.  Ela prevê que a atenção à saúde reprodutiva das mulheres tem de contemplar as que querem e as não querem ter filhos. Além disso, o Brasil é signatário de documentos internacionais, comprometendo-se com isso. Na próxima semana, haverá reunião em Nova York. O Brasil teria de estar lá, prestando contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo – Daí no início desta da entrevista a senhora ter dito que recebeu a Rede Cegonha como um retrocesso…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão – Infelizmente. Do ponto de vista de atenção integral à saúde das mulheres, que é nosso paradigma  desde a década de 1980, a Rede Cegonha  é reducionista, um retrocesso nas políticas de gênero, pois as mulheres deixam de ser sujeitas principais no evento reprodutivo, de estar no centro do processo.&lt;br /&gt;Inclusive, a coordenação da Rede Cegonha é compartilhada com a área de atenção à saúde da criança e  não tem como ponto de partida a saúde das mulheres. Há uma mudança no próprio foco da política de atenção à maternidade no Brasil, até então pautada por uma visão de direitos reprodutivos e que levava em conta a maternidade das mulheres que não queriam ter aquele filho. A da Rede Cegonha, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo – A doutora Fátima Oliveira diz que a Rede Cegonha traz no bojo a concepção mulher-mala, já vem tudo embrulhadinho no mesmo pacote. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão – (Risos). Nem mala nem cegonha. Nós achamos que esse conceito de Rede Cegonha é muito desumanizador. Ele retira da mulher o papel de sujeito do evento reprodutivo.&lt;br /&gt;A caracterização materno-infantil sempre foi a mulher barriguda, com o peito cheio, e o bebê: mulher como sujeito reprodutivo, afinal a gestação se dá no corpo das mulheres.&lt;br /&gt;Portanto, essa ideia da Rede Cegonha desumaniza o evento reprodutivo, quando retira das mulheres o papel de trazedoras dos filhos ao mundo.   E ao retirar as mulheres  como sujeito do evento reprodutivo, elas deixam de ser também  detentoras dos direitos reprodutivos. A detentora será a cegonha.&lt;br /&gt;A cegonha é um pássaro que não pertence nem à nossa fauna, europeu. Tudo vem prontinho, numa fraldinha, negando que a gestação é um processo humano, social, de nove meses vivido por mulheres. É um discurso muito antigo, mitificador, mentiroso, que não engana nem criancinha. Nem os bebês aceitam mais a velha cegonha. As crianças já sabem que o bebê vem da barriga da mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo – E mulher-mala?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão – Esse conceito é emblemático,e eu não gosto dele. Nos remete a setores conservadores que  não aceitam o direito de a mulher decidir sobre a sua gravidez.  São contrários ao direito à interrupção da gestação.  Consideram que as mulheres são apenas hospedeiras de fetos.  É um argumento inclusive dos setores  vinculados à Igreja Católica mais conservadora.  É um conceito que vem no discurso dos setores que se dizem defensores da vida, quando, na verdade, são as mulheres que a defendem.&lt;br /&gt;Acho horrível o conceito de mulher-hospedeira, porque retira das mulheres a capacidade de arbitrar, de exercer com autonomia as suas decisões. Assim como o conceito de mala que só carrega coisas dentro.&lt;br /&gt;De modo que eu prefiro dizer que o conceito de Rede Cegonha é desumanizador, retira cidadania, retira direitos, quando as mulheres são simplesmente substituídas pela figura de uma cegonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo — A senhora acredita que esse conceito da Rede Cegonha decorra da interferência da Igreja Católica, como aconteceu na última eleição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão – É possível. Eu preferiria acreditar que é um equívoco conceitual ou uma limitação da política pública, porque temo que o Estado brasileiro e as nossas políticas públicas estejam sendo influenciadas  pelas igrejas conservadoras. Mas, infelizmente, parece uma sinalização da capacidade desses setores de influirem na política pública. E isso fere profundamente o caráter laico do Estado brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo — O fato de na reunião de apresentação da Rede Cegonha a CNBB estar  presente é um sinal de que se está ferindo o Estado laico? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão — A CNBB, ao lado de todas as agremiações religiosas brasileiras, tem direito de debater as políticas públicas. Agora, nós vimos com muita estranheza que apenas a CNBB estivesse representada  naquela reunião, por que não as outras agremiações religiosas também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As representantes da CNBB não emitiram nenhuma opinião. Apenas ficaram assistindo à troca de argumentos entre setores do governo brasileiro, o movimento de mulheres e as agências de saúde das Nações Unidas, como a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). A OPAS se manifestou  em defesa da integralidade, em defesa do cumprimento da plataforma do Cairo, de 1994, que tem uma abrangência maior do que aquela colocada  no programa da Rede Cegonha.&lt;br /&gt;A Rede Cegonha está muito aquém do Programa de  População e Desenvolvimento, do Cairo, do qual o Brasil é signatário. O programa do Cairo prevê que as políticas públicas de saúde pública reprodutiva devam refletir a garantia  dos direitos reprodutivos das mulheres. E os direitos reprodutivos das mulheres contemplam os direitos das mulheres que querem ter filhos e os direitos das mulheres que não querem ter filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo – Se de um lado a Rede Cegonha vai possibilitar acesso a saúde de qualidade às mulheres que desejam ter filhos, de outro, ela ignora as mulheres que não querem. A senhora não teme que a sociedade passe a ver essa ação do movimento feminista como algo contra a população mais pobre, mais desassistida? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão — Não, porque quando defendemos que as políticas de saúde  reprodutiva devam ser amplas, estamos falando da grande maioria da população,  não estamos falando dos direitos das feministas.&lt;br /&gt;Não são as feministas que abortam. Aliás, as mulheres que se declaram feministas possivelmente são as que menos abortam, porque  que têm acesso à informação e grande parte delas, aos insumos de saúde reprodutiva. Leia-se métodos contraceptivos.&lt;br /&gt;As mulheres que têm as gestações não desejadas são as que necessitam SUS. São aquelas que não encontram no SUS informação, acesso a todos os insumos  de planejamento reprodutivo. São aquelas que quando  precisam fazer aborto, vão fazer aborto inseguro na aborteira ou na clínica clandestina. As outras mulheres, as que têm voz, quando precisam fazer aborto, procuram um hospital seguro. Eu, como pessoa privilegiada, se precisasse fazer um aborto, procuraria um bom hospital e pagaria para não correr o risco de morrer, porque é assim que funciona o aborto no Brasil.&lt;br /&gt;As mulheres que têm dinheiro vão fazer o aborto nas clínicas mais sofisticadas e mais seguras. Quem precisa do SUS para planejamento familiar, anticoncepção de emergência e abortamento, são as mulheres pobres, as trabalhadoras  brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nós não estamos nos distanciando das mulheres comuns do Brasil. Na verdade,  a gente está mostrando que tem um outro lado,  que é o direito de não ter filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um medicamento que se chama misoprostol – o famoso Citotec — , que pode   diminuir o sofrimento de uma mulher que não quer ter filho com algumas pastilhas. No entanto,  a venda desse medicamento em farmácia está proibida no Brasil. Ele só pode ser utilizado em hospital com receita médica . No entanto, se eu tiver dinheiro, eu compro e tomo esse medicamento. Temos um grave problema de justiça social no país.&lt;br /&gt;Consequentemente, eu acho que nós temos uma agenda ampla a ser debatida  no Brasil, que é mais do que melhorar as condições para as mulheres terem filhos. É oferecer às mulheres a possibilidade de terem os filhos que quiserem, quando quiserem, como quiserem, com quem quiserem, sempre nas melhores condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo – A Rede Cegonha é reducionista mesmo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão — É uma visão reducionista dos direitos reprodutivos e da própria saúde saúde reprodutiva, que é mais do que o direito de ter filhos.  É o direito de ter ou não filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres foram substituídas por um mito, o pássaro que carrega o bebê prontinho, comprometendo o próprio sentido da atenção humanizada no pré-natal, parto e puerpério. Uma subestimação dos avanços conceituais no campo dos direitos reprodutivos, como direitos humanos, infantilização do processo  reprodutivo centrado no bebê. Portanto, uma desumanização simbólica da política de saúde da mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo – E agora? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão — Nós tivemos a garantia do Ministério da Saúde de que teremos 90 dias para continuar conversando sobre o conteúdo e a estratégia da Rede Cegonha. Estamos aguardando o recebimento do documento com a política como efetivamente foi anunciada. Em cima dele, elaboraremos propostas para a melhoria desse programa. Defendemos que essa política após sua versão definitiva  ou na versão atual seja encaminhada para discussão no Conselho Nacional de Saúde e no Conselho Nacional de Direitos da Mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo — O ministro Padilha concordou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão – No dia 22 de março, a nossa conversa não foi com o ministro, que estava em Belém (PA), anunciando um programa nacional de câncer cérvico-uterino e de mama, que nós saudamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, saudamos duas grandes iniciativas: o posicionamento da presidenta Dilma sobre violência no dia 8 de março e a prioridade para o câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao programa de saúde reprodutiva, nós queremos que ele seja ampliado com a visão de saúde integral. Queremos a reafirmação do compromisso do governo brasileiro com a política de atenção à saúde integral das mulheres e o fortalecimento da área técnica de saúde da mulher. Essa é a nossa agenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viomundo — Do jeito que foi apresentado não é o caminho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telia Negrão — Nós achamos, insisto, que reduziu o foco de um problema que é muito mais amplo do que foi abordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 2006, quando foi criado o Pacto Nacional  pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, nós nos colocamos como defensoras de uma abordagem integral da problema mortalidade materna no Brasil. Isso significa abordar não só as causas obstétricas, mas também as vinculadas às desigualdades de gênero, ou seja , a violência contra as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio Grande do Sul, a violência é a primeira causa de morte de mulheres  no período da gestação e do puerpério. É também em Porto Alegre. Daí defendermos que a mortalidade materna seja vista dentro de visão mais ampla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma como foi anunciada a Rede Cegonha, não ficou claro qual será o papel do Pacto Nacional , que foi a estratégia estabelecida para enfrentarmos e atingirmos as metas do milênio em relação à mortalidade materna. Infelizmente, a continuar apenas a visão obstétrica da Rede Cegonha, o Brasil não atingirá essas metas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia aqui o pedido da doutora Clair Castilhos à presidenta Dilma para que ouça as mulheres em relação à Rede Cegonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia aqui o artigo da doutora Fátima Oliveira sobre as práticas zooterapêuticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:http://www.viomundo.com.br/entrevistas/rede-feminista-de-saude-rede-cegonha-e-um-retrocesso-de-30-anos-nas-politicas-de-genero-saude-da-mulher-direitos-reprodutivos-e-sexuais.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-9073911887288725677?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/9073911887288725677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/rede-feminista-de-saude-considera-rede.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/9073911887288725677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/9073911887288725677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/rede-feminista-de-saude-considera-rede.html' title='Rede Feminista de Saúde considera Rede Cegonha retrocesso de 30 anos'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-sOrXUnEYoIg/TZ59ukkl7CI/AAAAAAAAANk/RIE272Ks2QM/s72-c/direitos%2Breprodutivos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-7362396797968705232</id><published>2011-04-05T06:32:00.000-07:00</published><updated>2011-04-05T06:39:33.436-07:00</updated><title type='text'>Os programas policiais na PB e o desprezo à vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bBl3NKvhTL0/TZsbiW9UE0I/AAAAAAAAANU/wDNDgXVHjLA/s1600/a%2Bmidia.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 178px; height: 146px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-bBl3NKvhTL0/TZsbiW9UE0I/AAAAAAAAANU/wDNDgXVHjLA/s320/a%2Bmidia.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592093639402853186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Elaine Oliveira&lt;br /&gt;Nutricionista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TV paraibana nunca foi tão ridicularizada. As mortes transmitidas das 12 às 13h, que já eram prato principal dos almoços de muitos paraibanos "vidrados" no Correio Verdade, agora estão do jeito que o jornalismo imprudente sempre sonhou: as pessoas riem da desgraça alheia e a bandidagem ainda vira melô, hit musical...&lt;br /&gt;Pois é, as novas "celebridades" do jornalismo local não são reconhecidos por seu trabalho sério e competente em informar...não, são vistos pelo Brasil como repórteres que elevam a Paraíba...são reconhecidos em toda a parte, mas, como o próprio Portal Correio anunciou em 2010, " Agora, toda a Paraíba vai ver e conhecer a força, a alegria e a irreverência de Samuca Duarte e Emerson Machado." É mesmo uma pena que estivessem falando de um programa policial...&lt;br /&gt;Sucesso no you tube, orkut e afins, a "dança do mofi" é unanimidade: agrada tanto aos cidadãos de bem quanto aos bandidos. As crianças, incentivadas até mesmo pelos pais, colocam a camisa na cabeça e com os braços para trás dançam e aumentam a popularidade do jornalismo que todas as tardes ri da falta de consciência de uma população que já acostumada com a impunidade, resolveu aceitar que ela virasse piada.&lt;br /&gt;Tratados como "amigos" (já que são a audiencia), os criminosos até gostam das brincadeiras, afinal de contas, nem é assim tão grave o que eles fazem...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Para mim, parecia que já tinham usado e abusado de todas as armas do sensacionalismo, mas mostraram que não: no dia 31 de março o telejornal foi transmitido em pleno Mercado Público de Mangabeira, e é claro, com direito a palco e plateia. A cada notícia de mais uma entrada no Hospital de Emergência e Trauma ou de uma briga em bar que acabava em morte, uma música era tocada pela banda que estava participando do Caravana da Verdade. Lágrimas, perdas e outras tristezas que merecem respeito (seja por quem for), viraram show. Um show desejado e aclamado por muitos telespectadores. Ah, a ideia contraditória e doentia da contratação da banda foi anunciada no prórpio Portal Correio, com as seguintes palavras:" A Banda Identidade Baiana realizará um show para animar ainda mais o evento, das 11h às 14h."&lt;br /&gt;Samuka Duarte, Emerson Machado ( Mô- fi), Marcos Antonio (O Àguia), Josenildo Gonçalves (O Cancão da Madrugada) e toda a equipe de edição do Correio Verdade conseguem, dia após dia, tornar animadas as refeições de paraibanos que não se importam em almoçar frente às cenas de corpos perfurados e poças de sangue humano. Creio que não conseguem, com a mesma eficácia, tornar menos dolorosa a sina de uma mãe que sente a dor de ter um filho que agora é presidiário, de parentes de uma criança que morreu acidentalmente ou de um pai, que vê seu filho destruído pelas drogas, morto e servindo de audiência para um programa de humor chamado Correio Verdade.&lt;br /&gt;Não sou jornalista. Sou nutricionista, mas antes disso, cidadã. Incomodada com o desprezo explícito à vida humana senti a obrigação de pedir a todos os meus contatos que repensem seus valores de respeito e dignidade à vida sempre que pensem em assistir esse e outros programas que indiquem sinais tão fortes de insulto a nós, telespectadores. Insulto a nossa capacidade e direito de exigir jornalismo de qualidade em palavras e atitudes.&lt;br /&gt; Quanto mais as pessoas se conscientizarem dos "pequenos" males que nos envolvem com graça e alguns risos com gosto de sangue, mais chance teremos de exercer e usufruir daquilo que chamamos de cidadania. Merecemos mais respeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-7362396797968705232?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/7362396797968705232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/os-programas-policiais-na-pb-e-o.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/7362396797968705232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/7362396797968705232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/04/os-programas-policiais-na-pb-e-o.html' title='Os programas policiais na PB e o desprezo à vida'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bBl3NKvhTL0/TZsbiW9UE0I/AAAAAAAAANU/wDNDgXVHjLA/s72-c/a%2Bmidia.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-9039759739820338895</id><published>2011-03-28T17:17:00.000-07:00</published><updated>2011-03-28T17:21:37.606-07:00</updated><title type='text'>Jornalista de A Tarde pede demissão após censura em texto sobre Ivete Sangalo</title><content type='html'>Por Emanuella Sombra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunico que hoje, 28 de março, pedi demissão de A Tarde, jornal baiano, onde trabalhei nos últimos quatro anos como estagiária do Alô Redação, repórter de Local e, nos últimos 12 meses, repórter da Muito. Faço isso após o editor-chefe, Ricardo Mendes, determinar a supressão de trecho de entrevista que fiz com a cantora Ivete Sangalo, a ser publicada no próximo domingo, 3 de abril, na edição 157 da Muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O referido trecho diz respeito a  duas perguntas referentes, respectivamente, à crise na sua empresa, a Caco de Telha, e ao processo envolvendo seu ex-baterista, Tonho Batera. As duas perguntas foram pronta e educadamente respondidas pela cantora, sem qualquer indicação de que eu não pudesse publicá-las. Foram feitas após sua assessoria explicar que Ivete só não falaria: 1 - sobre sua vida pessoal e 2- sobre polêmicas envolvendo outros cantores. Portanto, sem que nem mesmo a assessoria da cantora me censurasse antecipadamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando saí da redação para fazer a entrevista na última sexta-feira, 25 de março, estava ciente de que o foco principal era o Troféu Dodô &amp; Osmar, promovido e realizado pelo Grupo A Tarde, no qual Ivete Sangalo será mestre de cerimônias, e que se tratava de uma edição especial em homenagem ao prêmio. Sei que todas as empresas de jornalismo desse país possuem interesses econômicos. Não estou saindo da empresa com uma ideia romântica do que é a minha profissão ou do que não vá enfrentar novamente. Mas para mim, neste momento, publicar uma entrevista de capa, com oito páginas internas de perguntas e respostas, em que, aos olhos do leitor, não se toca em dois dos assuntos mais relevantes envolvendo a cantora (isso pelo menos nos últimos três meses) é praticar um anti-jornalismo ao qual, em quatro anos de profissão, não estou acostumada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ainda quando se trata da primeira oportunidade em que Ivete falou sobre o caso em uma entrevista, de forma paciente e educada, longe dos bastidores do show business, sem nenhum tipo de pressão, e explicou qual sua versão dos fatos, afirmando que o irmão continua à frente dos negócios mesmo à distância – uma informação nova, de extrema relevância para o caso, ainda mais se dita por ela. Deixo claro que tomo esta decisão após solicitar ao mesmo editor-chefe que eu não assinasse a matéria por respeito à minha consciência e ao leitor, que certamente achará estranho uma entrevista tão longa ignorar o caso Caco de Telha. O pedido foi prontamente negado por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero agradecer a todos os colegas com quem trabalhei, em especial Marlene Lopes, quem primeiro me incentivou a fazer um bom trabalho nesta empresa, Kátia Borges, editora das mais competentes e sábias que conheci, e Nadja Vladi, que vem fazendo, semana a semana, um ótimo trabalho na Muito. Se um jornal tem em mãos um material de relevância jornalística e decide não publicá-lo para não correr o risco de ferir suscetibilidades ou atender a qualquer outro interesse que não o de informar, nada mais faz do que pôr em  risco a própria credibilidade. Da minha, eu não abro mão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-9039759739820338895?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/9039759739820338895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/03/jornalista-de-tarde-pede-demissao-apos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/9039759739820338895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/9039759739820338895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/03/jornalista-de-tarde-pede-demissao-apos.html' title='Jornalista de A Tarde pede demissão após censura em texto sobre Ivete Sangalo'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-2571863717974995120</id><published>2011-03-11T07:04:00.000-08:00</published><updated>2011-03-11T07:10:02.938-08:00</updated><title type='text'>Absorventes ecológicos e o Ayurveda</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zxy1fYhD8GE/TXo7PmbxqZI/AAAAAAAAANM/xJdA3T3tNLs/s1600/absorventes.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 72px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-zxy1fYhD8GE/TXo7PmbxqZI/AAAAAAAAANM/xJdA3T3tNLs/s320/absorventes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582839827280275858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Sabrina Alves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou usuária de absorventes ecológicos há pelos menos 5 anos. Sempre tive problemas com os descartáveis vendidos em farmácia e com praticamente todas as marcas, e olha que nunca usei os internos. Quando fui estudar Ayurveda, logo me dei conta que, segundo a filosofia, não bastava eu saber meu biótipo, precisava expandir a compreensão daquilo que me desequilibrava. E, como mulher, percebi que no mundo de hoje a maioria das coisas que me desequilibravam, desequilibravam também a maioria das mulheres. E um dos grandes perturbadores da vida plena de uma mulher é o absorvente descartável e, mais ainda, os de uso interno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estragos, embora enormes, são silenciosos e "silenciados". Variam desde alergias de contato, assaduras, fissuras, sem contar que com o abafamento úmido, a imunidade local e a flora vaginal baixam virando porta de entrada para todo o tipo de invasão, bactérias e vírus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais sobre a composição dos absorventes descartáveis recomendo fortemente a visita ao site pioneiro no Brasil "Coisas de Mulher" da Diana Hirsch (http://www.coisasdemulher.com.br). Lá fala sobre a composição absurda (metais, surfactantes, desinfetantes, fragrância, bactericida, fungicida, gel absorvente, colas, e traços de organocloretos entre outras coisas) que insistem em colocar no meio das nossas pernas sem nenhum órgão regulamentar o que pode ou não colocar no produto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o Ayurveda é bem simples o raciocínio: está lá o subdosha Apana Vata, o movimento e fluxo descendente localizado e manifesto em tudo aquilo que segue o caminho da eliminação para baixo: fezes, urina e sangue menstrual. O sangue menstrual tem um caminho muito claro para seguir: direto para o centro da terra. O fato é que com esse monte de "quinquilharia" dentro e no meio de você, não tem Apana vata que dê conta de eliminar todo o conteúdo do seu endométrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Ayurveda é muito óbvio que desarmonias como ovários policísticos, endometriose, vaginite, entre outras, uma das causas seria o uso desses "intrusos". As células não eliminadas corretamente migram e se alojam em lugares indevidos "dando crias de doenças" e infertilidade. Mas sei bem que não basta eu falar, escrever e recomendar. A raiz do problema é forte e longa. Muitos anos acreditando que o sangue menstrual é sujo e repugnante, fica realmente complicado pensar como voltar a usar as toalhinhas que as avós usavam. Precisamos de mudanças reais. Um novo paradigma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas "Toalhas da Vovó" são bem mais próximas de nossa vida moderna, urbana e cotidiana. São de flanelas ou de algodão orgânico; têm abas laterais, tamanhos diversificados, para tipos de fluxo e para horas do dia também (diurno e noturno). Mas se ainda sentir nojo do próprio sangue, ou vier com a velha falácia de que "não tem tempo", ou que isso é atrasado, ainda continuará a fazer parte da massa de mulheres reféns da tecnologia barata dos absorventes e "rolhas" descartáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os coletores, que não são absorventes, pois "coletam" e "aparam", estão entrando muito bem no mercado. Coletores menstruais são copinhos de silicone ou látex, usados como....COLETORES internos. Ao invés de absorver a menstruação, o sangue fica retido no copinho a espera que você o esvazie. É também ecológico porque não gera lixo e lavável, de fácil manutenção e uso. Também não resseca as mucosas vaginais. Há uns anos eu só conseguia em sites australianos e espanhóis. Mas hoje já é possível encontrar no Brasil. Realmente uma maravilha para as mulheres que tem problemas com o Ph do sangue em contato com a mucosa da vagina (mas isso no Ayurveda também é considerado uma desarmonia; fica para um outro artigo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas usando o raciocínio do Ayurveda ele ainda restringe o Apana vata, por ser "coletor" e não permitir o "livre fluxo" do prana. Estou condenando o coletor? Não!! Tenho estimulado muito as mulheres que me procuram em consultas e também as dos círculos de mulheres a usarem. Uma boa forma de se tocarem e começar a melhorar a relação com próprio sangue, pois assim terão de ficar cara a cara com ele. Muito embora minha orientação seja para que tenham tanto o "absorvente ecológico" como o "coletor". Principalmente para as que são atletas, dançarinas/bailarinas e que não tenha como se recolher durante a menstruação. Ficando o "coletor" para os dias de treino e apresentação e para os dias restantes o "absorvente ecológico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo usando-o como o "caminho de tijolos amarelos" que levará para liberdade de escolha e auto-gestação feminina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://yogajournal.terra.com.br/show_coluna.php?id=1082&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-2571863717974995120?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/2571863717974995120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/03/absorventes-ecologicos-e-o-ayurveda.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/2571863717974995120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/2571863717974995120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/03/absorventes-ecologicos-e-o-ayurveda.html' title='Absorventes ecológicos e o Ayurveda'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zxy1fYhD8GE/TXo7PmbxqZI/AAAAAAAAANM/xJdA3T3tNLs/s72-c/absorventes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-6834890499545413941</id><published>2011-03-09T19:31:00.001-08:00</published><updated>2011-03-09T19:37:26.106-08:00</updated><title type='text'>A senhora das Palavras - Juíza Luislinda Valois</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-NzkDJn7-aww/TXhHZuh9jSI/AAAAAAAAAM8/-7gwHOCGNrM/s1600/ju%25C3%25ADza%2Bluislinda.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-NzkDJn7-aww/TXhHZuh9jSI/AAAAAAAAAM8/-7gwHOCGNrM/s320/ju%25C3%25ADza%2Bluislinda.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582290245438508322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Enfrento obstáculos todos os dias porque sou mulher, negra, minha religião é o candomblé, sou nordestina e uso cabelo rastafari. Mas isto não me impede de ir atrás e conseguir meus objetivos. Sou juíza e em breve serei a primeira desembargadora negra do Brasil" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luislinda Valois&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-6834890499545413941?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/6834890499545413941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/03/senhora-das-palavras-juiza-luislinda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6834890499545413941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6834890499545413941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/03/senhora-das-palavras-juiza-luislinda.html' title='A senhora das Palavras - Juíza Luislinda Valois'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-NzkDJn7-aww/TXhHZuh9jSI/AAAAAAAAAM8/-7gwHOCGNrM/s72-c/ju%25C3%25ADza%2Bluislinda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-6718399462410040627</id><published>2011-03-09T19:26:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T19:27:37.304-08:00</updated><title type='text'>Todo homem é inimigo até ser educado para o contrário</title><content type='html'>Neste 8 de março, resgato uma idéia que já havia discutido aqui, mas que não mudou muitos nos últimos tempos: o jornalismo ajuda a manter, de diversas formas, a desigualdade de gênero:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês já repararam que muitos veículos de comunicação quando citam pela segunda vez o nome de um entrevistado, repetem o sobrenome no caso de homens e o primeiro nome no caso de mulheres? “De acordo com Fonseca” em contraste a “segundo Paula”. Já perguntei a um editor de um veículo que faz isso o porquê e ele disse que era apenas um padrão adotado para não confundir o leitor, uma vez que é mais comum chamar o homem pelo sobrenome do que a mulher. Mais respeito dedicado a um, mais informalidade a outra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece besteira esse tipo de coisa, mas minha profissão está recheada de sexismo de linguagem. Isso sem falar dos temas abordados, como saúde da mulher, que, contraditoriamente ,são tratados muitas vezes sob o ponto de vista masculino. Quando se adota um manual de redação, algumas dessas arestas são aparadas, mas ele não resolve tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas bizarrices cravadas em nossa formação e até os que têm consciência disso cometem barbaridades de vez em quando – eu, envergonhadamente, sou um exemplo disso. O que me lembra uma antiga militante pelos direitos das mulheres que dizia que todo o homem é inimigo até que tenha sido educado para o contrário. Nesse sentido, a formação educacional e social dos jornalistas continua pré-histórica, retrato do restante de nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar delas serem a imensa maioria nas redações, são minoria nos cargos de alto comando. Há poucas que fazem parte das equipes que escrevem os editoriais. Na média, também recebem salários menores que os dos homens. As editoras, muitas vezes, têm que trabalhar mais e mostrar serviço por serem testadas o todo o tempo. Isso sem contar o estresse de não poder engravidar e ter filhos para não perder o que já foi conquistado devido ao afastamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já participei de encontros reunindo representantes de veículos de comunicação progressistas. Muitas vezes são poucas as mulheres presentes, o que mostra que o problema não afeta apenas um grupo ou uma posição ideológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste 08 de março, gostaria de poder dizer que tudo isso vai mudar e rápido. Mas tenho certeza que não. Jornalistas acham que são iluminados pela razão. O jeito que tratamos nossas companheiras de trabalho – conscientemente ou não – mostra que não, que vamos na mesma lenta toada da sociedade como um todo, engatinhando para sair da idade das trevas do preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retirado do Blog do Sakamoto - http://blogdosakamoto.uol.com.br--&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-6718399462410040627?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/6718399462410040627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/03/todo-homem-e-inimigo-ate-ser-educado.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6718399462410040627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6718399462410040627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/03/todo-homem-e-inimigo-ate-ser-educado.html' title='Todo homem é inimigo até ser educado para o contrário'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-6624125022263807245</id><published>2011-03-03T07:09:00.000-08:00</published><updated>2011-03-03T07:10:39.261-08:00</updated><title type='text'>Jornada das Mulheres da Via Campesina mobiliza nove estados contra os agrotóxicos</title><content type='html'>A Jornada de Lutas das Mulheres da Via Campesina já mobilizou nove estados denuncia os impactos para a saúde humana e para o ambiente do uso abusivo dos agrotóxicos e aponta a responsabilidade do modelo de produção do agronegócio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o Brasil, as camponesas, em conjunto com outros movimentos urbanos, denunciam que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, inclusive de agentes contaminantes totalmente nocivos a saúde humana, animal e vegetal que já foram proibidos em outros países do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo dados do Sindicato da Indústria de Defesa Agrícola, os estados de Mato Grosso, Paraná e São Paulo são, respectivamente, os maiores consumidores de veneno. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nesta quarta-feira, aconteceram atividades em três estados: Ceará, Rio de Janeiro e Santa Catarina.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Confira o que aconteceu estado por estado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio de Janeiro, cerca de 300 mulheres trabalhadoras do campo e da cidade ocuparam a sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no centro da capital carioca.  O objetivo da mobilização é denunciar os altos investimentos e empréstimos do BNDES à indústria dos agrotóxicos e às transnacionais da agricultura, que compram e lançam os venenos agrícolas nas lavouras brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Ceará, mais de 1.000 mulheres dos movimentos sociais do Ceará, como o MST, o Movimento dos Conselhos Populares e a Central dos Movimentos Populares, fazem duas marchas para denunciar os impactos negativos para a saúde humana e para o ambiente com uso excessivo de agrotóxicos no Brasil e os impacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Fortaleza, mais de 600 mulheres marcharam até Palácio da Abolição, do governo do Estado, para denunciar a política de isenção fiscal que beneficia as indústrias de venenos e amplia o consumo de agrotóxicos em todo o estado. Em Santa Quitéria, 500 mulheres protestam contra a instalação da mina de Itataia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cerca de 500 mulheres da Via Campesina estão reunidas nesta quarta feira em Curitibanos (SC), no parque de exposição Pouso dos Tropeiros, com o lema, “Contra o agronegócio, em defesa da soberania popular”. O encontro iniciou com uma mística relembrando o porquê do 8 de março ser um dia de luta das mulheres trabalhadoras. No momento em que acontece o encontro, uma comissão está reunida com o governo do estado para reivindicar a pauta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na Bahia, 500 trabalhadoras rurais e urbanas realizaram uma caminhada em Vitória da Conquista em frente a Prefeitura e aos Bancos do Nordeste e Brasil para a reivindicação da liberação do Pronaf Mulher, renegociação das dívidas das assentadas e a construção de creches nos assentamentos. Em Petrolina, mais 500 camponesas ocuparam a sede do INSS junto com MPA, MAB, CPT, IRPA, Quilombolas e Pescadoras, para cobrar a implementação dos processos de aposentadoria das trabalhadoras rurais, auxílio doença e o salário maternidade. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em Eunápolis 1500 mulheres ocuparam a fazenda Cedro pertencente à multinacional Veracel, no município de Eunápolis no dia 28/2. Hoje, as camponesas trancaram a BR 101 por duas horas.  As trabalhadoras denunciam a ação do agronegócio no extremo sul da Bahia, com a produção da monocultura de eucaliptos praticada pela Veracel na região de maneira irregular, pois ocupa terras devolutas.  Encontros para discutir a agricultura camponesa e sementes crioulas também estão previstos para os dias 05 a 10 de março, envolvendo os municípios de Pindaí, Caetité, Riacho do Santana, Rio do Antônio, Caculé, Brumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Pernambuco, 800 trabalhadoras rurais ligadas ao MST, ao Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), ao Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) e à Comissão Pastoral da Terra (CPT) marcharam na manhã desta terça-feira (1/3) de Petrolina a Juazeiro, trancando a ponte que liga os dois municípios, denunciando a inoperância do Incra da região. No dia 28/2, mais 500 mulheres ocuparam o Incra da cidade de Recife como forma de chamar a atenção para a Reforma Agrária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio Grande do Sul, cerca de 1.000 mulheres da Via Campesina, Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Levante da Juventude e Intersindical protestaram no dia 1/3 em frente ao Palácio da Justiça, na Praça da Matriz em Porto Alegre. Elas saíram em marcha do Mercado Público de Porto Alegre até o local. Integrantes vestidas de preto estiveram paradas em frente ao prédio, em silêncio, para lembrar que as mulheres têm sido silenciadas por várias formas de violência. Na mesma cidade, cerca de 1.000 mulheres ocupam o pátio da empresa Braskem, do grupo Odebrecht, no Pólo Petroquímico de Triunfo, região metropolitana de Porto Alegre. A manifestação tem o objetivo de denunciar que o plástico verde, produzido à base de cana-de-açúcar, é tão nocivo e poluidor quanto o plástico fabricado à base de petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em Passo Fundo (RS), 500 mulheres realizaram uma manifestação pública no centro, com atividades de formação no Seminário Nossa Senhora Aparecida.&lt;br /&gt;No Sergipe, cerca de 1000 trabalhadoras rurais do estado estão acampadas na Praça da Bandeira de Aracaju. De 1 a 3 de março, elas participarão de atividades que denunciam os agrotóxicos, o agronegócio, a criminalização dos movimentos sociais e a violência da mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Minas Gerais, o Fórum Regional por Reforma Agrária do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba ocupou a sede da Fazenda Inhumas, em Uberaba, no sábado (26/2), em ação que envolveu 200 famílias. O evento marca as atividades do 8 de março e discutirá com cerca de 500 mulheres a violência causada pelo agronegócio, as consequências do uso de agrotóxicos e as alternativas para transformação do modelo discriminatório estabelecido no campo e na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo, desde o início desta sexta-feira (25/2), várias mulheres do MST, realizam ato de denúncia e reivindicação na frente da Prefeitura de Limeira, próximo da Campinas. No último dia 24/2, cerca de 70 mulheres do MST e da Via Campesina realizaram a ocupação da prefeitura do município de Apiaí, localizado na região Sudoeste de São Paulo para reivindicar o acesso aos direitos básicos como: saúde, educação, moradia, transporte e saneamento básico, que vendo sendo negados pelo município às famílias acampadas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-6624125022263807245?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/6624125022263807245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/03/jornada-das-mulheres-da-via-campesina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6624125022263807245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6624125022263807245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/03/jornada-das-mulheres-da-via-campesina.html' title='Jornada das Mulheres da Via Campesina mobiliza nove estados contra os agrotóxicos'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-6650496201764196681</id><published>2011-03-03T07:04:00.000-08:00</published><updated>2011-03-03T07:05:19.677-08:00</updated><title type='text'>Para mulheres, mídia retrata mal a figura feminina</title><content type='html'>Pesquisa da Fundação Perseu Abramo e do Sesc aponta que classe feminina se sente desrespeitada com a exibição de corpos na publicidade e na TV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bárbara Sacchitiello&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o público feminino da pesquisa, imagens e campanhas com belas mulheres acabam prejudicando a classe feminina &lt;br /&gt;Os homens até podem apreciar ver rostos e corpos de belas mulheres na TV, em peças publicitárias e na mídia em geral. Mas, para as mulheres, tal exibição, além de nem um pouco atrativa, contribui para uma desvalorização da classe feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão faz parte da ampla pesquisa “Mulheres brasileiras e gêneros nos espaços público e privado” – elaborada pelo Instituto Perseu Abramo em parceria com o Sesc de São Paulo. Elaborado no ano passado, o estudo faz uma análise das opiniões e percepções femininas acerca de diversas vertentes da sociedade. A ideia foi fazer um complemento à pesquisa realizada no ano de 2001, mas inserindo novos temas e contanto, também, com o contraponto das ideias masculinas – uma vez que, além de 2.365 mulheres, 1181 homens também foram entrevistados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos temas abordados neste ano foi a opinião das mulheres a respeito da imagem que a mídia (veículos e também a publicidade) faz da figura feminina. E os resultados mostram que a grande maioria está descontente com a exposição do corpo feminino. De todas as entrevistadas, 80% consideram ruim a exposição do corpo na TV e na publicidade. Há nove anos, na pesquisa anterior, esse índice era de 77%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as pesquisadas que desaprovam o excesso de exibição feminina, 51% consideram que valorizar o corpo implica um subjulgamento geral da figura da mulher. Somente 18% das mulheres consideram adequada a exibição de sua classe na TV e nos outros meios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esse índice mostra um amadurecimento da reflexão sobre a imagem da mulher. O percentual de desaprovação já era alto em 2001 e agora, cresceu mais. Isso mostra que elas estão conscientes de que a mídia, muitas vezes, impõe padrões que não são reais e que não representam a figura feminina”, argumenta Gustavo Venturi, professor do departamento de sociologia da Universidade de São Paulo e um dos coordenadores da pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dado interessante da pesquisa é que a grande maioria das mulheres (74%) é a favor de algum tipo de controle (governamental ou do próprio mercado) sobre o teor do conteúdo exibido pela publicidade e pela mídia. “Esse índice nos causou bastante surpresa porque é comum a sociedade reagir de maneira negativa a qualquer possível ideia de controle ou censura”, pontua o pesquisador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-6650496201764196681?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/6650496201764196681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/03/para-mulheres-midia-retrata-mal-figura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6650496201764196681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6650496201764196681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/03/para-mulheres-midia-retrata-mal-figura.html' title='Para mulheres, mídia retrata mal a figura feminina'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-3030937871490338438</id><published>2011-03-01T09:55:00.000-08:00</published><updated>2011-03-01T09:56:02.370-08:00</updated><title type='text'>Uma em cada quatro mulheres relata maus tratos durante o parto</title><content type='html'>Uma em cada quatro mulheres que deram à luz em hospitais públicos ou privados relatou algum tipo de agressão no parto, perpretada por profissionais de saúde que deveriam acolhê-la e zelar por seu bem-estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisa pioneiraÉ a primeira vez uma pesquisa quantifica em escala nacional a incidência dos maus-tratos contra parturientes, a partir de entrevistas em 25 unidades da Federação e em 176 municípios. Os dados integram o estudo "Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado", realizado em agosto de 2010 pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc e divulgado agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agressões vão de exames dolorosos a xingamentos e gritos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recusa em oferecer algum alívio para a dor, xingamentos, realização de exames dolorosos e contraindicados até ironias, gritos e tratamentos grosseiros com viés discriminatório quanto a classe social ou cor da pele. Estes são exemplos de tipos de maus-tratos sofridos por mulheres que dão a luz nos hospitais públicos e privados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viés discriminatório&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo constatou uma situação que Janaina Marques de Aguiar, doutora pela Faculdade de Medicina da USP, já tinha captado em estudos qualitativos. "Quanto mais jovem, mais escura, mais pobre, maior a violência no parto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humanização do parto e direito a acompanhante, ainda como desafiosDesde 2004, o Ministério da Saúde tem entre suas prioridades a humanização do parto. Mesmo assim, até hoje não conseguiu nem sequer universalizar o direito das parturientes a um acompanhante de sua confiança, conforme lei de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VEJA MINUTA DA PESQUISA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DISSERAM TER SOFRIDO VIOLÊNCIA NO PARTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rede pública : 27%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Privada : 17%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FRASES OUVIDAS DURANTE O PARTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23% - afirmaram ter ouvido alguma frase humilhante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15% - não chora não que ano que vem você estará aqui de novo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14% - na hora de fazer não chorou . Não chamou a mamãe, por que esta chorando agora ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6% - se gritar eu paro o que estou fazendo e não vou te atender&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5% - se gritar vai fazer mal para seu nenem . Seu nenem vai nascer surdo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Monica Aguiar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-3030937871490338438?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/3030937871490338438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/03/uma-em-cada-quatro-mulheres-relata-maus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/3030937871490338438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/3030937871490338438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/03/uma-em-cada-quatro-mulheres-relata-maus.html' title='Uma em cada quatro mulheres relata maus tratos durante o parto'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-4325769829381912687</id><published>2011-02-13T05:52:00.000-08:00</published><updated>2011-02-13T06:00:45.076-08:00</updated><title type='text'>Seminário de militantes do direito à comunicação no FSM propõe novo Fórum Mundial de Mídias Livres</title><content type='html'>Por iniciativa da Ritimo, uma organização francesa voltada para a comunicação, a serviço da solidariedade internacional e do desenvolvimento sustentável, da Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada e do Intervozes, organizações brasileiras, foi realizado um seminário reunindo mídias alternativas de vários países, durante este primeiro dia de atividades autogestionadas Fórum Social Mundial de Dacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na busca da construção “de um mundo menos desigual, que dê a palavra aos&lt;br /&gt;excluídos”, disse Myriam Merlant, da Ritimo, “estas organizações são essenciais para o contraponto com a grande mídia”. O objetivo do seminário, que constou de três momentos, foi a troca de experiências e a proposição de ações conjuntas, que levem à organização de um novo Fórum Mundial de Mídias Livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um panorama das novas mídias nos continentes foi desenvolvido no primeiro&lt;br /&gt;momento, reunindo experiências diversas realizadas na África, América Latina,&lt;br /&gt;Ásia e Europa. Na França, onde há boas leis para a garantia da liberdade de&lt;br /&gt;expressão, “a realidade mostra que a liberdade de imprensa já não é tão grande&lt;br /&gt;assim, como diz David, do Repórter Cidadão. A classificação desse quesito,&lt;br /&gt;medido anualmente naquele país europeu, mostra uma queda do 31º lugar para o 44º, segundo o jornalista. “Metade dos franceses dizem hoje que as coisas não acontecem como a mídia diz, 66% acham que a grande imprensa está sob domínio dos políticos, e principalmente as classes populares acreditam cada vez menos na grande mídia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concentração dos meios também é algo que vem acontecendo na França nos últimos anos, inclusive com novos decretos de Sarkozy, um dos quais determina a nomeação da direção da televisão pública pelo governo. “Nos últimos trinta anos, os pequenos veículos de mídia deixaram de existir”, conta David, e a informação vem se concentrando nos grandes meios, cujos donos são, por exemplo, dois grandes industriais que fabricam armas e aviões; outro investidor da mídia é um negociante de mineração na África. “Estamos cada vez mais dependentes dos grandes meios, mas este não é o único problema”, continua o repórter cidadão.&lt;br /&gt;“Antes, os movimentos sociais gostavam quando a mídia aparecia, hoje os&lt;br /&gt;movimentos querem a mídia longe, e as pessoas perguntam porque as coberturas são todas iguais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos bem como é essa história no Brasil, e as semelhanças não param por aí. “Tenta-se produzir informação da forma mais barata possível, não há mais&lt;br /&gt;reportagem; os jornalistas tem o mesmo perfil social, a maioria vem das classes&lt;br /&gt;altas, estudam nas mesmas escolas”. Além disso, segundo David, há o “mito do&lt;br /&gt;indivíduo”, onde se valoriza as personalidades por isso e aquilo. “O indivíduo&lt;br /&gt;constrói a sociedade, não é a sociedade que constrói o indivíduo, para a mídia;&lt;br /&gt;privilegia-se os eventos e não o contexto histórico e difunde-se um pensamento&lt;br /&gt;utilitarista. O leitor é consumidor, não cidadão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;America Latina, África, tudo igual&lt;br /&gt;Na América Latina o modelo de comunicação é o das mídias privadas americanas, não o das mídias públicas da Europa, falou Sally, da ALAI (Agencia Latinoamericana de Información). “As mídias comunitárias procuram preencher o espaço da mídia pública, mas são ainda marginais e pequenas, são principalmente rádios”. Neste lado sul do planeta, “falamos mais do direito à comunicação do que à informação”, nestes últimos quinze anos, quando fortalece-se um movimento de luta por esse direito essencial. Grandes empresas, mais que os governos, concentram a comunicação e o debate aumentou com os novos governos mais à esquerda. Sally citou os exemplos da Argentina e da Venezuela, onde grandes mobilizações influíram nesta pauta, e onde o tema vem alcançando os movimentos sociais, que percebem a necessidade de criar suas próprias mídias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como participante da comissão de comunicação do FSM, a coordenadora da Ciranda, Rita Freire, salientou a importância de que o Fórum Social Mundial seja portador da mensagem pela democracia nos meios de comunicação. Apresentando os contrastes existentes no Brasil, Rita destacou a criminalização da pobreza e a mercantilização feita pela mídia, distorcendo a realidade, a imagem da mulher, escondendo a maioria afrodescendente, agredindo os direitos da infância. “No Brasil, iniciou-se um movimento para que essa situação seja modificada, que nasceu dos ativistas da comunicação, dos meios alternativos, dos jornalistas ligados aos movimentos sociais, e se transformou num chamamento para que a sociedade brasileira compreenda que essa estrutura de comunicação não é natural, não é democrática e precisa ser modificada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa movimentação conseguiu que o governo brasileiro convocasse uma conferência nacional de comunicação, e isso aconteceu no último FSM, em Belém, como lembra Rita. “Essa conferência mostrou o quanto estamos cercados e controlados pelos grandes meios no Brasil, que passaram um ano fazendo esforços para que o encontro não acontecesse”. A jornalista lembrou ainda que no último período houve o fechamento de 3 mil rádios comunitárias no Brasil e que os grandes meios atuam para criminalizar as mídias populares, pois existe hoje concretamente um processo de articulação das pequenas mídias, que são agentes de defesa de novas políticas de comunicação em nosso país”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informação alternativa no continente africano&lt;br /&gt;Para Alymana Bathily, da Amarc – Sénégal, “hoje, o cenário midiático na África tem pluralismo de informação; mas isso vem da metade dos anos 90, e foi&lt;br /&gt;conseguido graças a luta dos movimentos sociais e por conta das revoluções,&lt;br /&gt;algumas violentas, como a do Mali, ou a conquista do fim do apartheid na África do Sul. Vimos nascer mídias plurais, temos mídias estatais, que antes eram as únicas, nada privado havia. Aqui no Senegal temos quinze jornais diários; em 1995 haviam dez rádios comunitárias em toda a Africa Ocidental, hoje temos 200”. As televisões privadas desenvolvem-se em toda a África, só no Senegal existem meia dúzia de canais, o que Alymana considera muito para um país pequeno (12 milhões de habitantes). Há muita diversidade, segundo o ativista, há jornais pró governo, contra, de opinião, religiosos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra novidade, segundo ele, é a internet, embora tenha pouca penetração na&lt;br /&gt;África subsariana (5 ou 6% da população), em comparação com a África do norte. “A internet desenvolve-se lentamente, mas é bem utilizada pelas rádios&lt;br /&gt;comunitárias (62% acesso) e pelos movimentos sociais. Outra coisa é o celular,&lt;br /&gt;metade da população africana tem acesso, e isso fez diferença enorme, mesmo que não possam ser usados de modo muito criativo. Até pouco tempo era difícil&lt;br /&gt;jornalistas saírem e passarem informação para a redação”. Exemplo disso foram as ultimas eleições, quando os jornalistas puderam cobrir em todos os locais e isso permitiu que a oposição ganhasse. Por outro lado, existe um arsenal de leis sobre difamação e calúnia contra os chefes de estado, o que faz com que os jornalistas pratiquem autocensura; também a formação de jornalistas é outro problema, assim como a falta de equipamentos, principalmente para as rádios comunitárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mohammed Legtas, atua no E-Joussour, do Marrocos, projeto feito pelos movimentos sociais para coordenar ações no norte da África e no Oriente Médio. Nessa região, "o ambiente é hostil aos direitos das mulheres, à liberdade de expressão, as mídias convencionais são totalmente controladas pelo Estado,&lt;br /&gt;jornalistas são mandados para a prisão freqüentemente”. O desenvolvimento da mídia alternativa, com a internet, gerou novos militantes, que aprenderam a&lt;br /&gt;desenvolver novas plataformas, e filmaram, por exemplo, os soldados recebendo&lt;br /&gt;dinheiro da corrupção. Mohammed lembra que nos recentes acontecimentos na Tunísia o celular teve papel primordial, embora o 3G tenha chegado há apenas&lt;br /&gt;oito meses por lá. Promover o rádio e a televisão via web é muito importante&lt;br /&gt;devido ao analfabetismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O E-Joussour não é apenas um site de informação. “Somos muitos ativos na&lt;br /&gt;dinamização dos movimentos sociais, trabalhamos muito com tradução, para&lt;br /&gt;permitir que o conhecimento chegue para a população árabe e também no uso do vídeo, inclusive com celular. Usamos o software livre, o mais fácil possível, e&lt;br /&gt;ensinamos a editar e publicar”. Foi assim que se publicou muito do que ocorreu na Tunisia e Egito. Video-maker no Egito, Mahmoud El-adawy, nos disse que o&lt;br /&gt;caminho foi mostrado pelos tunisianos. “Durante muito tempo não imaginamos que uma revolução podia acontecer no Egito, militávamos a partir do Facebook, trocando informações a que tínhamos acesso, e isso é até meio irônico, mas&lt;br /&gt;descobrimos que isso permitia realizar o sonho de ação juntos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maris de la Cruz, do Network for Transformative Social Protection, das&lt;br /&gt;Filipinas, diz que sua rede trabalha pela dignidade e vida das pessoas, mas&lt;br /&gt;perceberam a importância de lutar pela comunicação. O trabalho começou em 2009 juntando vários movimentos, envolvendo a Tailândia, Tunísia e Vietnã, além das Filipinas. A idéia é conseguir “garantia dos direitos e fortalecer os movimentos sociais, e ajudando os pobres a conquistarem força coletiva, econômica e política, a partir de benefícios concretos, e transformá-los em atores do movimento social”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ela, o processo de informação tem sido fundamental para a luta por qualquer outro direito. A constituição de 1987 garante o direito das pessoas à informação e declara que é necessário haver transparência completa do Estado, mas até agora o congresso não regulamentou essa legislação. Desde 2000 a sociedade civil luta por isso, “lutam para construir mídia alternativa, mas a influencia das empresas privadas ao governo constitui barreira muito forte, a grande mídia só difunde informações que sejam uteis para eles”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assembléia de convergência e novo Fórum de Mídia Livre&lt;br /&gt;Tanta convergência de situações em relação à grande mídia foi mostrando a&lt;br /&gt;importância de incrementarmos nossas redes mundiais e a urgência da realização de um novo Forum Mundial de Mídia Livre, com propostas para que seja realizado antes do próximo FSM. Mario Lubetkin, do IPS-Terra Via, de Roma, defendeu que seja realizado no Rio + 20, a realizar-se no próximo ano no Brasil, aproveitando a presença de pessoas do mundo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta também foi defendida por Renato Rovai, da Revista Fórum, do Brasil. Ele acredita que já devíamos ter realizado esse encontro de midialivristas, para que nos sentíssemos mais empoderados. "Precisamos de muitos veículos, inclusive com divergências entre eles, para termos uma visão da diversidade. É fundamental que disputemos a informação, mas não construamos nossos veículos nas mesmas bases da mídia comercial, nossos meios não são verticais, não são comerciais, não utilizam a informação como mercadoria".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate veio a propósito de uma colocação de Fazila Farouk, da agência Sacsis, da África do Sul, que defendeu nosso trabalho em conjunto com as mídias já&lt;br /&gt;existentes, pois não podemos competir com elas, e "gastamos muito tempo falando uns com os outros". Participaram das mesas ainda Michel Lambert, do&lt;br /&gt;Alternatives, no Canadá, as francesas Agnès Rousseaux, do Basta, e Anne Laurence Mazenq, da RadioForum, e Bia Barbosa, do Intervozes, Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o encaminhamento da proposta de novo Fórum mundial de mídia alternativa, Bia propôs a elaboração de um documento conjunto a ser levado na assembléia de convergência dos comunicadores a ser realizada no dia 10, neste FSM. "É preciso envolver o FSM com a luta da comunicação", disse ela, apoiada por vários dos participantes. O documento conjunto está sendo construído, para que se faça um proposição internacional da realização do novo Fórum Mundial de Mídia Livre, provavelmente no ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada (por Terezinha&lt;br /&gt;Vicente)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-4325769829381912687?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/4325769829381912687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/02/seminario-de-militantes-do-direito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/4325769829381912687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/4325769829381912687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/02/seminario-de-militantes-do-direito.html' title='Seminário de militantes do direito à comunicação no FSM propõe novo Fórum Mundial de Mídias Livres'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-7759333159640541146</id><published>2011-02-12T08:25:00.000-08:00</published><updated>2011-02-12T08:27:33.809-08:00</updated><title type='text'>Falsa</title><content type='html'># "São só barganhas..." Eis o motivo de ter entregue a cabeça do colega, de bandeja. Entre uma desfaçatez e outra, sorri docemente. Como foi frustrado o meu desejo de trabalhar com teatro, interpreto o tempo inteiro na minha vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer situação de impasse exige um sorriso que liquida toda dúvida. Mas minha maior maestria foi ter adotado a distração como tática. As inúmeras lições de comodismo e mau caratismo que absorvi trabalhando compuseram meu perfil profissional, só que a cara de lesada era um trunfo individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há consonâncias entre o ideal e o real, mas não para uma pessoa que entregou-se às crenças comuns, materiais e de estatus. Faço apologias ao bitolamento sim! Creio que estar presa, numa gaiola linda, espaçosa, com grades finíssimas folheadas a ouro, é o máximo que qualquer ser vivo consegue, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém se presta atualmente, gratuitamente, à bondade. Não fujo a essa regra ultrapassada e me mostro típico protótipo da humanidade. Conheço milhares de pessoas, chamo todo mundo de amigo (incluindo os inimigos). Mastigo, com os parentes mais velhos, esse bolo solado e sem açúcar que é a falsidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito, para mim, foi continuar sendo isso: uma farsa. Podia ser melhor, eu sei. "Devia ser o que todos são, medíocres... seria prudente", refleti assim já, um dia. Por piedade de quem me vê com uma das minhas dezenas de máscaras. Rio muito ao tirá-las, por dentro de mim, rio demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo caso prefiro a ilusão real ao sonho inalcançável. Cubro tudo com minha existência irreal, com meus 300 fakes para as milhares de redes sociais... fazendo crer, em minha atuação eterna, que sou uma sendo outra pessoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#valdívia costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-7759333159640541146?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/7759333159640541146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/02/falsa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/7759333159640541146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/7759333159640541146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/02/falsa.html' title='Falsa'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-9068532841331091056</id><published>2011-02-12T07:18:00.000-08:00</published><updated>2011-02-12T07:24:08.756-08:00</updated><title type='text'>O Oriente Médio e Seus Ditadores</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ugSAP9LQLKM/TVal8qUhYDI/AAAAAAAAAM0/eaNKoWIRWZc/s1600/egito.2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ugSAP9LQLKM/TVal8qUhYDI/AAAAAAAAAM0/eaNKoWIRWZc/s320/egito.2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572824050488664114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estevam Dedalus*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andava meio preguiçoso e desinteressado com a matemática, até encontrar números politicamente interessantes: Muamar Kadafi governa a Líbia desde 1969. O Aiatolá Khamenei é o líder supremo iraniano há 21 anos. O falecido, Zayed bin Sultan Al Nahayan,  presidiu os Emirados Árabes Unidos por mais de 30 anos. Após sua morte, em 2004, o cargo vitalício passou às mãos do seu filho. Sadam Hussein esteve à frente do Iraque de 1979 a 2003. Provavelmente não fosse a intervenção armada ianque ainda estaria por lá.  Já o atual presidente do Egito, Hosni Mubarak, se arrasta há mais 29anos no poder – desde o assassinato de Anwar Al Sadat pelo grupo terrorista Jihad Islâmica Egípcia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mubarak é um desses homens empedernidos. Ao longo do tempo sufocou seus opositores diretos através da violência e corrupção de instituições democráticas, impondo barreiras legais ao multipartidarismo e a alternância de governo. Atualmente crises socioeconômicas balançaram o país; o elevado índice de desemprego aliado à inflação estimulou o maior descontentamento da população. Milhares e milhares de pessoas, insatisfeitas com o regime político e às más condições de vida, enfrentam corajosamente nas ruas toda a brutalidade das forças de repressão governamental. Até o dia 10 de fevereiro registraram-se ao menos 151 mortes e milhares de feridos nos confrontos; especula-se que o número de vítimas seja bem maior. Entre elas, feridos com armas de fogo, bombas, gás tóxico, coquetéis molotov, facas, pedaços de pau e pedra, torturados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As consequências desses protestos podem ser sentidas em várias partes do mundo. Além do já esperado aumento no preço do barril de petróleo, o evento criou uma nova onda de instabilidade numa área marcada por tensões e acendeu a expectativa de que países vizinhos também sejam contagiados por sublevações, alterando a geopolítica da região. Podemos, então, conjecturar que a ideia de efeito dominó ganha força, na medida em que muitos desses países guardam, entre si, semelhanças sociopolíticas importantes. Especialistas relacionam os atuais levantes egípcios à influência dos protestos que ocorreram anteriormente na Tunísia, que ficaram conhecidos como a Revolução de Jasmim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como observador distante, fico aqui em casa imaginando o que deve se passar, nesse momento, pela cabeça de “sujeitinhos” como Murabak e Kadafi: será que eles sentem medo?  Quem nos garantirá que à noite, entregues à própria consciência, não reconheçam o desastre de seus governos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais de 40 anos Kadafi é o chefe de Estado da Líbia. Nasceu numa família de beduínos e durante parte da infância flanou como nômade pelas areias do deserto do Saara. Sunita, foi educado sob rígidos preceitos muçulmanos e desenvolveu, logo cedo, grande aversão aos ocidentais – em grande parte, resultado da dominação estrangeira imposta ao seu país. Aos 10 anos de idade foi estudar no colégio da cidade de Sidra; seus pais o achavam um menino muito inteligente e por isso decidiram apostar nos seus estudos. Durante a adolescência acabou influenciado pelos discursos nacionalistas de Gamal Nasser, presidente do Egito e líder do movimento dos Oficiais Livres, responsável pelo golpe de Estado contra o rei Faruk, discursos estes que ele costumava ouvir no rádio. Com apenas 17 anos fundou um grupo secreto revolucionário, de inspiração islâmica e socialista, do qual as células posteriormente se expandiriam para o exército líbio. Estudou história, ciência política e direito na Universidade da Líbia; entrou para o exército e pôs em prática audacioso plano de tomada do poder.  Muitos oficiais e soldados aderiram ao movimento; alguns membros da organização ocupavam posições bastante influentes na estrutura das forças armadas. Kadafi tinha acesso a informações governamentais secretas e valiosas. O golpe de Estado aconteceu no dia 01 de setembro de 1969, durante as férias do rei Idris na Turquia. Engenhosamente fez com que pelotões do exército tomassem de assalto o palácio real, ao mesmo tempo em que outros grupos rendiam os quartéis generais. Em seguida, açambarcaria os meios de comunicação pelos quais anunciou ao país o fim do antigo regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cme_O2xzubQ/TValwL9AWXI/AAAAAAAAAMs/bW5xbjIwyPs/s1600/egito.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-cme_O2xzubQ/TValwL9AWXI/AAAAAAAAAMs/bW5xbjIwyPs/s320/egito.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572823836178536818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez os movimentos populares no Egito ultrapassem as fronteiras nacionais, escorram pela Líbia e deságuem em outros países árabes, reescrevendo assim a “hidrografia” política da região. Devemos, no entanto, ficar de olhos bem abertos ao perigo de regressão desse processo. Grupos islâmicos conservadores estão vivos na disputa pelo poder político, o que torna ainda mais dramático o desfecho dos acontecimentos. Infelizmente o que nos resta agora é aguardar os próximos capítulos dessa batalha e torcer por um bom desenlace. O escritor venezuelano Mariano Picón-Salas dizia que "a história é o incalculável impacto das circunstâncias sobre as utopias e os sonhos". Meu desejo é que esse impacto não passe de um carinhoso afago.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-9068532841331091056?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/9068532841331091056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/02/o-oriente-medio-e-seus-ditadores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/9068532841331091056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/9068532841331091056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/02/o-oriente-medio-e-seus-ditadores.html' title='O Oriente Médio e Seus Ditadores'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ugSAP9LQLKM/TVal8qUhYDI/AAAAAAAAAM0/eaNKoWIRWZc/s72-c/egito.2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-5712699407009270141</id><published>2011-02-12T07:12:00.000-08:00</published><updated>2011-02-12T07:16:27.349-08:00</updated><title type='text'>Meninos e meninas: qual o papel de cada um/a?</title><content type='html'>O que significa ser uma menina?  E um menino? Há comportamentos inatos, capacidades ou interesses que vão além de ser um menino ou uma menina? Existem coisas que meninos ou meninas não podem ou não estão autorizados a fazer por causa de seu sexo? Ambos têm as mesmas oportunidades na vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meninas são… Menino são… é o tema do Dia Internacional da Criança no Rádio e na TV, que será celebrado este ano no dia 6 de março. A ideia do Unicef, promotor do evento há mais de 15 anos, é contar com a participação dos meios de comunicação. Neste dia, o Unicef sugere que a mídia em geral abra sua programação para dar vez e voz as crianças e, neste ano, para debater a questão do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dia Internacional da Criança no Rádio e na TV foi criado para dar mais visibilidade aos direitos de meninas e meninos. Com o passar dos anos, tornou-se também um dia para celebrar os mais jovens na mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O direito à participação e à liberdade de expressão é essencial para o desenvolvimento dos adolescentes. Ao dar voz aos mais jovens, as emissoras têm a oportunidade de fortalecer meninas e meninos em seus conhecimentos sobre os meios de comunicação. Isso mostra a outros adolescentes que eles também podem se expressar. E mostra ao mundo o que os mais jovens pensam sobre sua vida e suas comunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mais informações&lt;br /&gt;http://www.unicef.org/videoaudio/video_55906.html&lt;br /&gt;Karen Cirillo&lt;br /&gt;kcirillo@unicef.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.revistapontocom.org.br/ponto-central/meninos-e-meninas-qual-o-papel-de-cada-um&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-5712699407009270141?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/5712699407009270141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/02/meninos-e-meninas-qual-o-papel-de-cada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/5712699407009270141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/5712699407009270141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/02/meninos-e-meninas-qual-o-papel-de-cada.html' title='Meninos e meninas: qual o papel de cada um/a?'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-1480169103827493861</id><published>2011-02-12T07:11:00.000-08:00</published><updated>2011-02-12T07:12:24.346-08:00</updated><title type='text'>Lei Maria da Penha precisa ser apoiada e não desfigurada</title><content type='html'>Ana Claudia Jaquetto Pereira, consultora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria-CFEMEA, fala um pouco sobre a Lei Maria da Penha, que tem por objetivo proteger a mulher vítima de agressão e violência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela nos conta que a Lei Maria da Penha tem o apoio de ampla maioria da população brasileira. Contudo, ainda precisa ter seus instrumentos priorizados pelas autoridades públicas. Para que a Lei funcione bem é necessário que o orçamento, da União, dos Estados e dos Municípios, contemple recursos para políticas públicas relacionadas à proteção das mulheres, formação dos agentes públicos, inclusive do Judiciário, construção de casas-abrigo, de creches, para políticas de geração de emprego e renda, para apoio à organização autônoma das mulheres etc. Para que os poderes Executivo e Legislativo priorizem no orçamento as políticas públicas voltadas as mulheres é importante que movimento sociais se organizem para pressionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Legislativo, ela nos informa, há uma série de propostas de mudança da Lei, mas elas não melhoram em nada o que já está estabelecido, há algumas que podem prejudicar a lei. Por isso sugere que as alterações que sejam propostas à Lei sejam debatidas amplamente com os movimentos feministas e todas as pessoas que atuam na proteção das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista ao video em:  http://vimeo.com:80/19211233&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais em feminismo.org.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-1480169103827493861?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/1480169103827493861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/02/lei-maria-da-penha-precisa-ser-apoiada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/1480169103827493861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/1480169103827493861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/02/lei-maria-da-penha-precisa-ser-apoiada.html' title='Lei Maria da Penha precisa ser apoiada e não desfigurada'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-447609866826197820</id><published>2011-02-07T06:47:00.000-08:00</published><updated>2011-02-07T07:00:04.434-08:00</updated><title type='text'>Estamira e a loucura. Ou o que é a loucura?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TVAI6Q0TklI/AAAAAAAAAMk/-Z1cJ653JKA/s1600/estamira.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 172px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TVAI6Q0TklI/AAAAAAAAAMk/-Z1cJ653JKA/s320/estamira.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570962536097092178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;por Tomazio Aguirre - retirado do site Overmundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar responder rapidamente a uma pergunta que poucas pessoas que ainda gostam de compreender as coisas têm se feito, já que as ciências aplicadas, como psiquiatria, psicologia e antropologia, têm se restringido a retóricas em torno dos temas que abordam, à medida que se concentram em pequenas disputas de poder institucionais e preciosismos pessoais. A pergunta é: O que é a loucura? E, mais particularmente, o que é a loucura no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar responder usando um documentário muitíssimo instrutivo, de Marcos Prado, chamado Estamira, sobre uma mulher louca (oficialmente esquizofrênica) moradora de um lixão no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, esqueçam o lugar-comum: a crença mundialmente difundida de que a loucura é uma doença do cérebro, de nome esquizofrenia, e a crença de que quem dela entenderia seriam os psiquiatras ou profissionais da “saúde mental”. Alguns poucos, raríssimos profissionais, sim, ainda se esforçam para não serem apenas cegos num tiroteio, mas a maioria deles não entende nada sobre loucura. São apenas práticos, prescritores de remédios ou de terapias vazias, mas sem compreender a essência daquilo com o que lidam. Também os antipsiquiatras, psicólogos e antropólogos têm se convertido apenas em ilusionistas, ideólogos, às vezes bem intencionados, que querem salvar o mundo, começando pelos loucos, mas pouco entendendo daquilo a que se referem. Apenas tentam arregimentar seguidores, e muitas vezes conseguem. O Brasil é um país de messiânicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, fui surpreendido pelo documentário Estamira, que é justamente interessante por não apresentar voz de narradores ou especialistas da psiquiatria, da saúde mental, da psicologia ou da antropologia brasileira abrindo a boca para explicar o que estava sendo mostrado. O documentário é apenas a voz de uma louca se auto-explicando, e explicando o mundo que a fez ser como é, e no qual ela vive do jeito que é possível: bruta, enraivecida, solitária, sofrida, que prefere viver no meio do lixo, cercada de outros restos humanos como ela, do que com sua família; vendo o mundo como um lugar de violência, conspirações, barbaridades, falsidades, genocídio, em que cada um tem que ser seu próprio herói, seu próprio deus, seu próprio mito e seu próprio guia, auto-construindo seu próprio sentido de vida; porque tudo o mais além do que a própria pessoa pode inventar para si mesma são mentiras que a levarão no máximo a uma vala comum de indigentes, de bandidos ou de loucos humanizados, medicados e intolerados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que após a década de 1960 loucura passou a ser sinônimo de "rebeldia", de "transgressão", de "desbunde", de "porralouquice", e muitos bem-nascidos passaram a ter um certo prazer em se auto-denominar ou se exibir como loucos, diferentes, extravagantes, viajandões, rebeldes, etc. Mas não é a este deleite burguês que me refiro como loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui falando da loucura trágica, da loucura catástrofe, da loucura fim-de-mundo, da loucura que leva um sujeito a se desesperar e a viver em um mundo delirante próprio, solitário, correndo pelas ruas e rejeitando a vida com os demais seres humanos, e sendo ao mesmo tempo rejeitado por todos, como seres indesejáveis e insuportáveis. Loucura esta que a Estamira do documentário expressa aos berros, sem ter sido silenciada por drogas, caridade, psicologias, polícia ou assassinato - que é o fim que tem levado a maioria dos milhões de loucos reais desse país. Mas curioso é que, por ser o Brasil um país que não se civilizou, Estamira conseguiu escapar a todas essas armadilhas modernas para os inadaptados, sobrevivendo sem ser silenciada e ainda indo parar em um filme. Trágica contradição deste país moribundo: apenas no caos a loucura tem voz própria. A Alemanha não deixou nem mesmo Nietzsche continuar berrando audivelmente depois de ter se tornado oficialmente doido. Mas aqui os loucos conseguem fugir ao controle dos "normais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa loucura real, de loucos reais, subumanos, e não dos desejosos de serem artistas ou transgressores em suas "modinhas" intelectuais, é a solidão extrema e total a que o ser humano pode chegar; é quando tudo que existe aos olhos de todos os outros deixa de fazer sentido, só restando à pessoa reinventar solitariamente seu próprio mundo, sua própria crença, seus próprios fantasmas, seus próprios ídolos míticos, sua própria identidade, a par de todos, diferentemente de todos os outros em suas ilusões compartilhadas coletivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Estamira do filme foi uma mulher brasileira comum até o período da vida em que a sucessão de atos típicos do caos nacional a levaram a não mais conseguir acreditar e sentir o mundo como ela fazia até então, com valores morais cristãos, acreditando em um Deus bom, protetor e coerente, sendo boa mãe, cordial, limpa, educada, contida e auto-controlada. Mas quando a realidade do caos ao seu redor desnudou todas essas suas fantasias morais e ilusões de um mundo que não mais existia, ela tornou-se uma pessoa sem "mundo" no qual acreditar: perdeu seus valores e suas ilusões necessárias à vida compartilhada com outras pessoas, e não conseguiu ter novas ilusões (crenças, ou sentidos para a vida), no lugar das anteriores. Ao contrário, em seu mundo anterior à loucura, a brutalidade real da vida brasileira não podia existir, e quando esta brutalidade foi escancarada em sua vida, sucessivamente, com estupros, violências e caos sem coerência, ela tornou-se uma pessoa sem um mundo dotado de sentido. Ela tornou-se um vazio existencial completo, um ser amorfo, com restos de identidades fragmentadas, com resquícios de valores morais contra os quais agora passava a lutar, por sabê-los irreais, com restos de crenças em Deus e coisas do tipo das quais agora tinha apenas raiva - por ter se descoberto uma pessoa enganada quanto a si mesma e quanto ao mundo real, brutal, caótico, genocida, no qual o ser humano não tem valor algum, a não ser em jogos de palavras hipócritas, com falsos humanismos – ou seja, o típico mundo da pobreza urbana brasileira, cercado de violênicia e de intelectuais humanistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim amorfa, aos olhos dos outros ela tornou-se louca, alguém a quem não se dá crédito, a quem não se compreende, com quem não se consegue compartilhar opiniões e crenças. Se lhe dessem ouvido, e se compreendessem o que ela fala, somado ao que falam os milhões de loucos brasileiros que não têm voz (por isso são loucos aos olhos dos outros), e sobre os quais não se faz filmes, viria à tona a realidade de um país e de um mundo de que a maioria da população não quer saber - preferindo todos continuar vivendo em seus estragados castelos de areia. Viria à tona um país brutal, catastrófico, apocalíptico, um povo se auto-destruindo e ainda tendo que se acreditar alegre, carnavalesco e humanista-cristão. Quem quiser ver este país, no entanto, basta apenas parar de assistir a Matrix, de jogar vídeo-game, de fumar maconha, e assistir a Estamira; e, principalmente, basta abrir os olhos e a mente para o que está ao seu redor - se conseguir. O Brasil apocalíptico de Estamira está escancarado. Pena que os cristãos e humanistas brasileiros vão apenas achar o filme bonito, com boa fotografia, com uma personagem cativante e digna de ser celebrada como pobre e excluída, por quem se deveria lutar ardorosamente por "inclusão social" e dignidade. Mas isto é apenas parte da ilusão dos que querem coletivamente continuar sonhando com um país que não existe e nunca existirá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-447609866826197820?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/447609866826197820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/02/estamira-e-loucura-ou-o-que-e-loucura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/447609866826197820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/447609866826197820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/02/estamira-e-loucura-ou-o-que-e-loucura.html' title='Estamira e a loucura. Ou o que é a loucura?'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TVAI6Q0TklI/AAAAAAAAAMk/-Z1cJ653JKA/s72-c/estamira.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-7926459300346103531</id><published>2011-02-04T05:57:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T05:58:11.490-08:00</updated><title type='text'>Menina de 14 anos morre em Bangladesh ao receber 80 chibatadas</title><content type='html'>Uma adolescente de 14 anos morreu após ter recebido 80 chibatadas em Bangladesh, como punição por ter tido um relacionamento com um primo que era casado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sentença tinha sido decretada por um tribunal religioso na cidade em que a jovem vivia, Shariatpur, no sudoeste do país, a 56 quilômetros da capital, Daca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hena Begum foi acusada de ter mantido uma relação sexual com seu primo de 40 anos de idade, que era casado. Ele também foi condenado a receber cem chibatadas, mas conseguiu fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adolescente desmaiou enquanto recebia as chibatadas e chegou a ser levada para um hospital local, mas não resistiu aos ferimentos, morrendo seis dias após ter sido internada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso teve grande repercussão no país e provocou protestos de moradores de Shariatpur. Há relatos na mídia de Bangladesh de que Hena, na verdade, foi raptada e estuprada pelo primo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imã (clérigo muçulmano) Mofiz Uddin, responsável pela fatwah (sentença) contra Hena, e outras três pessoas foram presas. O caso está sendo investigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Atos imorais'&lt;br /&gt;Atraídos por gritos de socorro de Hena, moradores locais chegaram a acudir a adolescente. Mofiz Uddine também se dirigiu ao local, juntamente com professores da madrassa (escola de ensinamentos islâmicos) da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornais bengalis informaram que em vez de tomar uma ação contra o autor do suposto estupro, os religiosos trancaram a jovem dentro de um quarto. No dia seguinte, o mesmo imã e representantes do Comitê da Sharia, o código de leis muçulmanas, acusaram Hena de ter cometido atos de ''sexualidade imoral'' fora do casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os religiosos disseram à polícia que Hena teria sido pega em flagrante quando mantinha relações sexuais com um morador do vilarejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas da família do primo casado também teriam espancado a adolescente, um dia antes da fatwa ter sido decretada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autoridades do vilarejo também exigiram que o pai da jovem pagasse uma multa equivalente a R$ 419.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta-feira, um grupo de moradores de Shariatpur foi às ruas em protesto contra a fatwa e contra os autores da sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;''Que tipo de justiça é essa? Minha filha foi espancada em nome da justiça. Se tivesse sido em um tribunal de verdade, minha filha jamais teria morrido'', afirmou Dorbesh Khan, o pai da adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Punições realizadas em nome da sharia (legislação sagrada islâmica) e decretos religiosos foram proibidos em Bangladesh, país secular, mas de maioria muçulmana, desde o ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comitês que obedecem princípios religiosos vêm se tornando influentes em diferentes países com população de maioria islâmica, mesmo sendo ilegais em muitos deses países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sentença contra Hena Begum foi a segunda morte provocada por uma sentença ligada à sharia desde que a prática foi proibida pela Corte Suprema de Bangladesh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 90% dos 160 milhões de habitantes de Bangladesh são muçulmanos, dos quais a maior parte segue uma versão moderada do Islã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do G1&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-7926459300346103531?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/7926459300346103531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/02/menina-de-14-anos-morre-em-bangladesh.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/7926459300346103531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/7926459300346103531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/02/menina-de-14-anos-morre-em-bangladesh.html' title='Menina de 14 anos morre em Bangladesh ao receber 80 chibatadas'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-619062595016351943</id><published>2011-01-26T15:39:00.000-08:00</published><updated>2011-01-26T15:40:08.961-08:00</updated><title type='text'>Notificar violência doméstica e sexual passa a ser obrigatório</title><content type='html'>A partir desta quarta-feira (26), os profissionais de saúde e de estabelecimentos públicos de ensino estão obrigados a notificar as secretarias municipais ou estaduais de Saúde sobre qualquer caso de violência doméstica ou sexual que atenderem ou identificarem. &lt;br /&gt;A obrigatoriedade consta da Portaria nº 104 do Ministério da Saúde, publicada hoje, no "Diário Oficial da União" --texto legal com o qual o ministério amplia a relação de doenças e agravos de notificação obrigatória. &lt;br /&gt;Atualizada pela última vez em setembro de 2010, a LNC (Lista de Notificação Compulsória) é composta por doenças, agravos e eventos selecionados de acordo com critérios de magnitude, potencial de disseminação, transcendência, vulnerabilidade, disponibilidade de medidas de controle e compromissos internacionais com programas de erradicação, entre outros fatores. &lt;br /&gt;Com a inclusão dos casos de violência doméstica, sexual e outras formas de violência, a relação passa a contar com 45 itens. Embora não trate especificamente da violência contra as mulheres, o texto automaticamente remete a casos de estupro e agressão física, dos quais elas são as maiores vítimas. A Lei 10.778, de 2003, no entanto, já estabelecia a obrigatoriedade de notificação de casos de violência contra mulheres atendidas em serviços de saúde públicos ou privados. &lt;br /&gt;Segundo o Ministério da Saúde, a atualização da lista ocorre por causa de mudanças no perfil epidemiológico e do surgimento de novas doenças e também da descoberta de novas técnicas para monitoramento das já existentes, cujo registro adequado permite um melhor controle epidemiológico. Na última atualização haviam sido acrescentados à lista os acidentes com animais peçonhentos, atendimento antirrábico, intoxicações por substâncias químicas e síndrome do corrimento uretral masculino. &lt;br /&gt;A Portaria nº 104 também torna obrigatória a notificação, em 24 horas, de todos os casos graves de dengue e das mortes por causa da doença às secretarias municipais e estaduais de Saúde. Também devem ser comunicados todos os casos de dengue tipo 4. As secretarias, por sua vez, devem notificar as ocorrências ao Ministério da Saúde. &lt;br /&gt;PRIVACIDADE &lt;br /&gt;O presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, Marcos Gutemberg Fialho da Costa, destaca que as notificações de doenças e agravos sempre incluem o nome do paciente e que a responsabilidade pela preservação da privacidade das vítimas de violência será das secretarias de Saúde e dos responsáveis pelo Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). &lt;br /&gt;Ginecologista, Fialho confirma que, até hoje, os médicos e profissionais de saúde só denunciavam os casos de violência com a concordância dos pacientes, a não ser em casos envolvendo crianças e adolescentes, quando, na maioria das vezes, o Conselho Tutelar era acionado. &lt;br /&gt;Para o médico, a inclusão da agressão à integridade física na lista de notificações obrigatórias é um avanço, mas o texto terá que ficar muito claro, já que o tema violência contra a mulher ainda suscita muita polêmica, e cada profissional terá que usar de bom senso, analisando caso a caso, para não cometer injustiças e também não se sujeitar a sofrer processos administrativo e disciplinar. &lt;br /&gt;Responsável pelas delegacias da Mulher de todo o estado de São Paulo, a delegada Márcia Salgado acredita que a notificação obrigatória dos casos de violência, principalmente sexual, vai possibilitar o acesso das autoridades responsáveis por ações de combate à violência contra a mulher a números mais realistas do problema. De acordo com ela, os casos de agressão contra a mulher não tinham que ser obrigatoriamente notificados à autoridade policial. &lt;br /&gt;"A lei determina que cabe à vítima ou ao seu representante legal tomar a iniciativa de comunicar a polícia. No momento em que isso passa a ser de notificação compulsória e a equipe médica tem que informar a autoridade de Saúde, fica mais fácil termos um número mais próximo da realidade", disse a delegada à Agência Brasil, destacando a importância de que a privacidade das vítimas de violência, principalmente sexual, seja preservada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-619062595016351943?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/619062595016351943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/notificar-violencia-domestica-e-sexual.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/619062595016351943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/619062595016351943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/notificar-violencia-domestica-e-sexual.html' title='Notificar violência doméstica e sexual passa a ser obrigatório'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-4204400013328085274</id><published>2011-01-25T14:28:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T17:11:44.717-08:00</updated><title type='text'>Estupros de lésbicas na África do Sul - assine a petição</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TT90yqK_PZI/AAAAAAAAAMU/0B5kxYufRDc/s1600/violencia.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 272px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TT90yqK_PZI/AAAAAAAAAMU/0B5kxYufRDc/s320/violencia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5566296078115880338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros/as amigos/as, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Millicent Gaika foi atada, estrangulada, torturada e estuprada durante 5 horas por um homem que dizia estar “curando-a” do lesbianismo. Por pouco não sobrevive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente Millicent não é a única, este crime horrendo é recorrente na África do Sul, onde lésbicas vivem aterrorizadas com ameaças de ataques. O mais triste é que jamais alguém foi condenado por “estupro corretivo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma surpreendente, desde um abrigo secreto na Cidade do Cabo, algumas ativistas corajosas estão arriscando as suas vidas para garantir que o caso da Millicent sirva para suscitar mudanças. O apelo lançado ao Ministério da Justiça teve forte repercussão, ultrapassando 140.000 assinaturas e forçando-o a responder ao caso em televisão nacional. Porém, o Ministro ainda não respondeu às demandas por ações concretas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos expor este horror em todos os cantos do mundo -- se um grande número de pessoas aderirem, conseguiremos amplificar e escalar esta campanha, levando-a diretamente ao Presidente Zuma, autoridade máxima na garantia dos direitos constitucionais. Vamos exigir de Zuma e do Ministro da Justiça que condenem publicamente o “estupro corretivo”, criminalizando crimes de homofobia e garantindo a implementação imediata de educação pública e proteção para os sobreviventes. Assine a petição agora e compartilhe -- nós a entregaremos ao governo da África do Sul com os nossos parceiros na Cidade do Cabo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;https://secure.avaaz.org/po/stop_corrective_rape/?vl&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A África do Sul, chamada de Nação Arco-Íris, é reverenciada globalmente pelos seus esforços pós-apartheid contra a discriminação. Ela foi o primeiro país a proteger constitucionalmente cidadãos da discriminação baseada na sexualidade. Porém, a Cidade do Cabo não é a única, a ONG local Luleki Sizwe registrou mais de um “estupro corretivo” por dia e o predomínio da impunidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “estupro corretivo” é baseado na noção absurda e falsa de que lésbicas podem ser estupradas para “se tornarem heterossexuais”, mas este ato horrendo não é classificado como crime de discriminação na África do Sul. As vítimas geralmente são mulheres homossexuais, negras, pobres e profundamente marginalizadas. Até mesmo o estupro grupal e o assassinato da Eudy Simelane, heroína nacional e estrela da seleção feminina de futebol da África do Sul em 2008, não mudou a situação. Na semana passada, o Ministro Radebe insistiu que o motivo de crime é irrelevante em casos de “estupro corretivo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A África do Sul é a capital do estupro do mundo. Uma menina nascida na África do Sul tem mais chances de ser estuprada do que de aprender a ler. Surpreendentemente, um quarto das meninas sul-africanas são estupradas antes de completarem 16 anos. Este problema tem muitas raízes: machismo (62% dos meninos com mais de 11 anos acreditam que forçar alguém a fazer sexo não é um ato de violência), pobreza, ocupações massificadas, desemprego, homens marginalizados, indiferença da comunidade -- e mais do que tudo -- os poucos casos que são corajosamente denunciados às autoridades, acabam no descaso da polícia e a impunidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é uma catástrofe humana. Mas a Luleki Sizwe e parceiros do Change.org abriram uma fresta na janela da esperança para reagir. Se o mundo todo aderir agora, nós conseguiremos justiça para a Millicent e um compromisso nacional para combater o “estupro corretivo”: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;https://secure.avaaz.org/po/stop_corrective_rape/?vl&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está é uma batalha da pobreza, do machismo e da homofobia. Acabar com a cultura do estupro requere uma liderança ousada e ações direcionadas, para assim trazer mudanças para a África do Sul e todo o continente. O Presidente Zuma é um Zulu tradicional, ele mesmo foi ao tribunal acusado de estupro. Porém, ele também criticou a prisão de um casal gay no Malawi no ano passado, e após forte pressão nacional e internacional, a África do Sul finalmente aprovou uma resolução da ONU que se opõe a assassinatos extrajudiciais relacionados a orientação sexual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um grande número de nós participarmos neste chamado por justiça, nós poderemos convencer Zuma a se engajar, levando adiante ações governamentais cruciais e iniciando um debate nacional que poderá influenciar a atitude pública em relação ao estupro e homofobia na África do Sul. Assine agora e depois divulgue: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;https://secure.avaaz.org/po/stop_corrective_rape/?vl&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casos como o da Millicent, é fácil perder a esperança. Mas quando cidadãos se unem em uma única voz, nós podemos ter sucesso em mudar práticas e normas injustas, porém aceitas pela sociedade. No ano passado, na Uganda, nós tivemos sucesso em conseguir uma onda massiva de pressão popular sobre o governo, obrigando-o a engavetar uma proposta de lei que iria condenar à morte gays da Uganda. Foi a pressão global em solidariedade a ativistas nacionais corajosos que pressionaram os líderes da África do Sul a lidarem com a crise da AIDS que estava tomando o país. Vamos nos unir agora e defender um mundo onde cada ser humano poderá viver livre do medo do abuso e violência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esperança e determinação, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice, Ricken, Maria Paz, David e toda a equipe da Avaaz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O estupro corretivo”, a prática cruel de estuprar lésbicas para “curar” sua homossexualidade, está se tornando uma crise na África do Sul. Porém, ativistas corajosas estão apelando ao mundo para pôr fim a estes crimes monstruosos. O governo sul africando finalmente está respondendo -- vamos apoiá-las. Assine a petição e divulgue para os seus amigos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-4204400013328085274?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/4204400013328085274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/estupros-de-lesbicas-na-africa-do-sul.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/4204400013328085274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/4204400013328085274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/estupros-de-lesbicas-na-africa-do-sul.html' title='Estupros de lésbicas na África do Sul - assine a petição'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TT90yqK_PZI/AAAAAAAAAMU/0B5kxYufRDc/s72-c/violencia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-1522296425045457342</id><published>2011-01-16T14:54:00.001-08:00</published><updated>2011-01-16T14:58:49.022-08:00</updated><title type='text'>Festival de contra cultura feminista movimenta Salvador</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TTN3T4qilMI/AAAAAAAAAME/1J6DQCY-UHg/s1600/CARTAZ%257E1.PNG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 182px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TTN3T4qilMI/AAAAAAAAAME/1J6DQCY-UHg/s320/CARTAZ%257E1.PNG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562921148244726978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Mabel Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde outubro que as mulheres do coletivo Na Lâmina da Faca não param. Elas lançaram a I Convocatória Riot Grrrl Salvador com o objetivo de aglutinar outras mulheres – fanzineiras, videomakers, bandas feministas, performers, etc – que tivessem desejo em construir um festival de contra cultura feminista, totalmente faça você mesma. E assim se fez: cerca de cinqüenta mulheres responderam a Convocatória, e desde então, vem se empenhando na construção da atividade, que vai acontecer na próxima quarta-feira (19), seguindo até o domingo (23).&lt;br /&gt;O nome do festival é Vulva La Vida, que promete movimentar Salvador, através de oficinas, debates, exibições de vídeos e shows. Todas as oficinas são direcionadas às mulheres, apenas os shows e debates serão abertos para todas as pessoas interessadas. Com o lema “Orgulhosamente feministas, necessariamente inconvenientes”, as organizadoras do Vulva La Vida alertam que a atividade não pretende valorizar o “rock feminino”, termo largamente utilizado na mídia tradicional para designar o rock feito por mulheres. Para elas, tal palavra carrega as características como “doçura”,”servidão”, “permissividade” e “castidade”, e por isto, se identificam com o feminismo autônomo, anti-racista e anti-capitalista.&lt;br /&gt;O festival vem repercutindo na cidade e na internet. Mulheres e homens vem divulgando o Vulva La Vida em suas redes sociais, como twitter e facebook, além de blogs. A notícia se espalhou no Brasil e esta divulgação deve levar milhares de pessoas até Salvador. A lista nacional Mulher e Mídia, que reúne diversas jornalistas, advogadas e militantes feministas para discutir o controle social da imagem da mulher na mídia, tem repercutido o festival entre as suas participantes. &lt;br /&gt;A iniciativa é inédita na cidade, e com certeza deve mudar a cena hardcore/punk política local. E claro, mexer com quem for de outras cidades, quem sabe, levando a proposta a outras terras ou provocando um II Vulva La Vida. As meninas querem levar a revolução das ruas para o espaço privado e propõem que se faça política aliada à diversão.&lt;br /&gt; “Nesses cinco dias de festival, que você se divirta, conheça novas pessoas, troque experiências, e saia com uma bagagem capaz de subverter o cotidiano (ainda mais!). Esperamos também estar fomentando um cenário feminista subversivo e independente, que não espera pelos outr@s mas que faz por si próprio; que constrói aqui e agora o mundo novo que desejamos”, diz o trecho final do comunicado que anuncia o festival.&lt;br /&gt;Precisa dizer mais alguma coisa? Agora é arrumar as malas e rumar para Salvador, aproveitando/participando de cada ação realizada no Vulva La Vida. No último dia, as mulheres vão retomar as ruas, realizando manifestações em diversos bairros de Salvador.&lt;br /&gt;Confira o vídeo oficial do Vulva La Vida e a programação completa do festival neste endereço:&lt;br /&gt;http://festivalvulvalavida.wordpress.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba o que é Riot grrrl - um movimento abrangindo fanzines, festivais e bandas de hardcore punk rock e feminismo. A intenção do movimento é informar a mulher de seus direitos e incentiva-las a reivindica-los. Uma das principais formas além de protestos foi o uso da música. A carreira músical feminina se resumia apenas como vocalistas, ou qualquer função em bandas de músicas leves, mesmo assim mal vistas. O principal ponto foi montar bandas de rock, com instrumentos pesados como baixo e guitarra com muitos efeitos e distorção, estilo e instrumentos inicialmente considerado como masculinos.&lt;br /&gt;Incentivando cada vez mais as mulheres a montarem suas bandas, criar fanzines feministas, e assim expressar suas opiniões e vontades. O gênero musical riot grrrls apareceu na década de 90 como resposta as atitudes machistas punks. As bandas Bikini Kill e Bratmobile são consideradas duas bandas que incentivam o movimento.&lt;br /&gt;Há bandas como o extinto Bulimia, Biggs, Pulso, entre outras,que também abrangem outros assuntos além do feminismo, como a banda Suffragettes, que defendem além do feminismo, também o vegetarianismo, a filosofia straight-edge, a preservação ambiental, dentre outros assuntos, cada vez mais crescentes nas cenas undergrounds.&lt;br /&gt;No Brasil, a banda de maior destaque é o Dominatrix, liderada pela vocalista e guitarrista Elisa Gargiulo. A banda é feminista e nos seus shows realiza verdadeiros debates sobre as diversas causas das mulheres e o direito das classes discriminadas, como gays, lésbicas e negras/os.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-1522296425045457342?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/1522296425045457342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/festival-de-contra-cultura-feminista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/1522296425045457342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/1522296425045457342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/festival-de-contra-cultura-feminista.html' title='Festival de contra cultura feminista movimenta Salvador'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TTN3T4qilMI/AAAAAAAAAME/1J6DQCY-UHg/s72-c/CARTAZ%257E1.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-721958476256027482</id><published>2011-01-14T06:13:00.000-08:00</published><updated>2011-01-14T06:35:55.604-08:00</updated><title type='text'>Entidades de direitos humanos lançam manifesto contra declarações de diretor do BBB</title><content type='html'>Por Mabel Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversas entidades que defendem a responsabilidade social nos meios de comunicação, lançaram nesta sexta-feira (14) uma nota de repúdio e preocupação, em relação aos pronunciamentos feitos pelo diretor do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;reality show  &lt;/span&gt;Big Brother Brasil 11, José Bonifácio de Oliveira, mais conhecido como Boninho. Na quinta (13), a Campanha pela ética na TV levou o caso ao Ministério Público Federal, durante audiência realizada com a procuradora federal, Gilda Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pronuciamento de Boninho, segundo as entidades, é um estímulo à violência para jovens e adultos. Em um dos trechos do comunicado, os grupos afirmam:&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cmdias%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C03%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt; 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Finalmente, dizem bem os psicólogos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;sobre a contribuição destas cenas na formação da subjetividade &lt;span style="color:black;"&gt;das crianças, quando não também dos adultos – motivo de nossa preocupação!"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;O twiiter tem sido a rede socail utilizada por Boninho para colocar suas opiniões sobre o programa e como ele vai funcionar. Em uma das "twittadas", o diretor diz: "Pronto! liberei [sic] a porrada entre eles! Será que vai rolar???"&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;O diretor do programa contou ainda na rede social que iria visitar os confinados no hotel onde estão hospedados para reiterar as regras do BBB11. "Hora de ir para o hotel passar as regras com os brothers e avisar que vale porrada!!! Rsrsrsrsrsrsrsr".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em novembro do ano passado, o "Boss" havia afirmando também por meio de seu Twitter que iria liberar as brigas físicas entre is BBBs. "Vai valer tudo, até porrada", disse na época Boninho. No entanto, ele desmentiu a informação pouco tempo depois. A 11ª edição do programa, que estreia nesta terça (11), às 23h, na Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira a nota na íntegra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cmdias%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C04%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt; 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José Bonifácio de Oliveira, o Boninho, diretor do programa de reality show BBB (Big Brother Brasil), da TV Globo. &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O pronunciamento do “Boninho”, &lt;span style="color:black;"&gt;antes da estréia do programa, cuja fala e repercussão anexamos, não poderia ser mais evidente – é um estímulo à violência na nova edição do BBB, em sua 11ª. edição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Provavelmente preocupado com os índices de audiência do programa e, querendo reerguê-los, Boninho explicitamente “liberou a pancadaria” nesta edição, provavelmente apostando na tradicional espetacularização da violência, receita já bastante usada pela grande mídia, sem qualquer respeito aos direitos humanos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Acreditamos que, por ser uma concessão pública, e pela sua importância como educadora informal, pelo respeito devido aos telespectadores, cabe&lt;/span&gt; à televisão se pautar pelos mais altos interesses da sociedade e pela responsabilidade social que o poder que detém com a concessão lhe confere. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não nos interessa a banalização da violência na mídia, que tem servido de estímulo para a sua reprodução na sociedade em que vivemos, numa espiral infernal que nos distancia do modelo de sociedade livre de violência na qual gostaríamos de viver. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A violência contra a mulher é um mal que queremos erradicar, pelo que temos militado há &lt;span style="color:black;"&gt;décadas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Os acordos e protocolos internacionais firmados pelo Brasil, a luta implementação da Lei Maria da Penha veio coroar os nossos esforços no sentido de tentar inibir tal violência.&lt;/span&gt; Seria portanto altamente prejudicial e contraditório que a mídia estimulasse a violência, tão-somente para melhorar os seus próprios índices de audiência! As mulheres querem, merecem, precisam e têm o direito de viver numa sociedade livre de violência de gênero &lt;span style="color:black;"&gt;e de qualquer forma de opressão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nos parece igualmente prejudicial a nossos interesses, caso a mensagem do Boninho não vise estimular a violência contra as mulheres, mas “a pancadaria” entre os homens. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A banalização e espetacularização da violência tem servido de estímulo para mais-violência na sociedade. Como mães, namoradas, filhas, companheiras, irmãs, amigas, mulheres em geral, não somos a favor da violência – nem entre os gêneros, nem intra-gêneros. Não vemos o menor sentido em “liberar a pancadaria” num programa de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;grande audiência, sabedoras que somos do estímulo que isso representa para os jovens e adultos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As masculinidades não devem ser medidas pela violência e é importante ter em mente que não podemos oferecer tais modelos, para muitos jovens que se identificam com esse programa. Finalmente, dizem bem os psicólogos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;sobre a contribuição destas cenas na &lt;i style=""&gt;formação da subjetividade&lt;/i&gt; &lt;span style="color:black;"&gt;das crianças, quando não também dos adultos – motivo de nossa preocupação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Finalmente, por se tratar de um &lt;i style=""&gt;reality show&lt;/i&gt;, o programa passa cenas como sendo cenas da vida real, selecionada para estar na mídia. Neste contexto, essa violência, pancadaria estimulada, seria ainda mais nociva à sociedade brasileira, do que a presenciada em filmes e telenovelas, notadamente mais ficcionais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Assim, exigimos a retratação imediata e pública da “liberação” dada pelo diretor do programa aos componentes do mesmo, bem como sugerimos medidas preventivas, que se contraponham ao discurso proferido, entre as quais recomendamos: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;- &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a veiculação de uma campanha de não-violência (uma geral, e outra, de gênero), &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt;"&gt;- &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;uma atenção redobrada no sentido de minimizar a quantidade de cenas de violência na programação &lt;span style="color:black;"&gt;geral das emissoras de TV e, particularmente, no BBB11.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;POR UMA SOCIEDADE LIVRE DE VIOLÊNCIA!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;PELO DIREITO DAS MULHERES Á VIDA LIVRE DE VIOLÊNCIA DE GÊNERO!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;PELA&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;RESPONSABILIDADE SOCIAL DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt; 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Continuam a ser vistas como o segundo sexo. Nem precisamos falar dos jornais popularescos, que estampam em suas capas corpos de mulheres seminuas para poder vender mais, aliando a isto noticias de espetacularização da violência. Mulheres transformaram-se em produtos.&lt;br /&gt;Segundo a jornalista Vera Daysi Barcelos, presidente da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, acontece uma naturalização do racismo e sexismo na mídia brasileira em geral, fator dificultador quando se pensa em projetar a imagem da mulher, em especial a da negra. “A ausência de mulheres negras e a veiculação de imagens estereotipadas causam prejuízos na identidade racial e na valorização social da população feminina afro-brasileira”, afirma.&lt;br /&gt;Outro aspecto que cabe salientar, de acordo com Vera, é o estético. Mulheres que não apresentam padrões de beleza social e culturalmente valorizados encontram maior dificuldade de ingressar no mercado de trabalho como repórteres em emissoras de TV.&lt;br /&gt;Já a jornalista da Republica Dominicana, Naivi Frias, e integrante da Rede Dominicana de Jornalistas com Perspectiva de Gênero, vai ainda mais longe. Ela questiona: a noticia tem sexo? E a resposta vem dada por outra comunicadora, Patricia Anzola, que afirma: “a noticia não tem sexo, porém seu tratamento sim, tem gênero”.  Isto significa que quando, uma noticia é elaborada ela traz as visões de mundo que incluem nossos pré-juizos sobre o que é ser homem e ser mulher, em uma sociedade patriarcal como a nossa.&lt;br /&gt;Naivi Frias cita exemplos. “Quando se entrevista uma mulher, seja para jornal ou televisão, pretendemos que ela se aparente bela, primando seu aspecto físico sobre sua experiência, pois a maioria das vezes não se exige que os homens sejam bonitos para aparecer na mídia.” Sem falar nas pautas quando são distribuídas, sendo dadas aquelas de maior complexidade, ou que causem mais impacto na opinião pública, aos jornalistas do sexo masculino.&lt;br /&gt;Tenhamos um olhar crítico sobre os meios de comunicação e vejamos que espaço e papel é dado às mulheres. Assédio moral e sexual acontecem com certa freqüência, mas as denúncias   são silenciadas na maioria das vezes.&lt;br /&gt;Naivi Frias ressalta que o desafio para quem faz comunicação social é ter êxito em transformar seu pensamento e utilizar palavras para isto, com o objetivo de emitir mensagens que reflitam um mundo a partir de uma perspectiva igualitária, e buscando o mesmo pra as demais pessoas. Um desafio e um compromisso para os/as jornalistas.&lt;br /&gt;E lança algumas perguntas: porque comprar periódicos que abusam do uso do corpo da mulher para serem vendidos?&lt;br /&gt;Porque comprar produtos que apresentam as mulheres como idiotas para serem vendidos?&lt;br /&gt;Porque apoiar a publicidade sexista que segue apresentando homens entre símbolos de poder e mulher como símbolo de objeto sexual ou de servilismo e submissão?&lt;br /&gt;E acrescento: porque continuam a pensar programas de culinária, bordados e maquiagens para as mulheres?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-4508253507034114980?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/4508253507034114980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/qual-imagem-da-mulher-na-midia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/4508253507034114980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/4508253507034114980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/qual-imagem-da-mulher-na-midia.html' title='Qual a imagem da mulher na mídia?'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-8677673328874118753</id><published>2011-01-12T04:29:00.000-08:00</published><updated>2011-01-12T04:44:15.206-08:00</updated><title type='text'>A decadência dos telejornais paraibanos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TS2h7l8Db4I/AAAAAAAAAL8/V0FF2cZ9twM/s1600/JORNALISMO.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 120px; height: 119px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TS2h7l8Db4I/AAAAAAAAAL8/V0FF2cZ9twM/s320/JORNALISMO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561279160040779650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Wesley Rennyer, estudante de Filosofia, UFPB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, no Estado da Paraíba, os espectadores dos telejornais locais têm em seus respectivos horários de almoço, uma curiosa exibição dos que se dizem apresentadores desses mesmos programas jornalísticos, ou se quiser: os famosos “jornais mundo-cão”. Sobretudo, o contingente das matérias exibidas nesses programas é voltado quase exclusivamente para exposição extenuante dos casos de violência em geral, símbolo do antiqüíssimo problema de segurança pública que não só a Paraíba enfrenta, mas presente em todo o país. Decerto, aquilo que mais interessa as emissoras de televisão ou rádio, é tão-somente a audiência de seus telespectadores e ouvintes; por conseguinte, com a aceitação da população paraibana aos programas que valorizam a exploração da violência e suas extravagâncias circenses, em detrimento da transmissão da informação séria e imparcial, faz com que surja no Estado um fenômeno no mínimo curioso, para não dizer cômico, que é o surgimento de apresentadores esdrúxulos, os quais travam uma verdadeira disputa de fanfarronices em seus programas. Esses mesmos apresentadores (cada qual mais extravagante que o outro), não poupam em artifícios para tornarem-se o “mais querido” ou “mais macho” na óptica dos paraibanos, já que a figura do “apresentador-revoltado-valentão-cangaceiro” parece ser bem quisto pelo povo. Curiosamente, assumindo uma postura diante das câmeras quase paradigmática, eles exageram em suas demonstrações de sentimento de indignação e revolta, e, tão grosseiramente, com berros e coices, fazem-se porta-vozes da justiça e opinião pública com relação à violência no Estado. É realmente digno de lamento observar os tipos de telejornais que as emissoras paraibanas oferecem como veículo de informação ao povo, entretanto, cabem aos próprios cidadãos, cônscios de que seus jornais locais trocam a informação sóbria e profissional por espetáculos sensacionalistas, manterem um rigor maior quanto as suas preferências e escolhas, no que se refere aos programas jornalísticos que optam por assistirem. Não é novidade nem mistério o poder que a mídia tem na formação da opinião geral, sendo assim, a constante exploração dos casos de crimes violentos e suas medidas descabidas, que por vezes escapam da boca desses formadores de opinião, não devem ser aceitos tão prontamente por aqueles que ainda apreciam essa bizarrice jornalística, antes fossem descartadas. Por fim, asseguro-lhes, a violência certamente existe, no entanto, não existe apenas a violência com elemento único a ser lançado para sociedade pela mídia paraibana como está sendo feito. Por que esse imenso interesse da mídia em explorar a barbárie? Será que somos nós que pedimos por essa exibição mórbida da selvajaria humana? A informação sobre a violência não pode ser transmitida sem a infame maneira que vem sendo repassada ao povo paraibano? Não existe espaço nesses programas para promover algum tipo de cultura? Não é exeqüível tratar sobre ciência ou arte, com o intuito de transmitir algum conhecimento para uma sociedade tão carente de educação?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-8677673328874118753?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/8677673328874118753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/decadencia-dos-telejornais-paraibanos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/8677673328874118753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/8677673328874118753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/decadencia-dos-telejornais-paraibanos.html' title='A decadência dos telejornais paraibanos'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TS2h7l8Db4I/AAAAAAAAAL8/V0FF2cZ9twM/s72-c/JORNALISMO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-3572321125514881637</id><published>2011-01-10T09:13:00.000-08:00</published><updated>2011-01-10T09:15:54.604-08:00</updated><title type='text'>Meios de comunicação do país ainda não incorporam negros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TSs-w5mAeuI/AAAAAAAAAL0/VWwxfUCRGs4/s1600/negro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 168px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TSs-w5mAeuI/AAAAAAAAAL0/VWwxfUCRGs4/s320/negro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560607174733888226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por Marcelo Pellegrini, da Agência USP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A baixa participação da população negra nas programações e propagandas veiculadas nos grandes meios de comunicação de massa no Brasil pode significar menores oportunidades de trabalho e alimentar um preconceito racial velado no país, aponta estudo realizado na Faculdade de Direito (FD) da USP. Para o pesquisador Osmar Teixeira Gaspar, responsável pelo trabalho, “ter visibilidade acarreta algumas possibilidades ao longo da vida e a falta dela também pode criar um ideário popular de que determinadas funções devem ser ocupadas por determinados estereótipos”.&lt;br /&gt;Segundo o pesquisador todo material publicitário atualmente ainda é feito com um recorte racial, assim como algumas telenovelas. “Você raramente vê algum médico ou cientista negro nas telenovelas, isso faz um garoto negro pensar que, devido à sua cor, jamais poderá participar daquele universo branco e exercer aquelas funções. Esta censura midiática desperdiça e marginaliza talentos”, afirma Gaspar. “Isso não incentiva negros a almejar determinadas profissões.”&lt;br /&gt;Com isso, o estudo de mestrado desenvolvido por Gaspar busca traçar como o conteúdo dos veículos de comunicação de massa e seus personagens fatalmente refletem no mercado de trabalho, por meio da análise das telenovelas das emissoras Globo, SBT e Record, no período de 2005 a 2010, e de revistas impressas. “Nas peças publicitárias ou nos comerciais de televisão, os elementos negros ou estão no fundo da cena ou não tem voz”, relata o pesquisador.&lt;br /&gt;O estudo examinou algumas revistas impressas brasileiras – como Elle, Sou+Eu, Manequim, Claudia, Vogue Brasil, TPM entre outras – e apontou que as mulheres brancas aparecem nessas publicações 94,08% das vezes contra apenas 6,081% das mulheres negras. De acordo com o pesquisador, isso é um dos exemplos de como a ausência ou a discriminação da população negra nos veículos de massa refletem nas oportunidades profissionais. “As agências publicitárias pouco fazem uso de modelos afrodescendentes, o que não é justificável, pois as classes C e D do Brasil, onde se encontram a maioria da população negra, são um grande mercado consumidor”, infere Gaspar.&lt;br /&gt;Representatividade&lt;br /&gt;Após anos de escravidão e influências europeias sob território tupiniquim, a ausência das populações negras nos palcos decisórios, de debate e de poder na sociedade brasileira se tornou algo natural, defende o pesquisador. “Parte dos próprios negros se acostumaram com sua ausência e naturalizaram a ideia”, afirma.&lt;br /&gt;Segundo o pesquisador, um veículo de comunicação de massa participa das decisões e dos processos de construção de uma sociedade. Por isso, um veículo de massa traz poder às pessoas que o possuem ou que fazem parte de sua programação e “atualmente, não há interesse que a população negra alcance esse poder e tenha voz para fomentar seus avanços sociais”.&lt;br /&gt;Por fim, Gaspar ressalta que se deve apenas defender a Constituição Federal. “Nossa Constituição não hierarquiza e tampouco admite qualquer tipo de censura aos brasileiros em razão de seu fenótipo. Ao contrário, ela lhes assegura o direito de gozarem das mesmas oportunidades, representatividade e visibilidade”, diz.&lt;br /&gt;Contudo, segundo o pesquisador, é necessário que o Estado brasileiro implemente políticas públicas que efetivamente democratizem e assegurarem o acesso e a inserção desta população negra aos meios de comunicação de massa, de forma proporcional à sua representatividade dentro da sociedade brasileira. “Entendo que a televisão comercial deve ser lucrativa, mas por outro lado, não se pode desvalorizar o ser humano. A TV deve e pode investir em uma grade de programação plural que aborde diversos aspectos culturais do Brasil e das etnias que compõem nossa sociedade”, conclui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-3572321125514881637?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/3572321125514881637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/meios-de-comunicacao-do-pais-ainda-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/3572321125514881637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/3572321125514881637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/meios-de-comunicacao-do-pais-ainda-nao.html' title='Meios de comunicação do país ainda não incorporam negros'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TSs-w5mAeuI/AAAAAAAAAL0/VWwxfUCRGs4/s72-c/negro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-2468549139877643676</id><published>2011-01-07T07:45:00.000-08:00</published><updated>2011-01-07T07:46:41.003-08:00</updated><title type='text'>A eleição de Dilma Roussef e o descentramento da mídia</title><content type='html'>Ana Veloso&lt;br /&gt;Jornalista, professora da UNICAP, doutoranda em Comunicação pela UFPE e bolsista da Ashoka&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada da petista Dilma Rousseff à presidência pode significar uma derrota para o patriarcado, o machismo e os fundamentalismos religiosos: três sistemas que alicerçam a reprodução dos desvalores que colocam as mulheres em situação de desvantagem no nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade brasileira sabe que a batalha não seu deu somente nas urnas. Contudo, não quero dizer que a presidenta, por ser mulher, vai transformar as seculares relações desiguais de gênero imediatamente. A compreensão de que uma mulher “pode” é incontestável, mas, por si só não vai desmontar os sólidos alicerces do sexismo. Será preciso que a sociedade brasileira esteja disposta a abraçar essa bandeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma Roussef, talvez tenha que provar, todos os dias, a que veio. Ela, assim como tantas outras anônimas cidadãs ainda precisam demonstrar cotidianamente sua força e competência quer seja no Brasil, na Argentina, no Chile ou na Alemanha (só para citar alguns os países onde o exercício da democracia política levou as mulheres ao patamar máximo do poder no Estado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos, urgentemente, de uma vez por todas, reconhecer que vivemos em uma nação onde a aliança perversa entre uma parcela da elite empresarial, política, religiosa e midiática tentou desqualificar uma candidatura com base na opressão de gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos de uma eleição atravessada pelas marcas da hipocrisia e pela intromissão autoritária de algumas facções religiosas nas questões políticas. E por muitas concessões de todos/as candidatos/as às imposições do segmento. Tal fenômeno não pode ser desconsiderado. Mas, precisa ser problematizado para que tenhamos avanços em todos os níveis, principalmente no entendimento de que o Estado brasileiro é laico. Devemos ficar vigilantes! A aliança entre o capital, o patriarcado e algumas expressões dos fundamentalismos tem sido extremamente violenta para as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, um fato é inegável: o desfecho do pleito provocou um descentramento muito forte na direção de certos veículos de comunicação de massa. Demonstrou, de forma incomensurável, que alguns “tradicionais” jornais, revistas, rádios e emissoras de televisão não têm a mesma força de antes. Como diz o pesquisador Venício Lima, no campo da comunicação, os interesses particulares prevalecem sobre o interesse público. E, justamente por conta disso, nas eleições de 2010, a “velha mídia” tomou partido, errou, manipulou, mentiu, omitiu… E, novamente, foi nocauteada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, para alguns/as, uma mulher se elegeu na sombra de um operário, para outros/as, o povo brasileiro demonstrou que ensaia fazer uma leitura crítica acerca do que recebe pelos media.E que pode não cair mais nas armadilhas quase sempre arquitetadas fora das redações…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além das contradições observadas ao longo do processo eleitoral que levou Dilma Rousseff ao planalto, temos a esperança de que, as possibilidades do alargamento da democracia que ela anunciou, durante a campanha e em seu discurso de posse, também passem pela compreensão de que a concentração dos meios de comunicação de massa representa o eco de uma herança nefasta. Trata-se da mais pura expressão da “censura privatizada” que impede a liberdade de expressão na cena da comunicação brasileira. Mais do que isso: denota o atraso e o conservadorismo em um universo onde é cada vez maior a apropriação social da internet, das redes sociais e das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s). Um arena pública mundializada onde milhares de cidadãos/ãs clamam pela ampla liberdade de expressão, de informação e de imprensa. Uma coisa é certa. É cada vez maior o número dos/as que querem assumir o protagonismo da sua comunicação, da sua vida e da sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos continuar sonhando e lutando pela construção de um mundo onde a liberdade de empresa de poucos/as não vai ter mais valor do que o exercício do direito humano à comunicação de todos/as.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-2468549139877643676?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/2468549139877643676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/eleicao-de-dilma-roussef-e-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/2468549139877643676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/2468549139877643676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/eleicao-de-dilma-roussef-e-o.html' title='A eleição de Dilma Roussef e o descentramento da mídia'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-855512821633717742</id><published>2011-01-06T14:24:00.000-08:00</published><updated>2011-01-06T14:34:22.540-08:00</updated><title type='text'>Campanha divulga 18º Ranking da Baixaria na TV</title><content type='html'>"Pânico na TV" está novamente na lista de programas mais denunciados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é um Estado Democrático de Direito, construindo uma sociedade com inclusão e plena cidadania para todas as mulheres e homens do nosso país. &lt;br /&gt;A Campanha “Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania”, alinha-se incondicionalmente, aos princípios reiterados pela Presidente Dilma Rousseff, de absoluta liberdade dos meios de comunicação com o exercício livre da crítica e debate dos temas de interesse da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Deputada Janete Rocha Pietá, presidente em exercício da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, não advogando qualquer tipo de censura, repudia todas as manifestações de intolerância, preconceito e ridicularização das pessoas. Profissionais de comunicação precisam ter consciência de que junto à liberdade vem a responsabilidade. Nenhum veículo ou programa pode usar do enorme poder dos meios de comunicação contra pessoas e grupos, principalmente, àqueles mais vulneráveis que são frequentemente expostos ao ridículo em alguns programas de TV”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim a Coordenação Executiva da campanha "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania" divulga hoje o 18º Ranking da Baixaria na TV, mais uma vez o Pânico na TV desponta na lista dos programas  mais denunciados. Do último ranking divulgado em maio de 2010, até agora,, foram recebidas 892 denúncias de telespectadores, através do site da campanha (www.eticanatv.org.br) e do Disque Câmara (0800 619 619).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apelo sexual, incitação à violência, apologia ao crime, desrespeito aos valores éticos da família e preconceito são as principais reclamações dos telespectadores que nortearam a elaboração do 18º Ranking da Baixaria na TV. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os cinco programas mais denunciados, dois são reincidentes: o "Pânico na TV", da Rede TV! que já havia figurado nos rankings anteriores, e o "Se liga Bocão" da TV Itapoan, afiliada da Rede Record de Televisão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros três programas listados no novo ranking são: Brasil Urgente da Rede TV, A Fazenda da Rede Record e o Chumbo Grosso, um programa regional de gênero policial exibido pela TV Goiânia afiliada da Rede Bandeirante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mês passado, o Ministério Público Federal de São Paulo instaurou uma  ação civil pública solicitando que o programa Brasil Urgente se retrate das declarações consideradas preconceituosas contra os ateus. Segundo o MPF, no dia 27 de julho, por 50 minutos, o apresentador José Luiz Datena e o repórter Márcio Campos, durante reportagem sobre um crime, fizeram comentários preconceituosos sobre pessoas ateias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campanha recebeu 68 denúncias de cidadãos que se sentiram agredidos pelo apresentador, José Luiz Datena, neste mesmo episódio, que resultou na ação do MPF de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a Coordenação Executiva da campanha, as denúncias recebidas são fruto do engajamento ativo de uma parcela dos telespectadores no monitoramento dos conteúdos da televisão. Todas as denúncias fundamentadas são encaminhadas ao Ministério Público e ao Ministério da Justiça, para providências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TSZDCxCqklI/AAAAAAAAALs/AGEkkEnSR2c/s1600/baixaria%2Bcampanha.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 288px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TSZDCxCqklI/AAAAAAAAALs/AGEkkEnSR2c/s320/baixaria%2Bcampanha.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559204504838771282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Assessoria de Comunicação&lt;br /&gt;Campanha “Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-855512821633717742?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/855512821633717742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/campanha-divulga-18-ranking-da-baixaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/855512821633717742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/855512821633717742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/campanha-divulga-18-ranking-da-baixaria.html' title='Campanha divulga 18º Ranking da Baixaria na TV'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TSZDCxCqklI/AAAAAAAAALs/AGEkkEnSR2c/s72-c/baixaria%2Bcampanha.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-6486131787905369395</id><published>2011-01-06T14:07:00.001-08:00</published><updated>2011-01-06T14:08:04.053-08:00</updated><title type='text'>Universidade Livre Feminista tem site invadido por hacker</title><content type='html'>Por quase duas semanas o portal de notícias da Universidade Livre Feminista ficou fora do ar. Fomos atacadas por um cracker (nome que se dá a um hacker - quem invade computadores alheios - que quer fazer o mau, quer prejudicar alguém). Ele foi meticuloso. Preparou o ataque com um mês de antecedência. Conseguiu invadir nosso servidor e instalo u programas que começaram a funcionar somente um mês depois. Isso paralisou nosso sistema. A equipe de informática ficou trabalhando no período de festas de final de ano. O site foi liberado hoje, mas mesmo assim, estamos fazendo um monitoramento rigoroso, pois é possível que algumas áreas ainda estejam contaminadas e exista a possibilidade do cracker ter deixado outras armadilhas.&lt;br /&gt;As informações que temos, nos dão conta de que os sites mais atacados no mundo são justamente aqueles com o perfil semelhande ao nosso. São os sites que tratam dos direitos das mulheres, de lésbicas, de gays e de negras(os) Os países que mais originam ataques contra esses sites são a Rússia, a China e o Brasil. I sso não significa que os programadores chamados de crackers são desses países (podem ser dos EUA, França ou Israel, por exemplo). Usam servidores do mundo todo para esconder a origem do ataque. Na verdade, só mesmo sistemas avançados como os que há no governo norte-americano e em sistemas internacionais de polícia é que conseguem rastrear esses ataques. Mas eles não são usados para preteger direitos humanos, são usados para sustentar os privilégios de poderosos ou mesmo para promover alguns ataques, como os vistos no caso da WikiLeaks (o site que divulgou os segredos da diplomacia internacional).&lt;br /&gt;Nosso site de cursos (www.nota10.org.br) não foi afetado, mas como muitas de nossas companheiras usam o site principal para poder chegar nele, ficaram pensando que tudo estava fora do ar.&lt;br /&gt;É o segundo ataque que sofremos. No ano passado, chegamos a perder todos os documentos da Biblioteca Feminista (www.bibliotecafeminista.org.br). Isso nos ajudou a escolher uma outra forma de armazenamento dos documentos e, desde então, estamos reconstruindo a Biblioteca Feminista. Hoje ela já conta com grande parte do acervo recomposto e com outras novid ades importantes. Por isso, é todos os dias visitada. Quando tivermos recursos, vamos migrar a Biblioteca para um servidor especializado com um software mais seguro.&lt;br /&gt;Perdemos quinze dias de notícias e informações. Assim como perdemos muitos dias de trabalho de uma equipe que poderia estar fazendo outras coisas mais construtivas. O que inclui a cobertura da posse da primeira mulher a assumir a presidência da República.&lt;br /&gt;Vamos tentar recompor tudo e não vamos desistir. Continuaremos a incomodar essas pessoas que atacam mulheres, lésbicas, negras e minorias.&lt;br /&gt;Ajude-nos a combater o fundamentalismo machista e racista. Divulgue o nosso site e faça com que mais pessoas nos visitem todos os dias. Façam que notícias sobre movimentos de mulheres nos sejam encaminhadas, que artigos feministas venham para que possamos publicar ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Rede Mulher e Mídia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-6486131787905369395?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/6486131787905369395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/universidade-livre-feminista-tem-site.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6486131787905369395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6486131787905369395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/universidade-livre-feminista-tem-site.html' title='Universidade Livre Feminista tem site invadido por hacker'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-6958853934472136650</id><published>2011-01-05T06:24:00.000-08:00</published><updated>2011-01-05T17:23:42.027-08:00</updated><title type='text'>Faixa de miss é mais importante do que a presidencial</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TSR_qb5AFTI/AAAAAAAAALk/BANvPuuJGsA/s1600/dilma.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 176px; height: 220px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TSR_qb5AFTI/AAAAAAAAALk/BANvPuuJGsA/s320/dilma.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558708207100106034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TSR_fUUwGOI/AAAAAAAAALc/40RFHYRQfNg/s1600/marcela%2Btemer.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 176px; height: 220px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TSR_fUUwGOI/AAAAAAAAALc/40RFHYRQfNg/s320/marcela%2Btemer.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558708016090454242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Lola Aronovich (professora da UFC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que continua sem entender por que falar de Marcela Temer é desvalorizar a posse da Dilma. Vou tentar desenhar. Imagine que, no histórico janeiro de 2003, quando um operário era empossado pela primeira vez na presidência, algum personagem coadjuvante tivesse roubado a cena. Pior é que nem dá pra imaginar: o contexto de objetificação da mulher ficaria de fora. Mas um rapaz simpático no Twitter me explicou que Marcela chama a atenção porque é um elemento inusitado ver uma ex-miss na posse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, aí é que está a questão: elemento inusitado é termos eleito nossa primeira presidenta. Elemento inusitado é que ela seja uma ex-guerrilheira. Elemento inusitado é ela ter sido escolhida sem nunca ter participado de uma eleição. Não há nada de inusitado referente a Marcela. Pelo contrário, ela representa o padrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em montes de escândalos políticos é comum aparecer a amante do corrupto, ou a ex-mulherindignada. Se ela for jovem e bonita (redundância: pra ser considerada bonita só sendo jovem. Dilma, com 63 anos, não tem nenhuma chance!), imediatamente será convidada a posarnua pra alguma revista masculina. No curto espaço em que Jango foi presidente (1961-64), muito se falava da sua mulher, Maria Teresa. No auge da briga dos irmãos Collor, outra Tereza roubou a cena. Elas não chamaram a atenção por sua inteligência, por sua competência, sequer por sua simpatia. Apenas por sua beleza e juventude. É bem esse o papel dedicado a todas as mulheres: a função decorativa. Mulher só presta se for bonita (ou mãe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, no dia em que uma mulher prova, pela primeira vez na história brasileira, que é competente o suficiente pra governar um país, o que vemos? Vou dar um exemplo, vindo de um jornalista de esquerda, um dos maiores professores de jornalismo do país (não quero citar nomes). Acompanhe o tweet do cidadão: “Não convidaria Dilma para desfilar numa passarela, eu a aconselharia a emagrecer, mas as linhas do rosto são bonitas”. Ele não entende que Dilma — ao contrário de, aparentemente, todas as mulheres na face da Terra — não é candidata a miss nem modelo. Ela é presidenta! Precisa ser bonita? Lula é bonito? FHC era? Ninguém cobra aparência de político homem. Mas Dilma não precisa ser bonita por ser presidenta. Ela precisa ser bonita porser mulher. É o que se espera de qualquer mulher. (E o professor ainda cai no clichê “ela é gorda, mas tem o rosto bonito”). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é só nos Trending Topics que Marcela Temer tem destaque. É na velha mídia em geral. Saiu na Veja que ela roubou a cena da posse. Que legal, né? No dia em que a primeira presidenta tomaposse, a atenção dada à primeira-dama (papel meramente figurativo) não nos deixa esquecer de como as mulheres devem ser avaliadas (unicamente pela aparência). Saiu no Globo. Já temuma legião pedindo “Marcela pra presidente!”. E não vou nem entrar no mérito do que se anda falando de Marcela. Um comentário num jornal resume tudo: "Quem gosta de pinto é o pessoal alternativo. Mulher gosta é de $$$". Sacaram? Toda mulher é prostituta, só se relaciona com alguém por dinheiro. Claro que não é por gostar de sexo, né? (e o panaca que diz essas asneiras não entende que está desrespeitando todas as mulheres). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colhi alguns comentários de um blog de extrema direita, pra vocês se deliciarem com o que vem sendo dito: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marcela deveria ganhar um ministério, o das gostosas do Brasil! Eita ministério chinelento, feio e incompetente esse da Dilma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No meio dessa bagulhada petista a guria fica melhor ainda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Triste é ver a Marcela e ter que se deitar com a Galega [Marisa].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se a véia [Dilma] morrer nós vamos ter uma primeira-dama do balacubaco! Oh, meu Deus, mata a véia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vendo a Dilma e seu ministério, a gente só sossega tomando uma. Vendo a Marcela e seus mistérios, a gente só sossega bat... uma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos duas ótimas chances da Marcela vir a ser nossa primeira-dama: se Dilma morrer. Se Temer morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é linda essa homenagem à mulher brasileira? Talvez, apenas talvez, se nossos homens de esquerda se dessem conta que, com suas piadinhas sem graça, agem igualzinho à nova mídia e aos blogs reaças, eles percebam que essa atitude é um tapa na cara das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos reaças interessa espalhar que a posse de Dilma não significa nada, que Dilma é tão irrelevante (um poste, lembram?) que até uma figura desconhecida e muda pode lhe tomar os holofotes. E aos homens de esquerda? O que ganham deixando claro que a importância de uma mulher se mede pela beleza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Pra quem (ainda!) não entendeu, e interpretou este texto como um ataque a Marcela, ou à beleza de Marcela, tive de escrever um outro post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-6958853934472136650?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/6958853934472136650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/faixa-de-miss-e-mais-importante-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6958853934472136650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/6958853934472136650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2011/01/faixa-de-miss-e-mais-importante-que.html' title='Faixa de miss é mais importante do que a presidencial'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8bhuEI/AAAAAAAAAAM/wAvgFy8sw-Y/S220/mulher+raiz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TSR_qb5AFTI/AAAAAAAAALk/BANvPuuJGsA/s72-c/dilma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7749735003484029570.post-74911134102319256</id><published>2010-12-30T20:13:00.000-08:00</published><updated>2010-12-30T20:16:19.398-08:00</updated><title type='text'>Libertações em boate: exploração sexual, dívidas e escravidão</title><content type='html'>Por Bárbara Vidal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres sexualmente exploradas e impedidas de sair de uma boate - a não ser mediante pagamento - foram libertadas em Várzea Grande (MT), município vizinho à capital Cuiabá (MT). Além das 20 jovens do sexo feminino, quatro homens também foram encontrados em situação degradante e submetidos a jornadas exaustivas, itens que caracterizam o trabalho análogo à escravidão (segundo o art. 149 do Código Penal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantidas em alojamentos precários e superlotados no interior da casa noturna Star Night, as mulheres eram obrigadas a ficar praicamente 24h à disposição dos donos do estabelecimento, situado na região do "Zero Km", a pouco mais de um quilômetro do centro de Várzea Grande (MT) e a cerca de um quilômetro do Aeroporto Internacional Marechal Rondon. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem direito ao descanso semanal remunerado garantido por lei, elas não folgavam nem aos domingos e feriados. Algumas chegaram a assinar um contrato que vedava a própria saída do local de trabalho caso não houvesse a quitação de pagamentos combinados. Segundo Valdiney Arruda, que comanda a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Mato Grosso (SRTE/MT) e acompanhou a ação, as mulheres "viviam em regime total de subordinação [frente aos empregadores]". "Além da exploração sexual, elas ainda eram obrigadas a fazer shows de strip tease como cumprimento da jornada de trabalho", complementa o superintendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TR1YgPTYcZI/AAAAAAAAALU/JJANFMxw6pM/s1600/escravas.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 216px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/TR1YgPTYcZI/AAAAAAAAALU/JJANFMxw6pM/s320/escravas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556694826131943826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O salário era "pago" por meio de "fichas", vales que eram trocados por produtos (como cigarros e bebidas alcoólicas) e também por alimentos (como pacotes de macarrão instantâneo), que eram vendidos com preços superfaturados na "venda" instalada no interior da própria boate. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Identificamos a sujeição dessas trabalhadoras também pelas dívidas [contraídas nesse "comércio" interno], que eram controladas pelo caderno do empregador", disse Valdiney. Elas eram incentivadas a incrementar a venda de produtos, pois recebiam comissão. Nenhum dos libertados tinha registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cerceamento era induzido, de acordo com o auditor fiscal do trabalho que coordenou a ação, Leandro de Andrade Carvalho. No caso, as vítimas oriundas de cidades de outras regiões de Mato Grosso, de Goiás e até de São Paulo foram atraídas por meio de "um aliciamento brando".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Operação&lt;br /&gt;Além de precários e superlotados. os espaços ocupados pelas mulheres não tinha ventilação adequada nem proteção contra incêndio. Pertences pessoais, como sapatos e sandálias, estavam espalhados pelo banheiro (foto acima). Foram constatadas instalações sanitárias completamente inadequadas que não respeitavam normas de higiene. Por causa de tudo isso, os alojamentos foram interditados pela fiscalização trabalhista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quatro trabalhadores (um gerente e três garçons) não ficavam acomodados na boate e retornavam para suas casas após o expediente. Mas foram libertados, pois enfrentavam condição precárias e desumanas, com jornadas exaustivas e sem descanso regular. Todas as vítimas tinham entre 18 e 23 anos de idade e trabalhavam na Star Night.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batizada de Atena II, a operação contou com participação de diversos órgãos como Polícia Civil, Guarda Municipal e Conselho Tutelar e foi realizada entre 18 e 19 de novembro. Participaram ainda integrantes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Mato Grosso (Coetrae-MT). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tenha sido realizada no mês passado, as investigações sobre os crimes na região do "Zero Km" de Várzea Grande (MT) se iniciaram pelo menos quatro meses antes, devido a uma denúncia de ocorrências de trabalho infantil. Desta vez, porém, não houve flagrantes de situações de risco nem de exploração sexual envolvendo crianças e adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proprietária da casa noturna, Cleiva Alves da Silva, acompanhou a fiscalização. Foram lavrados 21 autos de infração e ela foi notificada a pagar as verbas trabalhistas que somaram mais de R$ 331 mil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vítimas foram orientadas para que retornassem a seus municípios de origem e receberam o Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado. Houve ainda uma explanação sobre a situação de ilegalidade, feita pelos agentes públicos, aos envolvidos. "Coibir esse tipo de tratamento dessas pessoas resulta em outros resultados. Depois dessa ação, diminuiu o índice de violência no local, de acordo com a Polícia Civil", declarou Valdiney.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7749735003484029570-74911134102319256?l=senhoradaspalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/feeds/74911134102319256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2010/12/libertacoes-em-boate-exploracao-sexual.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/74911134102319256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7749735003484029570/posts/default/74911134102319256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://senhoradaspalavras.blogspot.com/2010/12/libertacoes-em-boate-exploracao-sexual.html' title='Libertações em boate: exploração sexual, dívidas e escravidão'/><author><name>Mabel Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01173626235390466591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_tSn23mu_SGk/SeIn_8b
